{"id":248,"date":"2006-12-12T17:11:31","date_gmt":"2006-12-12T19:11:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/?p=248"},"modified":"2010-12-14T12:35:04","modified_gmt":"2010-12-14T14:35:04","slug":"a-regra-pela-qual-e-medida-a-culpa-do-pecado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/?p=248","title":{"rendered":"A regra pela qual \u00e9 medida a culpa do pecado"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Notas:\u00a0Fevereiro 4, 1846 <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">TEXTO &#8211; &#8220;No passado Deus n\u00e3o levou em conta em conta essa ignor\u00e2ncia, mas agora ordena que todos, em todo lugar, se arrependam. Pois estabeleceu um dia em que h\u00e1 de julgar o mundo com justi\u00e7a, por meio do homem que designou. E deu provas disso a todos, ressuscitando-o dentre os mortos.&#8221; &#8211; (Atos 17:30,31).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Eu recentemente preguei um serm\u00e3o sobre a impenit\u00eancia no qual eu fiz uma larga insist\u00eancia no tamanho da culpa que se tem quando se comete o pecado com bastante luz. Tenho em mente agora o discutir este assunto mais detalhadamente. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O texto declara que Deus julgar\u00e1 ao mundo com justi\u00e7a. N\u00e3o vou fazer \u00eanfase no fato de que Deus julgar\u00e1 ao mundo, nem sobre o fato de que este ju\u00edzo ser\u00e1 com justi\u00e7a, sen\u00e3o que procurarei dilucidar com que regra vai ser medida nossa culpa; ou, em outras palavras, o que vai implicado no julgar ao mundo com justi\u00e7a. Qual \u00e9 a regra justa com a qual vai ser medida, e em conseq\u00fc\u00eancia o justo castigo que corresponder\u00e1 aos pecadores?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Ao tratar deste tema considero importante:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">I. Declarar brevemente quais s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es da obriga\u00e7\u00e3o moral, e;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">II. Ir diretamente ao ponto principal, a regra pela qual vai ser medida a culpa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">I. Declara\u00e7\u00e3o breve das quais s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es da obriga\u00e7\u00e3o moral.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">1. A obriga\u00e7\u00e3o moral faz refer\u00eancia \u00e0 \u00faltima inten\u00e7\u00e3o da mente. O objetivo a vista, e n\u00e3o o mero ato externo, \u00e9 o que a lei considera sempre e ao qual se predica ou adscreve a culpa. Sem d\u00favida, a culpa n\u00e3o pode ser predicada meramente do ato externo, aparte da inten\u00e7\u00e3o, porque o ato externo que n\u00e3o est\u00e1 de acordo com a inten\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso de acidentes, nunca pensamos em imput\u00e1-lo como culpa; e se est\u00e1 de acordo com a inten\u00e7\u00e3o, sempre, quando obramos de modo racional, adscrevemos a culpa \u00e0 inten\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o meramente \u00e0 m\u00e3o ou \u00e0 l\u00edngua, que s\u00e3o os \u00f3rg\u00e3os da mente na maldade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Este \u00e9 um princ\u00edpio que todo o mundo admite assim que o tenha entendido. A coisa, em si, est\u00e1 nas intui\u00e7\u00f5es afirmativas da mente de toda crian\u00e7a. T\u00e3o pronto como uma crian\u00e7a captou a primeira id\u00e9ia de bem e mal, vai desculpar-se da culpa dizendo que n\u00e3o queria faz\u00ea-lo, e sabe muito bem que se a desculpa \u00e9 verdadeira, \u00e9 v\u00e1lida e boa como desculpa, e al\u00e9m do mais sabe que todo o mundo vai admiti-la como tal. Este sentimento se acha presente na mente de todos, e ningu\u00e9m pode neg\u00e1-lo de modo inteligente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">2. Havendo deixado isto claro estou preparado para fazer notar que a primeira condi\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o moral \u00e9 a possess\u00e3o dos poderes necess\u00e1rios por parte do ente (ou agente) moral. Tem que ter intelig\u00eancia suficiente para compreender at\u00e9 certo ponto o valor do fim a escolher ou recusar, pois, de outro modo, n\u00e3o pode haver decis\u00e3o respons\u00e1vel. Tem que haver, at\u00e9 certo grau, sensibilidade ao bem que se busca e ao mal que se evita, de outro modo n\u00e3o se executaria nenhuma a\u00e7\u00e3o ou esfor\u00e7o, e tem que haver tamb\u00e9m o poder de decidir entre v\u00e1rios poss\u00edveis cursos a seguir. Estes s\u00e3o requisitos evidentes para a decis\u00e3o moral, ou, em outras palavras, para uma a\u00e7\u00e3o e obriga\u00e7\u00e3o moral respons\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">3. \u00c9 essencial para a obriga\u00e7\u00e3o moral que a mente conhe\u00e7a numa certa medida o que \u00e9 que tem inten\u00e7\u00e3o de fazer.