{"id":2110,"date":"2016-03-25T14:26:58","date_gmt":"2016-03-25T16:26:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/?p=2110"},"modified":"2017-12-31T10:53:43","modified_gmt":"2017-12-31T12:53:43","slug":"fe-para-operar-milagres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/?p=2110","title":{"rendered":"F\u00e9 para operar milagres"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Durante o \u00faltimo s\u00e9culo, dois erros cardeais foram cometidos a respeito de muita coisa contida nos Evangelhos \u2013 erros que t\u00eam prevalecido muito entre crist\u00e3os professos e que t\u00eam produzido grande destrui\u00e7\u00e3o. Cada um desses erros dizem respeito \u00e0quela interpreta\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o do conte\u00fado dos quatro Evangelistas quanto ao que pertence e o que n\u00e3o pertence ao povo do Senhor hoje. <!--more-->O primeiro desses erros foi dispensacional. Foi erroneamente adotada a opini\u00e3o de que, como o minist\u00e9rio de nosso Senhor limitou-se \u00e0 Palestina, enquanto o Templo ainda estava de p\u00e9 em Jerusal\u00e9m, este foi, portanto, de car\u00e1ter exclusivamente \u201cjudaico\u201d, e os santos de nossa era devem voltar-se apenas para as Ep\u00edstolas do Ap\u00f3stolo dos gentios em busca de suas ordens de marcha. Tal erro \u00e9 refutado pelos versos iniciais de Hebreus (onde o minist\u00e9rio de Cristo \u00e9 contrastado com o dos Profetas), e pelo fato de que a grande divis\u00e3o de tempo entre a.C. e d.C. \u00e9 datada a partir do nascimento de Cristo, e n\u00e3o da Sua morte ou mesmo da Sua ascens\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo erro \u00e9 pr\u00e1tico. Aqui o p\u00eandulo balan\u00e7ou para o extremo oposto. No primeiro caso, uma tentativa insidiosa e persistente foi feita para privar os santos de uma parte valiosa da sua leg\u00edtima heran\u00e7a, tirando deles preceitos necess\u00e1rios e promessas preciosas sob o pretexto de que eram propriedade exclusiva dos judeus. Mas, no \u00faltimo caso, que agora deve ocupar mais completamente a nossa aten\u00e7\u00e3o, promessas que foram feitas a uma classe particular foram distribu\u00eddas universalmente, promessas que pertenciam apenas aos ap\u00f3stolos e aos crist\u00e3os primitivos t\u00eam sido erroneamente aplicadas a todos os crentes em geral. O resultado foi que falsas expectativas foram geradas, v\u00e3s esperan\u00e7as despertadas, selvagem fanatismo encorajado \u2013 e aqueles que entraram em contato com esta pervers\u00e3o da Verdade t\u00eam visto que efeitos tr\u00e1gicos se seguiram \u2013 milhares fazendo completo naufr\u00e1gio da f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem d\u00favida parecer\u00e1 a alguns de nossos amigos que estamos pisando agora em solo delicado, pois assegurar-lhes de que alguma das promessa feitas por Cristo aos Seus disc\u00edpulos, promessas que v\u00e1rios de nossos leitores podem ter aprendido que s\u00e3o bases leg\u00edtimas para apoiarem a sua f\u00e9, n\u00e3o pertencem \u2013 em seu sentido prim\u00e1rio \u2013 de modo algum a eles, deve se mostrar inquietante e desapontador. Portanto, prosseguiremos cuidadosa e lentamente, e pediremos que ponderem com especial dilig\u00eancia o que se segue. \u201cE estes sinais seguir\u00e3o aos que crerem: Em Meu nome expulsar\u00e3o os dem\u00f4nios; falar\u00e3o novas l\u00ednguas; pegar\u00e3o nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mort\u00edfera, n\u00e3o lhes far\u00e1 dano algum; e por\u00e3o as m\u00e3os sobre os enfermos, e os curar\u00e3o\u201d (Mc 16:17, 18). Ora, estas s\u00e3o as palavras do Senhor Jesus, mas ser\u00e1 podemos nos apropriar delas hoje e esperar um cumprimento literal das mesmas? H\u00e1 aqueles que respondem com um enf\u00e1tico Sim, embora duvidemos muito de que muitos leitores regulares destas p\u00e1ginas fa\u00e7am isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, os versos que acabamos de citar dizem respeito aos milagres que acompanharam a prega\u00e7\u00e3o do Evangelho nos primeiros dias desta dispensa\u00e7\u00e3o crist\u00e3, e \u00e9 preciso notar devidamente que esses milagres resultaram do exerc\u00edcio da f\u00e9. Isto acreditamos que ser\u00e1 t\u00e3o evidente para os nossos leitores que n\u00e3o ocasionar\u00e1 nenhuma