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Tem que captar at\u00e9 certo ponto o valor do fim a perseguir, pois de outro modo n\u00e3o h\u00e1 decis\u00e3o respons\u00e1vel para este fim, ou responsabilidade por n\u00e3o escolh\u00ea-lo. Todo o mundo deve ver isto, pois se o indiv\u00edduo, quando se lhe pergunta por que escolheu um determinado objetivo, pudesse contestar verdadeiramente: &#8220;N\u00e3o sabia que o fim tivesse algum valor e fosse digno de ser eleito&#8221;, todos os homens considerariam isto como v\u00e1lido para uma absolvi\u00e7\u00e3o na delinq\u00fc\u00eancia moral.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">4. Se suponhamos que o indiv\u00edduo sabe o que deveria escolher, sua obriga\u00e7\u00e3o de escolh\u00ea-lo n\u00e3o procede do fato de que Deus o requer, sen\u00e3o do valor do objetivo a escolher. J\u00e1 disse que temos que perceber o objetivo a escolher, e que, at\u00e9 certo ponto, deve entender seu valor. Isto \u00e9 claro. E esta apreens\u00e3o de seu valor \u00e9 o que o impele a escolh\u00ea-lo. Em outras palavras, a lei moral que manda amar ou ter boa vontade tem que estar subjetivamente presente em sua mente. Sua mente deve ter presente ou dar-se em conta do bem que pode desejar aos outros, em conex\u00e3o com o qual aparecer\u00e1 um sentido de obriga\u00e7\u00e3o a desej\u00e1-lo, e isto constitui a obriga\u00e7\u00e3o moral.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Estas s\u00e3o, de modo substancial, as condi\u00e7\u00f5es da obriga\u00e7\u00e3o moral: o poder mental necess\u00e1rio para a a\u00e7\u00e3o moral, e um conhecimento do valor intr\u00ednseco do bem dado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Antes de deixar este tema quero fazer ressaltar que \u00e9 muito prov\u00e1vel que n\u00e3o haja duas criaturas no universo moral que tenham precisamente o mesmo grau de compreens\u00e3o com respeito ao valor do fim que devem escolher; contudo, haver\u00e1 obriga\u00e7\u00e3o moral sobre todos estes graus diversos de conhecimento, proporcionado em grau a medida deste conhecimento que possui toda mente. S\u00f3 Deus tem um conhecimento infinito e imut\u00e1vel sobre este ponto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">II. Passo a falar agora da regra pela que deve ser julgada a culpa por recusar a vontade ou inten\u00e7\u00e3o, de acordo com o que deve ser medida a lei de Deus.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">1. Desde o ponto de vista negativo, a culpa n\u00e3o pode se medida pelo fato de que Deus, que ordena, \u00e9 um ser infinito. A medida da culpa foi submetida a este fato e foi considerada infinita porque Deus, que ordena, e cuja lei foi infligida, \u00e9 infinito. Mas esta doutrina \u00e9 inadmiss\u00edvel. Est\u00e1 aberta a fatal obje\u00e7\u00e3o de que por ela todo pecado deve ser considerado equivalente, porque tudo foi submetido contra um ser infinito. Mas tanto a B\u00edblia como a raz\u00e3o intuitiva de todo homem v\u00ea que n\u00e3o todos os pecados podem ser igualmente culp\u00e1veis. Daqui que a medida ou regra da culpa n\u00e3o pode ser o fato de haver sido cometida contra um ser infinito.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">2. A culpa n\u00e3o pode ser medida pelo fato de que a autoridade de Deus, contra a qual foi cometida a ofensa, \u00e9 infinita. A autoridade \u00e9 o direito de mandar. Ningu\u00e9m nega que Deus seja infinito. Mas este fato n\u00e3o pode constituir a medida da culpa pela mesma raz\u00e3o dada acima, ou seja, que ent\u00e3o todo pecado passa a ser igualmente culp\u00e1vel pelo fato de ter sido cometido contra uma autoridade infinita; conclus\u00e3o que \u00e9 falsa e, portanto, tamb\u00e9m s\u00e3o as premissas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">3. O grau de culpa n\u00e3o pode ser estimado pelo fato de que todo pecado \u00e9 cometido contra um ser infinitamente santo e bom, pelas mesmas raz\u00f5es dadas