dificuldade. Mas existem outras passagens nos Evangelhos que tratam do mesmo assunto \u2013 promessas similares dos l\u00e1bios do Salvador que podem n\u00e3o parecer t\u00e3o simples \u2013 e \u00e9 a elas que nos voltamos agora. \u201cE, tudo o que pedirdes em ora\u00e7\u00e3o, crendo, o recebereis\u201d (Mt 21:22). Esta mesma promessa, ligeiramente diferente, encontra-se novamente em: \u201cPor isso vos digo que todas as coisas que pedirdes, orando, crede receber, e t\u00ea-las-eis\u201d (Mc 11:24). Quantas vezes esta promessa tem sido apropriada por crist\u00e3os e sinceramente pleiteada diante de Deus, apenas para n\u00e3o receber nenhuma resposta. Os tais t\u00eam atribu\u00eddo esta falta de resposta ao fracasso da sua f\u00e9 (ou s\u00e3o informados de que esta \u00e9 a causa), ao inv\u00e9s de perceberem que estavam apoiando a sua f\u00e9 em um fundamento ileg\u00edtimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cE, tudo o que pedirdes em ora\u00e7\u00e3o, crendo, o recebereis\u201d (Mt 21:22). Nossa primeira preocupa\u00e7\u00e3o deve ser averiguar a quem essas palavras foram primeiramente dirigidas, e a circunst\u00e2ncia que as ocasionou \u2013 considera\u00e7\u00f5es que geralmente s\u00e3o de primeira import\u00e2ncia como aux\u00edlios a uma verdadeira aplica\u00e7\u00e3o de um verso, pois, se o contexto \u00e9 ignorado, equ\u00edvocos certamente se seguir\u00e3o. Os versos imediatamente precedentes registram a maldi\u00e7\u00e3o de nosso Senhor sobre a figueira e o efeito que isto causou sobre aqueles que O assistiam. O verso 20 diz: \u201cE os disc\u00edpulos, vendo isto, maravilharam-se, dizendo: Como secou imediatamente a figueira?\u201d. Marcos nos diz: \u201cE Pedro (o porta-voz dos ap\u00f3stolos), lembrando-se, disse-Lhe: Mestre, eis que a figueira, que Tu amaldi\u00e7oaste, se secou\u201d (11:21). Foi ent\u00e3o que Cristo respondeu: \u201cEm verdade vos digo que, se tiverdes f\u00e9 e n\u00e3o duvidardes, n\u00e3o s\u00f3 fareis o que foi feito \u00e0 figueira, mas at\u00e9 se a este monte disserdes: Ergue-te, e precipita-te no mar, assim ser\u00e1 feito; e, tudo o que pedirdes em ora\u00e7\u00e3o, crendo, o recebereis\u201d (Mt 21:21, 22).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deve ser lembrado que, em uma data anterior, Cristo havia designado 12 de Seus disc\u00edpulos para pregarem o Evangelho e realizarem milagres em confirma\u00e7\u00e3o \u00e0 sua comiss\u00e3o. \u201cE, chamando os Seus doze disc\u00edpulos, deu-lhes poder sobre os esp\u00edritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade\u201d (Mt 10:1) \u2013 esses poderes miraculosos eram primariamente aquilo a que Paulo se referia quando falou que \u201cos sinais do Seu apostolado foram manifestados entre v\u00f3s\u201d (2 Co 12:12). Lucas nos informa que, \u201cdepois disto designou o Senhor ainda outros setenta, e mandou-os adiante da Sua face, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir\u201d (10:1), mandando que \u201ccurassem os enfermos\u201d (v. 9). Os mesmos devidamente voltaram e declararam: \u201cPelo Teu nome, at\u00e9 os dem\u00f4nios se nos sujeitam\u201d (v. 17). Assim, fica bastante claro que a promessa de Mt 21:22 foi feita \u00e0queles que estavam na posse de poderes miraculosos, e era designada para o seu encorajamento pessoal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de avan\u00e7armos, assinale-se que o que estamos apresentando neste artigo n\u00e3o \u00e9 novidade de nossa pr\u00f3pria inven\u00e7\u00e3o, mas antes uma linha de interpreta\u00e7\u00e3o (ah, desconhecida de muitos nesta \u00e9poca superficial) exposta por muitos eminentes servos de Deus do passado. Por exemplo, em suas notas sobre Mt 21:21, 22, Thomas Scott escreveu: \u201cQuando Jesus observou a surpresa dos disc\u00edpulos, Ele novamente lhes mostrou a energia da f\u00e9, com uma refer\u00eancia especial ao poder de operar milagres em Seu nome. Sempre que uma ocasi\u00e3o apropriada para realizar um milagre em apoio \u00e0 sua doutrina se oferecesse, e fossem confiando no Seu poder e n\u00e3o duvidando da Sua coopera\u00e7\u00e3o, eles n\u00e3o apenas seriam capacitados a realizar obras t\u00e3o maravilhosas como a de secar a figueira infrut\u00edfera, mas at\u00e9 o Monte das Oliveiras, pelo qual estavam ent\u00e3o passando, poderia, \u00e0 sua palavra, ser removido e lan\u00e7ado no mar! Ou seja, nada que empreendessem seria imposs\u00edvel para eles\u201d. Do mesmo modo, Matthew Henry tamb\u00e9m disse sobre Mc 11:22, 23, \u201cIsto deve ser aplicado primeiro \u00e0quela f\u00e9 de milagres com que os ap\u00f3stolos e os primeiros pregadores do Evangelho foram dotados, os quais fizeram maravilhas em coisas naturais\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Indaguemos, a seguir, quanto \u00e0 extens\u00e3o desta promessa: \u201cTudo o que pedirdes em ora\u00e7\u00e3o, crendo, o recebereis\u201d. Embora esta linguagem seja indefinida e n\u00e3o limitada, n\u00e3o estamos autorizados a tirar a conclus\u00e3o de que deva ser tomada sem qualquer limita\u00e7\u00e3o. A partir do contexto imediato, fica bastante claro que esta promessa dizia respeito exclusivamente \u00e0 opera\u00e7\u00e3o de milagres. O objetivo de Cristo era assegurar os Seus ap\u00f3stolos de que, se eles orassem com f\u00e9 por qualquer dom ou poder sobrenatural em particular, esse dom ou poder seria concedido a eles. Mas n\u00e3o temos base para crer que, se aqueles ap\u00f3stolos orassem por algo diferente, n\u00e3o importa qu\u00e3o firme a sua expectativa, eles receberiam o mesmo. Eles n\u00e3o tinham justificativa para estender os termos da promessa al\u00e9m do que era autorizado pelo prop\u00f3sito \u00f3bvio de seu Mestre naquela ocasi\u00e3o especial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora os Doze tenham sido dotados de poderes sobrenaturais, se tivessem orado pela concess\u00e3o sobre si mesmos de qualquer ben\u00e7\u00e3o temporal ou espiritual, n\u00e3o haveria absolutamente nada nesta promessa particular que garantisse uma resposta a qualquer desses pedidos. Assim como n\u00f3s, os ap\u00f3stolos e os crist\u00e3os primitivos estavam sujeitos \u00e0 pobreza, doen\u00e7a, e todas as prova\u00e7\u00f5es e afli\u00e7\u00f5es comuns desta vida presente. N\u00e3o temos motivo para duvidar de que eles \u2013 pois eram homens sujeitos \u00e0s mesmas fraquezas que n\u00f3s \u2013 orassem pela sua remo\u00e7\u00e3o ou mitiga\u00e7\u00e3o, contudo, sabemos, a partir de outras Escrituras, que suas ora\u00e7\u00f5es a respeito destas coisas nem sempre eram atendidas. Isto mostra de uma s\u00f3 vez que a promessa de Mt 21:22 n\u00e3o era universal, pois, neste caso, eles poderiam ter buscado quaisquer favores temporais com a mesma f\u00e9 e certeza de serem ouvidos que quando orassem para que milagres fossem operados pelas suas m\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas consideremos agora a condi\u00e7\u00e3o que nosso Senhor estabeleceu: \u201cTudo o que pedirdes em ora\u00e7\u00e3o, crendo, o recebereis\u201d. A mesma estipula\u00e7\u00e3o encontra-se novamente na passagem paralela: \u201cTodas as coisas que pedirdes, orando, crede receber, e t\u00ea-las-eis\u201d (Mc 11:24). Esta promessa feita por Cristo com respeito \u00e0 opera\u00e7\u00e3o de milagres estava assim condicionada ao exerc\u00edcio de um certo tipo de f\u00e9. Se aqueles aos quais ela foi feita realmente expressassem a f\u00e9 exigida, ent\u00e3o a sua f\u00e9 asseguraria absolutamente o cumprimento da promessa. Por outro lado, se falhassem em expressar a f\u00e9 especificada, ent\u00e3o a sua peti\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria concedida. Assim como a maioria das promessas da Escritura, esta tamb\u00e9m era condicional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mateus 17 fornece-nos uma ilustra\u00e7\u00e3o dos ap\u00f3stolos sendo incapazes de realizar um milagre desejado por causa do seu fracasso em satisfazer \u00e0 condi\u00e7\u00e3o vinculada \u00e0 promessa que estamos aqui considerando. Ali lemos acerca de um certo homem vindo at\u00e9 Cristo em favor de seu filho extremamente aflito, implorando ao Salvador para que tivesse miseric\u00f3rdia dele, e dizendo: \u201cTrouxe-o aos Teus disc\u00edpulos; e n\u00e3o puderam cur\u00e1-lo\u201d (v. 16). Ap\u00f3s o Senhor ter curado o jovem possesso pelo dem\u00f4nio, Seus disc\u00edpulos perguntaram por que foram incapazes de realizar este milagre. Sua resposta \u00e9 instrutiva, pois confirma definitivamente o que dissemos antes: \u201cE Jesus lhes disse: Por causa de vossa