anteriormente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">4. Nem pelo valor da lei do qual o pecado \u00e9 uma transgress\u00e3o, porque ainda que todos admitimos que a lei \u00e9 infinitamente boa e valiosa, no entanto, pelo fato de que \u00e9 sempre de modo igual, todo pecado seria igualmente culp\u00e1vel; uma conclus\u00e3o que como vimos \u00e9 falsa, e portanto, vicia e p\u00f5e de lado as premissas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">5. A regra n\u00e3o pode consistir no valor do que a lei requer que queiramos; tentamos ou decidamos aparte da percep\u00e7\u00e3o de valor na mente, porque o valor intr\u00ednseco deste objetivo \u00e9 sempre o mesmo, pelo que esta regra tamb\u00e9m como a precedente nos levaria a conclus\u00e3o de que todos os pecados s\u00e3o igualmente culp\u00e1veis.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">6. A culpa n\u00e3o deve ser medida pela tend\u00eancia do pecado. Todo pecado tende a um resultado: mal sem mistura de bem. N\u00e3o h\u00e1 nenhum ser criado que possa dizer que alguns pecados t\u00eam uma tend\u00eancia mais direta e poderosa a produzir o mal e s\u00f3 mal continuamente. Toda modifica\u00e7\u00e3o do pecado tende, pelo que sabemos, a produzir o mesmo resultado com a mesma dire\u00e7\u00e3o: mal, e nada mais que mal.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">7. A culpa n\u00e3o pode ser medida pela inten\u00e7\u00e3o \u00faltima do pecador. Acha-se, em realidade, em seu des\u00edgnio e s\u00f3 ali; com tudo, a quantidade da mesma n\u00e3o pode ser determinada meramente conhecendo o des\u00edgnio, porque este des\u00edgnio \u00e9 sempre substancialmente a mesma coisa; \u00e9 sempre uma forma de gratifica\u00e7\u00e3o ou satisfa\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, e nada mais. O des\u00edgnio geral do pecador \u00e9 sempre conseguir satisfa\u00e7\u00e3o, e conta muito pouco para sua culpa a forma de satisfa\u00e7\u00e3o que ele escolhe, pelo que a medida da culpa n\u00e3o pode ser buscada aqui, sen\u00e3o em outra parte.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">8. J\u00e1 \u00e9 hora de afirmar de modo positivo que o grau de culpa deve ser estimado pelo grau de luz baixo do qual a inten\u00e7\u00e3o pecaminosa se formou, ou em outras palavras, deve ser medida pelo conhecimento ou percep\u00e7\u00e3o mental do valor do objetivo que a lei requer que seja escolhido. Este objetivo \u00e9 o maior bem-estar poss\u00edvel do universo e de Deus. Este \u00e9 um valor infinito, e em algum sentido todo ente moral deve saber que \u00e9 de infinito valor, contudo, os indiv\u00edduos diferem de modo indefinido com respeito aos graus de claridade com os quais aprendem este grande fim em sua mente. O escolher este objetivo (o mais alto bem-estar do universo e de Deus) sempre implica o rejeitar os pr\u00f3prios interesses como objetivo, e por outra parte, o escolher a gratifica\u00e7\u00e3o ou satisfa\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria como objetivo sempre e por necessidade, implica a rejei\u00e7\u00e3o do mais alto bem-estar do universo e de Deus como objetivo. A elei\u00e7\u00e3o de um implica, pois, a rejei\u00e7\u00e3o do oposto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Agora bem, a pecaminosidade da sele\u00e7\u00e3o ego\u00edsta n\u00e3o consiste meramente na elei\u00e7\u00e3o do bem para si mesmo, sen\u00e3o no fato de que implica uma rejei\u00e7\u00e3o do maior bem-estar do universo e Deus como objetivo. Se o ego\u00edsmo n\u00e3o implicasse a apreens\u00e3o e rejei\u00e7\u00e3o de outros interesses mais altos como objetivo, n\u00e3o implicaria culpa em absoluto. O valor dos interesses rejeitados \u00e9 a causa da culpa. Em outras palavras, a culpa consiste em rejeitar o bem-estar de Deus e do universo, infinitamente valiosos, para ser escolhido a gratifica\u00e7\u00e3o ou satisfa\u00e7\u00e3o ego\u00edsta.