incredulidade; porque em verdade vos digo que, se tiverdes f\u00e9 como um gr\u00e3o de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acol\u00e1, e h\u00e1 de passar; e nada vos ser\u00e1 imposs\u00edvel\u201d (v. 20). A seguir, devemos indagar em que esta f\u00e9 para operar milagres diferia de qualquer outro tipo de f\u00e9. A resposta: ela se apoiava em um fundamento completamente diferente. Em primeiro lugar, ela s\u00f3 poderia ser exercida por aqueles que haviam sido especialmente dotados de poder sobrenatural para operar milagres, o que pertencia apenas aos servos de Cristo no come\u00e7o desta era crist\u00e3. E, em segundo lugar, tal f\u00e9 deveria se apoiar implicitamente nas promessas espec\u00edficas que Cristo havia feito aos tais, a saber, que, contando eles com a Sua assist\u00eancia para capacit\u00e1-los para isto, Ele infalivelmente confirmaria a Sua palavra a respeito do mesmo. A mesma coisa pode ser vista, conforme assinalado em um par\u00e1grafo anterior, nas promessas registradas em Mc 16:17, 18. Estas eram bem distintas daquela f\u00e9 que assegura a vida eterna, apoiando-se em um tipo completamente diferente de promessa. Em prova do que foi dito por \u00faltimo, reportamos a At 3. Ali lemos acerca do mendigo que era coxo desde o seu nascimento pedindo esmolas dos ap\u00f3stolos enquanto estavam entrando no Templo. A ele Pedro disse: \u201cN\u00e3o tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda\u201d (v. 6, e cf. \u201cem Meu nome\u201d em Mc 16:17). Mais tarde, explicando aos espectadores maravilhados o que havia acontecido, Pedro, ap\u00f3s acus\u00e1-los de terem entregado o Senhor Jesus a Pilatos, declarou que Deus glorificou a Seu Filho, acrescentando, \u201ce pela f\u00e9 no Seu nome fez o Seu nome fortalecer a este\u201d (At 3:16). Pedro, ent\u00e3o, havia definitivamente tido f\u00e9 nas promessas que haviam sido feitas aos ap\u00f3stolos em Mt 21:21, 22 e Mc 16:17, 18, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A f\u00e9 salv\u00edfica consiste na apropria\u00e7\u00e3o do Evangelho pelo cora\u00e7\u00e3o; \u00e9 apegar-se ao Pr\u00f3prio Cristo tal como \u00e9 oferecido nele aos pobres pecadores; \u00e9 confiar na miseric\u00f3rdia de Deus no Redentor. Mas a f\u00e9 para realizar milagres s\u00f3 poderia ser eficazmente exercida por aqueles a quem promessas especiais para a opera\u00e7\u00e3o de tais coisas tivessem sido feitas. Cristo havia dotado os ap\u00f3stolos com poderes sobrenaturais e havia dado a certeza de que Ele os assistiria na realiza\u00e7\u00e3o de sinais maravilhosos para a gl\u00f3ria do Seu nome e a extens\u00e3o do Seu reino. E essa promessa dEle devia ser o fundamento da sua f\u00e9. Assim, a f\u00e9 deles tinha um fundamento t\u00e3o definido e seguro para se apoiar como a nossa hoje em conex\u00e3o com a vida eterna. Apesar disso, a primeira era imensamente inferior a esta \u00faltima. Judas tinha uma, mas n\u00e3o a outra. Por isso Paulo declara que era poss\u00edvel naqueles dias ter f\u00e9 para \u201cremover montanhas\u201d e, contudo, ser destitu\u00eddo de um santo amor (1 Co 13:2).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de tudo o que foi assinalado acima, deveria ser \u00f3bvio que os crist\u00e3os hoje est\u00e3o totalmente desautorizados a aplicar tal promessa a si mesmos em qualquer caso a que se sintam inclinados, e que os ministros do Evangelho est\u00e3o seriamente iludindo os seus ouvintes quando lhes dizem: \u201cTudo o que pedirdes em ora\u00e7\u00e3o, crendo, o recebereis\u201d. Estamos plenamente cientes de que alguns pregadores piedosos, mas mal orientados, aplicaram t\u00e3o erroneamente este texto que alguns crentes devotos tomaram esta promessa para si mesmos. Contudo, isto n\u00e3o \u00e9 prova de que qualquer deles estivesse certo em fazer isto. Temos pessoalmente assistido a mais de um \u201cculto de cura pela f\u00e9\u201d, onde tal promessa era \u201creivindicada\u201d pelo que estava encarregado, e testemunhamos o pat\u00e9tico desapontamento do doente indo embora mancando em suas muletas no final. Quantas pessoas de pensamento moderado foram levadas a declarada infidelidade por tal fiasco apenas aquele Dia revelar\u00e1. Talvez alguns de nossos leitores esteja come\u00e7ando a compreender melhor o nosso sentido quando dizemos, de vez em quando: Muitos que n\u00e3o entendem o sentido de um verso s\u00e3o frequentemente enganados pelo seu som.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cE tudo o que pedirdes em ora\u00e7\u00e3o, crendo, o recebereis\u201d (Mt 21:22). J\u00e1 temos visto que esta promessa foi feita \u00e0queles que haviam sido dotados de poderes sobrenaturais, e que foi dada com o prop\u00f3sito de encoraj\u00e1-los a exercerem f\u00e9 em que Cristo continuaria a assisti-los em sua opera\u00e7\u00e3o de milagres, para a gl\u00f3ria do Seu nome e o bem da Sua causa. Tamb\u00e9m temos demonstrado que os pr\u00f3prios ap\u00f3stolos n\u00e3o tinham absolutamente nenhuma autoriza\u00e7\u00e3o para aplicar esta promessa particular a ben\u00e7\u00e3os ordin\u00e1rias, quer de natureza temporal ou espiritual. Deveria, portanto, ficar bem evidente que os crist\u00e3os hoje n\u00e3o t\u00eam nenhum direito de se apropriarem desta promessa para si mesmos e esperarem um cumprimento literal da mesma. Para deixar isto ainda mais claro, que as seguintes considera\u00e7\u00f5es sejam cuidadosamente ponderadas. Nem mesmo os crist\u00e3os primitivos foram todos dotados com dons sobrenaturais. Prova disto encontra-se naquela declara\u00e7\u00e3o do Ap\u00f3stolo: \u201cPorventura s\u00e3o todos ap\u00f3stolos? s\u00e3o todos profetas? s\u00e3o todos doutores? s\u00e3o todos operadores de milagres? T\u00eam todos os dom de curar? falam todos diversas l\u00ednguas? interpretam todos?\u201d (1 Co 12:29-30). Isto \u00e9 ainda mais surpreendente pelo fato de que esses dons extraordin\u00e1rios abundavam mais copiosamente em Corinto do que em qualquer outra das igrejas apost\u00f3licas; contudo, estas quest\u00f5es, com sua forte \u00eanfase, claramente denotam que n\u00e3o havia uma igualdade de dons. O prop\u00f3sito \u00f3bvio de Paulo aqui era suprimir, por um lado, todo o descontentamento e inveja, e, por outro, todo o orgulho e arrog\u00e2ncia, pois ele os havia lembrado expressamente de que o Esp\u00edrito reparte Seus dons \u201cparticularmente a cada um como quer\u201d (v. 11).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A manifesta limita\u00e7\u00e3o da promessa que estamos aqui considerando pro\u00edbe que os crist\u00e3os hoje lhe deem uma aplica\u00e7\u00e3o geral e universal: \u201cE tudo o que pedirdes em ora\u00e7\u00e3o, crendo, o recebereis\u201d. H\u00e1 muito poucas passagens na Escritura onde a express\u00e3o \u201ctodas as coisas\u201d deve ser entendida sem restri\u00e7\u00e3o, e certamente esta n\u00e3o \u00e9 uma dessas poucas. O \u201ce\u201d precedente claramente se conecta ao que \u00e9 dito no verso 21, e, portanto, deve significar todas as coisas que ali est\u00e3o em vista, a saber, a opera\u00e7\u00e3o de milagres. Conforme temos anteriormente assinalado, esta promessa n\u00e3o dava nem aos pr\u00f3prios ap\u00f3stolos carta branca, de modo que, se orassem por qualquer coisa (desde que o fizessem com f\u00e9 inabal\u00e1vel), seria certo que infalivelmente receberiam a mesma. Quanto menos, ent\u00e3o, os crist\u00e3os ordin\u00e1rios hoje podem dar tal escopo a esta promessa!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pr\u00f3pria Escritura registra mais de um caso de almas piedosas sinceramente suplicando a Deus por certas coisas, e o Esp\u00edrito Santo n\u00e3o comunicou nenhuma sugest\u00e3o de que foi porque oraram incredulamente que seus pedidos n\u00e3o foram concedidos. Mois\u00e9s (Dt 3:23-26) \u00e9 um caso em quest\u00e3o. Do mesmo modo tamb\u00e9m Davi jejuou e orou em favor de seu filho doente para que se recuperasse, contudo ele morreu (2 Sm 12:16-19). Do mesmo modo tamb\u00e9m, nesta era do Novo Testamento, vemos que o amado Ap\u00f3stolo suplicou ao Senhor tr\u00eas vezes para que o seu espinho na carne fosse removido (2 Co 12:7-9), contudo n\u00e3o foi; embora ele recebesse seguran\u00e7a do Senhor\u00a0\u2013\u00a0\u201cA Minha gra\u00e7a te basta\u201d \u2013 para suportar a afli\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que Paulo estava familiarizado com esta promessa de Mt 21:22! Certamente, ent\u00e3o, os crist\u00e3os agora n\u00e3o t\u00eam nenhum direito de exercer f\u00e9 nela quando estiverem orando por alguma coisa. Se os crist\u00e3os de hoje decidirem se apropriar de Mt 21:22 