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Agora se v\u00ea vem que a quantidade de culpa est\u00e1 na apreens\u00e3o da mente do valor dos interesses rejeitados. Em certo sentido, como j\u00e1 disse, todo agente moral tem e deve ter por necessidade id\u00e9ia de que os interesses de Deus e do universo s\u00e3o de valor infinito. Tem esta id\u00e9ia desenvolvida t\u00e3o claramente que todo pecado que comete merece castigo sem fim, com tudo, com luz adicional, o grau de sua culpa pode ser aumentado de grande maneira, de modo que pode merecer um castigo n\u00e3o s\u00f3 sem fim em dura\u00e7\u00e3o, sen\u00e3o indefinidamente em grande grau. N\u00e3o h\u00e1 contradi\u00e7\u00e3o nisto. Se o pecador n\u00e3o pode afirmar que h\u00e1 um limite ao valor dos interesses que recusa querer e perseguir, n\u00e3o pode, naturalmente, afirmar que haja algum limite em sua culpa e seu merecimento de castigo. Isto \u00e9 verdadeiro e deve ser verdadeiro de todo pecado e de todo pecador; e contudo, quando a luz aumenta e a mente tem uma apreens\u00e3o mais clara do infinito valor do mais alto bem-estar de Deus e do universo, nesta mesma propor\u00e7\u00e3o aumenta sua culpa pelo pecado. Daqui que a medida do conhecimento possu\u00eddo, do dever e seus motivos \u00e9 sempre e de modo inalter\u00e1vel a regra pela que se mede a culpa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A prova disso \u00e9 dupla.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">1. As escrituras o assume e o afirmam.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O texto \u00e9 um exemplo do caso. O ap\u00f3stolo alude \u00e0s \u00e9pocas passadas em que os pag\u00e3os n\u00e3o tinham uma revela\u00e7\u00e3o escrita de Deus, e comenta que &#8220;havendo passado por alto os tempos de ignor\u00e2ncia&#8221;, Deus agora manda&#8230; Isto n\u00e3o significa que Deus fa\u00e7a vista gorda a seu pecado devido a sua escurid\u00e3o, sen\u00e3o que o passa por cima como uma leve not\u00edcia, considerando-o como pecado muito menos grave que o que os homens cometem agora caso se apartem do que Deus os h\u00e1 mandado, que \u00e9 que se arrependam. Na verdade, o pecado n\u00e3o \u00e9 nunca de modo absoluto uma coisa leve, mas, comparativamente, alguns pecados s\u00e3o menores em culpa se lhes compara com a grande culpa de outros pecados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Na continua\u00e7\u00e3o citaremos Tiago 4:17: &#8220;Aquele, pois, que sabe o bem que deve fazer e n\u00e3o o faz, comete pecado.&#8221; Isto implica claramente que o conhecimento \u00e9 mais que isto; ou seja, que a culpa de todo pecador \u00e9 sempre igual \u00e0 quantidade de conhecimento sobre o caso. Sempre corresponde a percep\u00e7\u00e3o mental do valor do fim que h\u00e1 de escolher, mas que se rejeita. Se um homem sabe que deveria fazer bem em algum dado caso, mas n\u00e3o o faz, sen\u00e3o que obra mal, isto para ele \u00e9 pecado; o pecado, evidentemente, se acha no direito de n\u00e3o fazer bem quando se sabia que podia fazer-se, e \u00e9 medido como culpa pelo grau deste conhecimento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Jo\u00e3o 9:41: &#8220;Disse Jesus: Se f\u00f4sseis cegos, n\u00e3o ter\u00edeis pecado; mas, como agora dizeis: N\u00f3s vemos, permanece o vosso pecado.&#8221; Aqui Cristo afirma que os homens sem conhecimentos n\u00e3o ter\u00e3o pecado, e que os homens que t\u00eam conhecimento e a pesar deste conhecimento pecam, s\u00e3o considerados culp\u00e1veis. Isto afirma claramente que a presen\u00e7a de luz ou conhecimento \u00e9 um requisito para a exist\u00eancia do pecado, e evidentemente implica que a quantidade de conhecimento possu\u00eddo \u00e9 a medida da culpa do pecado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">\u00c9 not\u00e1vel que a B\u00edblia em todas as partes d\u00e1 por provadas e reconhecidas as verdades b\u00e1sicas. N\u00e3o para em demostr\u00e1-las, as afirma, e sempre afirma a verdade, e parece que espera que todo o mundo as conhe\u00e7a e as admita. Como j\u00e1 escrevi recentemente sobre o governo moral e j\u00e1 estudei a B\u00edblia com respeito a seus ensinamentos sobre esta classe de temas, fiquei surpreendido muitas vezes por este fato not\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Jo\u00e3o 15:22-24: &#8220;Se eu n\u00e3o tivesse vindo, nem lhes tivesse falado, n\u00e3o teriam pecado. Agora, por\u00e9m, n\u00e3o t\u00eam desculpa do seu pecado. Aquele que me odeia, odeia tamb\u00e9m a meu Pai. Se eu n\u00e3o tivesse feito entre eles o que nenhum outro fez, n\u00e3o teriam pecado. Mas agora viram, e odiaram a mim e a meu Pai.