para si, ent\u00e3o eles devem fazer isto sobre o princ\u00edpio de que, crendo que uma coisa \u00e9 verdadeira, ela se tornar\u00e1 verdadeira. A linguagem usada por Cristo naquela ocasi\u00e3o \u00e9 clara demais para ser confundida: \u201cE tudo o que pedirdes em ora\u00e7\u00e3o, crendo, o recebereis\u201d \u2013 no mesmo sentido \u00e9: \u201cTodas as coisas que pedirdes, orando, crede receber, e t\u00ea-las-eis\u201d (Mc 11:24). Mas este princ\u00edpio de que crer que uma coisa \u00e9 verdadeira necessariamente a torna verdadeira \u00e9 manifestamente insustent\u00e1vel e err\u00f4neo. Se eu orasse pela salva\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m que Deus n\u00e3o havia escolhido eternamente em Cristo, nenhuma cren\u00e7a de minha parte efetuaria a sua salva\u00e7\u00e3o; e insistir que Deus deveria salv\u00e1-la seria presun\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o f\u00e9. Se eu estivesse seriamente doente e cresse que Deus me curaria, nenhuma cren\u00e7a dessa natureza realizaria a minha cura; e, se essa n\u00e3o fosse a vontade do Senhor para mim, ent\u00e3o tal \u201ccren\u00e7a\u201d seria fanatismo, e n\u00e3o f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como os crist\u00e3os de nosso tempo n\u00e3o t\u00eam direito de se apropriarem desta promessa especial para si, eles n\u00e3o t\u00eam nenhuma autoriza\u00e7\u00e3o para pedirem qualquer favor, seja temporal ou espiritual, privado ou p\u00fablico, absoluta e insubmissamente. A verdadeira ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um esfor\u00e7o de trazer a vontade divina em sujei\u00e7\u00e3o \u00e0 nossa, mas de procurar submeter as nossas vontades \u00e0s de Deus. O que o Senhor predestinou n\u00e3o pode ser mudado por qualquer apelo nosso, pois nEle n\u00e3o h\u00e1 \u201cmudan\u00e7a, nem sombra de varia\u00e7\u00e3o\u201d (Tg 1:17). Os decretos eternos de Deus foram moldados por bondade perfeita e sabedoria inerrante, e, portanto, Ele n\u00e3o tem necessidade de abandonar a execu\u00e7\u00e3o de qualquer parte deles: \u201cMas, se Ele resolveu alguma coisa, quem ent\u00e3o O desviar\u00e1? O que a Sua alma quiser, isso far\u00e1\u201d (J\u00f3 23:13). \u00c9 uma id\u00e9ia extremamente grotesca e desonrosa para Deus supor que a ora\u00e7\u00e3o foi designada com o prop\u00f3sito de a criatura exercer os seus poderes persuasivos de modo a induzir o Todo-poderoso a dar alguma coisa que Ele n\u00e3o queira conceder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEsta \u00e9 a confian\u00e7a que temos nEle, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a Sua vontade, Ele nos ouve\u201d (1 Jo 5:14). Ah, \u00e9 nisto que precisamos nos apegar e de acordo com isto precisamos agir nesta era barulhenta e presun\u00e7osa. Chegamos ao Trono da Gra\u00e7a n\u00e3o como ditadores, mas como suplicantes. Aproximamo-nos daquEle que est\u00e1 assentado nele n\u00e3o como iguais, mas como mendigos. Vamos ali n\u00e3o para exigir os nossos direitos, mas para suplicar favores. N\u00e3o ficamos de p\u00e9 em nossa dignidade, mas dobramos os joelhos em consciente indignidade. Apresentamos n\u00e3o ultimatos, mas fazemos \u201cpeti\u00e7\u00f5es\u201d. E essas peti\u00e7\u00f5es n\u00e3o fazemos em um esp\u00edrito de auto-afirma\u00e7\u00e3o, mas em humilde submiss\u00e3o. Se nos aproximamos do Trono da Gra\u00e7a de uma forma correta, vamos a\u00ed conscientes da nossa ignor\u00e2ncia e insensatez, plenamente seguros de que o Senhor conhece muito melhor do que n\u00f3s o que seria bom nos conceder e o que seria melhor nos recusar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deus prop\u00f4s infalivelmente quando e onde e sobre quem Ele conceder\u00e1 o Seu favor, e os crist\u00e3os n\u00e3o t\u00eam nenhum direito, e, quando em seu s\u00e3o ju\u00edzo, nenhum desejo de pedir que Ele altere alguma das Suas determina\u00e7\u00f5es a respeito seja deles mesmos ou de outros. Consequentemente, como eles n\u00e3o t\u00eam meios de saber de antem\u00e3o o que Ele decretou concernente \u00e0 concess\u00e3o de algum favor espec\u00edfico, eles n\u00e3o t\u00eam justificativa para Lhe pedir absolutamente qualquer coisa, mas antes devem proferir cada pedido com franca submiss\u00e3o \u00e0 Sua boa vontade. Eles podem desejar grandemente