&#8221; Cristo sust\u00e9m a mesma doutrina aqui que na \u00faltima passagem citada: A luz constitui essencialmente o pecado e o grau de luz constitui a medida do agravante. Observemos, no entanto, que Cristo provavelmente n\u00e3o quer dizer de modo absoluto que se Ele n\u00e3o tivesse vindo os judeus n\u00e3o teriam pecado, porque eles tinham alguma luz antes que Ele veio. Aqui est\u00e1 falando, suponho, de modo comparativo. Seu pecado teria sido menor se Ele n\u00e3o tivesse vindo, t\u00e3o inferior, que justifica a forte linguagem que usa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Lucas 12: 47,48: &#8220;O servo que soube a vontade do seu senhor, e n\u00e3o se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, ser\u00e1 castigado com muitos a\u00e7oites. Mas o que n\u00e3o a soube, e fez coisas dignas de a\u00e7oites, com poucos a\u00e7oites ser\u00e1 castigado. A qualquer que muito for dado, muito se lhe pedir\u00e1, e ao que muito se lhe confiou muito mais se lhe pedir\u00e1.&#8221;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Aqui nos exp\u00f5e a doutrina e se d\u00e1 por entendida a verdade de que os homens ser\u00e3o castigados segundo seu conhecimento. A quem se lhe deu muita luz se lhe exigir\u00e1 muita obedi\u00eancia. Este \u00e9 precisamente o princ\u00edpio que Deus requer dos homens segundo a luz que lhes foi dado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">1\u00aa Tim\u00f3teo 1:13: &#8220;a mim que outrora fui blasfemo e perseguidor e injuriador; mas alcancei miseric\u00f3rdia, porque o fiz ignorantemente, na incredulidade.&#8221; Paulo tinha feito coisas intrinsecamente terr\u00edveis, mas sua culpa era pequena em compara\u00e7\u00e3o, porque as fez na escurid\u00e3o da incredulidade; da\u00ed que obteve miseric\u00f3rdia, caso n\u00e3o fosse assim, talvez n\u00e3o a teria obtido. A simples suposi\u00e7\u00e3o \u00e9 que esta ignor\u00e2ncia diminuiu a maldade de seu pecado e favoreceu a que obtivesse miseric\u00f3rdia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Em outra passagem (Atos 26:9), Paulo disse de si mesmo: &#8220;Eu tamb\u00e9m estava convencido de que contra o nome de Jesus de Nazar\u00e9 devia fazer todo o poss\u00edvel.&#8221; Isto tem muito a ver com o grau de culpa ao rejeitar ao Messias, e tamb\u00e9m em que obtivesse perd\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Lucas 23:34: &#8220;Jesus disse: Pai, perdoa-lhes, pois n\u00e3o sabem o que fazem.&#8221; Esta passagem nos apresenta a Jesus sofrendo, rodeado de soldados romanos e maliciosos escribas e sacerdotes, e contudo, fazendo ora\u00e7\u00e3o em favor deles, apresentando por eles a \u00fanica defesa que podia: &#8220;Porque n\u00e3o sabem o que fazem.&#8221; Isto n\u00e3o implica que n\u00e3o tiveram culpa, porque era evidente que se fosse assim n\u00e3o teriam precisado de ora\u00e7\u00e3o, mas implica que sua culpa era aliviada por sua ignor\u00e2ncia. Se eles soubessem que era o Messias, sua culpa teria sido imperdo\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Mateus 11:20-24: &#8220;Ent\u00e3o come\u00e7ou ele a denunciar as cidades onde se operou a maior parte dos seus milagres por n\u00e3o se terem arrependido. Ai de voc\u00ea Betsaida! Se em Tiro e em Sidom se tivessem feito os prod\u00edgios que em v\u00f3s se fizeram, h\u00e1 muito que se teriam arrependido, com pano e saco e cinza. Por isso eu vos digo que no dia do ju\u00edzo haver\u00e1 menos rigor para Tiro e Sidom, do que para v\u00f3s. E tu, Cafarnaum, ergue-te at\u00e9 os c\u00e9us? Ser\u00e1s abatida at\u00e9 o inferno. Se em Sodoma tivessem sido feito os milagres que em ti se operaram, ela teria permanecido at\u00e9 hoje. Por\u00e9m eu vos digo que no dia do ju\u00edzo haver\u00e1 menos rigor para os de Sodoma, do que para ti.&#8221; Mas por que recorre Cristo a estas cidades? Porque anuncia uma pena t\u00e3o grande contra Betsaida e Cafarnaum? Porque a maioria de suas grandes obras foram realizados nelas. Seus milagres tantas vezes repetidos, que demostravam que era o Messias, foram obrados ante seus olhos. Entre eles ensinou diariamente, e nas sinagogas, cada S\u00e1bado. Tinham muita luz, por isso, por ser grande sua luz, sua culpa era insuper\u00e1vel. Nem ainda os homens de Sodoma tinham tanta culpa comparado com eles. A cidade mais exaltada, at\u00e9 os c\u00e9us, seria abatida at\u00e9 o inferno. A culpa e o castigo seriam segundo a luz que haviam possu\u00eddo, mas que haviam rejeitado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Lucas 11:47-51: &#8220;Ai de v\u00f3s! Porque edificais os sepulcros dos profetas que vossos pais mataram. Testificais que consentis nas obras de vossos pais; eles os mataram, e v\u00f3s edificais os seus sepulcros. Por isso diz a sabedoria de Deus: Profetas e ap\u00f3stolos lhes mandarei, e eles matar\u00e3o a uns, e perseguir\u00e3o a outros. Portanto desta gera\u00e7\u00e3o ser\u00e1 requerido o sangue de todos os profetas, que foi derramado desde a funda\u00e7\u00e3o do mundo, desde o sangue de Abel at\u00e9 o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o templo. Assim, vos digo, ser\u00e1 requerido desta gera\u00e7\u00e3o.&#8221; Aqui pergunto: baixo a que princ\u00edpio ia ser demandada o sangue dos profetas martirizados desde a funda\u00e7\u00e3o do mundo requerido daquela gera\u00e7\u00e3o? Porque o mereciam; porque Deus n\u00e3o faz injusti\u00e7as. N\u00e3o se sabe que nunca se castigou a ningu\u00e9m mais al\u00e9m do que merece.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Mas por que e em que sentido mereciam esta tremenda e aumentada visita\u00e7\u00e3o da ira de Deus devido a persegui\u00e7\u00f5es realizadas pelas gera\u00e7\u00f5es anteriores?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A resposta \u00e9 dupla: eles pecaram com luz acumulada, e virtualmente aprovaram todas as persegui\u00e7\u00f5es de seus pais, e concorreram de boa vontade em sua culpa. Tinham todos os or\u00e1culos de Deus. Toda a hist\u00f3ria da na\u00e7\u00e3o estava em suas m\u00e3os. Sabiam que o car\u00e1ter daqueles profetas dos quais tinham martirizado era santo, inocente; podiam ler a culpa de seus perseguidores e assassinos. E no entanto, a pesar de toda aquela luz, eles mesmos se dedicavam a perpetrar atos da mesma classe com mais malignidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Por isso, ao fazer isto, virtualmente endossavam tudo o que tinham feito seus pais. Sua conduta ao Homem de Nazar\u00e9 posta em palavras podia ler-se assim: &#8220;Aos santos homens do qual Deus enviou para ensinar e repreender a nossos pais, eles lhes deram morte; fizeram bem, e n\u00f3s faremos o mesmo com Cristo.&#8221; Assim pois, n\u00e3o era poss\u00edvel que deram uma san\u00e7\u00e3o decidida aos atos de sangramento de seus pais. Assinavam em baixo de cada um dos crimes, assumiam em suas consci\u00eancias a culpa de seus pais. Na inten\u00e7\u00e3o, eles cometiam os atos outra vez. Diziam: &#8220;Se n\u00f3s tiv\u00e9ssemos vivido ent\u00e3o ter\u00edamos feito e sancionado o que eles fizeram.&#8221;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">De baixo do mesmo princ\u00edpio da culpa acumulada, todo o sangue e desgra\u00e7a causada pela escravid\u00e3o desde que come\u00e7ou o mundo, esta, nossa na\u00e7\u00e3o, est\u00e1 se fazendo culp\u00e1vel. A culpa abarca toda cor, toda l\u00e1grima, toda gota de sangue tirado com o chicote; tudo est\u00e1 \u00e0 porta desta gera\u00e7\u00e3o. Por que? Porque toda a hist\u00f3ria do passado est\u00e1 diante dos olhos dos homens que defendem a escravid\u00e3o nesta gera\u00e7\u00e3o, e seguem endossando-a em conjunto, persistindo na pr\u00e1tica do mesmo sistema e dos mesmos errores. N\u00e3o h\u00e1 gera\u00e7\u00e3o antes de n\u00f3s que tenha tido luz sobre os males e injusti\u00e7as da escravid\u00e3o que n\u00f3s temos; por isto a culpa excede a de qualquer gera\u00e7\u00e3o precedente de donos de escravos, e ademais, conhecendo todas as crueldades e mis\u00e9rias do sistema, pela hist\u00f3ria passada, todo dono de escravos persiste endossando todos os crimes e assume toda a culpa implicada no sistema que resultou desde que o mundo come\u00e7ou.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Romanos 7:13: &#8220;Logo tornou-se-me o bom em morte? De modo nenhum! Mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte pelo bem, a fim de que pelo mandamento o pecado se fizesse excessivamente maligno.&#8221; A \u00faltima cl\u00e1usula deste vers\u00edculo nos mostra claramente o princ\u00edpio de que, debaixo da luz que \u00e9 o mandamento, ou seja a, lei, proporciona, o pecado passa a ser sobremaneira pecaminoso. Este \u00e9 o mesmo princ\u00edpio que como vimos \u00e9 claramente ensinado e implicado em numerosas passagens da Escritura.