ver a salva\u00e7\u00e3o de alguma pessoa particular, mas, como n\u00e3o sabem se ela \u00e9 um dos eleitos de Deus, eles n\u00e3o devem pedir isto incondicionalmente, mas sujeitos ao Seu prop\u00f3sito divino. Eles podem ter algum amado gravemente doente, e, embora seja tanto o seu dever como privil\u00e9gio pedir pela sua recupera\u00e7\u00e3o, eles n\u00e3o devem orar por isso absolutamente, mas em sujei\u00e7\u00e3o \u00e0 vontade de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cristo nos deixou um exemplo perfeito de submiss\u00e3o em ora\u00e7\u00e3o, assim como em tudo o mais. Contemple-O no jardim do Gets\u00eamane \u2013 a antec\u00e2mara do Calv\u00e1rio \u2013 entrando em Seus sofrimentos inconceb\u00edveis. Note a Sua postura: Ele n\u00e3o est\u00e1 ereto, mas sobre os Seus joelhos, e depois sobre a Sua face. Ou\u00e7a a Sua linguagem: \u201cPai, se queres, passa de Mim este c\u00e1lice; todavia n\u00e3o se fa\u00e7a a Minha vontade, mas a Tua\u201d (Lc 22:42). Era o Seu santo desejo que o Pai removesse aquele c\u00e1lice terr\u00edvel dEle, se graciosamente Lhe aprouvesse fazer isto; mas, se n\u00e3o, Ele pedia que a Sua peti\u00e7\u00e3o fosse negada e a vontade de Seu Pai cumprida. Ser\u00e1 que podemos, em face disto, meu leitor, chegar perante Deus e insistir que algum pedido nosso seja concedido, independente de estar ou n\u00e3o de acordo com a vontade divina? Decerto que n\u00e3o; antes, devemos sinceramente buscar gra\u00e7a para emularmos o exemplo deixado para n\u00f3s pelo Redentor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De fato, \u00e9 triste testemunhar e ler acerca de muita coisa que est\u00e1 sucedendo no mundo religioso atual. N\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m que o esp\u00edrito ilegal da \u00e9poca tenha tido uma influ\u00eancia maligna sobre as igrejas; antes, o mal come\u00e7ou nas igrejas e depois infestou a sociedade em geral. A Lei de Deus foi banida dos p\u00falpitos antes que a ilegalidade se tornasse t\u00e3o predominante no estado. A irrever\u00eancia caracterizou os bancos antes que a infidelidade andasse \u00e0 espreita pelas ruas. O Alt\u00edssimo foi insultado na ora\u00e7\u00e3o p\u00fablica antes que se tornasse coisa comum tomar o Seu nome em v\u00e3o no palco e nos programas de r\u00e1dio. Ao inv\u00e9s de se curvarem perante o Trono da Gra\u00e7a, muitos conduziram suas \u201cdevo\u00e7\u00f5es\u201d p\u00fablicas como se eles mesmos ocupassem esse Trono. Submiss\u00e3o genu\u00edna e sem reservas \u00e0 vontade divina agora \u00e9 uma coisa do passado, exceto entre aquele insignificante remanescente ao qual foi dado, pela Sua gra\u00e7a, cora\u00e7\u00f5es quebrantados e contritos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como os crist\u00e3os n\u00e3o t\u00eam nenhum direito, nesta \u00e9poca, de exercerem f\u00e9 na promessa de Mt 21:22, ent\u00e3o, claramente eles n\u00e3o t\u00eam nenhum direito de exercer f\u00e9 em seus pr\u00f3prios sentimentos peculiares. Os pr\u00f3prios ap\u00f3stolos que possu\u00edam poderes sobrenaturais n\u00e3o criam que absolutamente todas as coisas que pedissem seriam concedidas a eles porque tinham sentimentos peculiares a respeito daquilo que pediam; mas eles criam que, quando pedissem que um milagre fosse operado por eles, Cristo os capacitaria para isto, porque eles baseavam a sua f\u00e9 na Sua promessa para esse fim. Eles sabiam que a promessa fora feita \u00e0 sua f\u00e9, e n\u00e3o aos seus sentimentos. Este sendo o caso dos pr\u00f3prios ap\u00f3stolos, quanto menos o crist\u00e3o ordin\u00e1rio pode agora reivindicar um cumprimento de Mt 21:22 por causa de algum forte sentimento a que ele esteja sujeito!