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O leitor diligente da B\u00edblia sabe que estes s\u00e3o s\u00f3 uma parte dos textos que ensinam a mesma doutrina: n\u00e3o necessitamos agregar mais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">2. Fa\u00e7o notar que esta \u00e9 a regra e a \u00fanica regra justa por meio da qual pode ser medida a culpa do pecado. Se eu tivesse tempo para dar voltas no tema o consideraria desde toda resposta ou suposi\u00e7\u00e3o conceb\u00edvel, e poderia mostrar que nenhuma delas pode ser aceita como verdadeira. N\u00e3o h\u00e1 suposi\u00e7\u00e3o que possa resistir um exame de detalhe exceto esta, que a regra ou medida da culpa \u00e9 o reconhecimento da mente com respeito ao valor do fim a eleger.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">N\u00e3o pode haver outro crit\u00e9rio por meio do qual possa ser medida. \u00c9 o valor do fim escolhido em que constitui a culpa do pecado, e a estima\u00e7\u00e3o que faz a mente deste valor mede a pr\u00f3pria culpa. Isto \u00e9 verdadeiro segundo a B\u00edblia, como j\u00e1 vimos. E todo homem necessita s\u00f3 consultar sua pr\u00f3pria consci\u00eancia fielmente e ver\u00e1 que esta afirma tamb\u00e9m que \u00e9 reto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Se podem tirar algumas infer\u00eancias desta doutrina.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">1. A culpa n\u00e3o se mede pela natureza da inten\u00e7\u00e3o, porque a inten\u00e7\u00e3o pecaminosa \u00e9 sempre uma unidade, sempre uma e a mesma coisa, sendo nem mais nem menos a gratifica\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">2. Nem tampouco pode ser medida pelo tipo particular de gratifica\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria que prefere a mente. N\u00e3o importa qual dos numerosos apetites ou tend\u00eancia pode escolher o homem para dar-lhe satisfa\u00e7\u00e3o, seja comida, bebida, poder, prazer, gan\u00e2ncia, \u00e9 o mesmo final; gratifica\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria e nada mais. Por amor a isto sacrifica todo outro interesse em conflito com ele e aqui reside sua culpa. Todavia desde que ele pisoteia o maior bem de outros com a mesma imprud\u00eancia, n\u00e3o importa que tipo de satisfa\u00e7\u00e3o que ele prefira, \u00e9 claro que n\u00e3o podemos encontrar neste tipo qualquer medida exata de sua culpa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">3. Nem tampouco se pode decidir a culpa pela quantidade de mal que o pecado pode acarretar ao universo. Um ser com pouca luz pode introduzir uma grande quantidade de mal, e no entanto, nenhuma culpa se adscreve a este agente. Isto \u00e9 verdadeiro do mal que fazem os animais. \u00c9 verdade dos desastres efetuados pelo \u00e1lcool. De fato, n\u00e3o importa se o mal resultante dos delitos do ente \u00e9 muito ou pouco, n\u00e3o se pode determinar a quantidade de sua culpa desta circunst\u00e2ncia. Deus pode controlar o maior pecado de modo que dele resulte pouco dano, ou pode deixar suas tend\u00eancias sem compensar de modo que de um pecado leve resulte muito dano. Quem pode dizer at\u00e9 que ponto pode interferir entre um pecado grande ou pequeno e seus resultados um agente que o controle?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Satan\u00e1s pecou ao trair a Judas, e Judas pecou ao trair a Cristo. Contudo, Deus contrabalan\u00e7ou estes pecados de modo que a trai\u00e7\u00e3o e morte conseguinte de Jesus seguiram para o universo resultados benditos. Devem os pecados de Satan\u00e1s e de Judas estimar-se pelos males que em realidade resultaram dos mesmos? Se parecesse que o bem resultante supera imensamente ao mal, passa por ele o pecado a ser santidade, santidade por m\u00e9rito? Diminui a culpa ou se anula se a sabedoria e o amor de Deus controlam e o transformam em bem?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">N\u00e3o \u00e9, pois, a quantidade de bem ou mal resultante o que determina a quantidade de culpa, sen\u00e3o o grau de luz de que se desfruta baixo a qual se comete o pecado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">4. Tampouco pode ser medida a culpa pela opini\u00e3o comum dos homens. Os homens na sociedade est\u00e3o acostumados a formar eles mesmos uma esp\u00e9cie de sentimento p\u00fablico que passa a ser um estandarte para estimular a culpa; no entanto, \u00e9 err\u00f4neo com freq\u00fc\u00eancia. Cristo nos adverte contra a ado\u00e7\u00e3o de um estandarte assim, e tamb\u00e9m contra julgar segundo as apar\u00eancias externas. Quem n\u00e3o sabe que as opini\u00f5es comuns dos homens s\u00e3o err\u00f4neas num grau elevado? \u00c9 verdadeiramente surpreendente ver qu\u00e3o longe os homens divergem em todas dire\u00e7\u00f5es do estandarte da B\u00edblia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">5. A quantidade de culpa pode ser determinada, como j\u00e1 disse antes, s\u00f3 pelo grau em que est\u00e3o desenvolvidas as id\u00e9ias que d\u00e3o luz sobre a obriga\u00e7\u00e3o. Aqui \u00e9 precisamente onde se acha o pecado, em resistir a luz e atuar em oposi\u00e7\u00e3o a ela, e portanto, o grau de luz deve, naturalmente, medir a quantidade de culpa em que se envolveu.