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, embora os crist\u00e3os hoje n\u00e3o tenham uma promessa para se apoiar tal como a de Mt 21:22, alguns deles t\u00eam um profundo sentimento de que aquilo pelo que oram ser\u00e1 concedido. Isto \u00e9 absolutamente errado e repreens\u00edvel. N\u00e3o temos absolutamente nenhuma garantia escritur\u00edstica para basear a nossa confian\u00e7a de sermos ouvidos em algum sentimento, por mais profundo e persistente, e n\u00e3o devemos esperar que Deus nos responda a menos que possamos alegar alguma promessa Sua. N\u00e3o h\u00e1 promessas na Palavra feitas a quaisquer sentimentos. Todas as promessas do Evangelho s\u00e3o feitas a santos exerc\u00edcios ou afei\u00e7\u00f5es, e a nada a que os homens sejam totalmente passivos. Nossos cora\u00e7\u00f5es s\u00e3o enganosos mais do que todas as coisas, e aqueles que se apoiam em impulsos interiores e sentimentos secretos est\u00e3o em grande perigo de incorrer nos erros mais grosseiros e nas ilus\u00f5es mais brutais. Tanto esp\u00edritos maus como o Esp\u00edrito Santo podem impressionar nossas mentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos t\u00eam orado por favores particulares com a certeza equivocada de que, se os pedirem com f\u00e9 resoluta, esses favores certamente lhes ser\u00e3o concedidos. Esta id\u00e9ia \u201clevou George Whitefield a esperar confiantemente aquilo que ele n\u00e3o tinha direito de esperar confiantemente. Ele tinha um filhinho am\u00e1vel e promissor, que ele ardentemente desejava e orava para que pudesse ser um ministro eminentemente \u00fatil; e ele teve sentimentos t\u00e3o fortes e favor\u00e1veis a seu respeito que esperava confiantemente que o mesmo seria aquilo que ele desejava e orava ardentemente que fosse. Mas seu filho morreu quando tinha por volta de quatro anos, e o evento n\u00e3o apenas o desapontou, mas curou-o de seu erro\u201d (N. Emmons, a quem somos endividados por v\u00e1rios pensamentos nesta discuss\u00e3o). Podemos acrescentar que, quando C. H. Spurgeon estava morrendo, dezenas de milhares jejuaram e ofereceram ora\u00e7\u00e3o especial para que sua vida fosse poupada; mas, como a sequ\u00eancia mostrou, isso n\u00e3o estava de acordo com a vontade de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao procurar corrigir um erro, devemos nos esfor\u00e7ar por nos guardarmos de outro. Embora a promessa de Mt 21:22 n\u00e3o diga respeito a n\u00f3s hoje, existe grande n\u00famero de promessas tanto no Antigo como no Novo Testamento que os crist\u00e3os podem legitimamente tomar para si mesmos e pleitear diante de Deus. Nessas promessas eles t\u00eam todo o encorajamento para orar com f\u00e9 por aquilo que podem sensatamente desejar. Deus nunca disse \u00e0 semente de Jac\u00f3: \u201cBuscai-Me em v\u00e3o\u201d, mas assegurou-os de que, se orarem corretamente, eles ser\u00e3o ouvidos, e ou receber\u00e3o o que pedem ou algo melhor para a Sua gl\u00f3ria e para o seu bem. A fim de orar corretamente, eles devem orar com um desejo real pelas coisas que pedem, e com uma submiss\u00e3o genu\u00edna \u00e0 vontade de Deus, quer Ele conceda ou negue suas peti\u00e7\u00f5es. Quando um crente apresenta peti\u00e7\u00f5es apropriadas a Deus, de um modo correto, fundamentado nas promessas divinas, ent\u00e3o ele n\u00e3o deve duvidar nem da Sua prontid\u00e3o nem da capacidade de conced\u00ea-las, quer por conta da sua pr\u00f3pria indignidade ou por causa de alguma dificuldade no caminho. \u201cSe pedirmos alguma coisa, segundo a Sua vontade, Ele nos ouve\u201d (1 Jo 5:14).<\/p>\n<div class=\"divider\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte:\u00a0<i>Eternal Life Ministries\u00a0<\/i>(<a href=\"https:\/\/www.eternallifeministries.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.<wbr \/>eternallifeministries.org<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tradu\u00e7\u00e3o: Rodrigo Reis de Faria (08\/01\/2014)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante o \u00faltimo s\u00e9culo, dois erros cardeais foram cometidos a respeito de muita coisa contida nos Evangelhos \u2013 erros que t\u00eam prevalecido muito entre crist\u00e3os professos e que t\u00eam produzido&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2111,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[26],"class_list":["post-2110","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arthur-w-pink","tag-principios"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2110","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2110"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2110\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2111"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2110"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2110"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2110"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}