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Conclus\u00e3o<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">1. Vemos deste tema o princ\u00edpio com o qual podemos explicar muitas passagens da Escritura. Parece estranho que Cristo acusara do sangue de todos aqueles profetas martirizados em gera\u00e7\u00f5es anteriores \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de seu tempo. Mas o tema que temos diante nos revela o princ\u00edpio sobre o qual se apoia este ju\u00edzo e por que deve ser assim.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Todo o mist\u00e9rio que pode encontrar-se no fato declarado em nosso texto: &#8220;tendo passado por alto os tempos de ignor\u00e2ncia&#8221;, acha em nosso tema uma explica\u00e7\u00e3o adequada. Parece estranho que durante as idades Deus passara quase por alto sem apenas notar as monstruosidades e abomina\u00e7\u00f5es do mundo pag\u00e3o? A raz\u00e3o se acha em sua ignor\u00e2ncia. Portanto, Deus passa por alto suas odiosas e cru\u00e9is idolatrias. Porque todas elas juntas s\u00e3o uma coisa insignificante comparada com a culpa de uma s\u00f3 gera\u00e7\u00e3o de homens que receberam a luz.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">2. Um pecador pode encontrar-se em tais circunst\u00e2ncias que tenha mais luz e conhecimento que todo o mundo pag\u00e3o. Ai! Qu\u00e3o pouco sabem os pag\u00e3os! Qu\u00e3o pouco sabem comparado com o que conhecem os pecadores deste pa\u00eds, inclusive os muito jovens!<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Deixe-me chamar e interrogar alguns pecadores impenitentes aqui em Oberlin. Pouco importa quem s\u00e3o, ainda que sejam crian\u00e7as da Escola Dominical.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O que voc\u00ea sabe sobre Deus?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Sei que h\u00e1 um Deus e s\u00f3 um. Os pag\u00e3os cr\u00eaem que existem \u00e0s centenas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O que voc\u00ea sabe acerca de Deus?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Sei que \u00e9 infinitamente bom e grande. Por\u00e9m os pag\u00e3os cr\u00eaem que alguns de seus deuses s\u00e3o ruins e mal\u00e9volos, perversos e patr\u00f5es da maldade entre alguns homens.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O que voc\u00ea sabe da salva\u00e7\u00e3o?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Sei que Deus amou ao mundo de tal maneira que entregou a seu filho unig\u00eanito para que morresse por Ele e que todo aquele que cr\u00ea nEle possa ter vida eterna.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Oh! Os pag\u00e3os n\u00e3o ouviram isto nunca. Se desmaiariam, creio, de surpresa se o ouvissem e realmente creriam que \u00e9 um fato assombroso, glorioso. E que a crian\u00e7a da Escola Dominical sabe que Deus da seu Esp\u00edrito para livrar do pecado. Ele talvez j\u00e1 \u00e9 sens\u00edvel a presen\u00e7a e poder deste Esp\u00edrito. Mas os pag\u00e3os n\u00e3o sabem nada disto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Tamb\u00e9m sabe que \u00e9 imortal, que depois da morte tem todavia um estado imut\u00e1vel consciente de exist\u00eancia, bem-aventuran\u00e7a ou sofrimento segundo os atos daqui. Mas os pag\u00e3os n\u00e3o t\u00eam a menor id\u00e9ia deste assunto. Para eles tudo est\u00e1 \u00e0s escuras.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O resultado, pois, \u00e9 que sabe tudo; os pag\u00e3os n\u00e3o sabem quase nada. Voc\u00ea sabe tudo o que se necessita para ser salvo e \u00fatil, para honrar a Deus e servir a teus pr\u00f3ximos, segundo sua vontade. O pag\u00e3o est\u00e1 sumido nas trevas, aderido a suas abomina\u00e7\u00f5es, palpando \u00e0s cegas, sem achar nada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Tal como ser\u00e1 tua luz, portanto, ser\u00e1 a culpa; a tua maior que a deles, sem medida. Ainda que eles tenham cometido idolatrias monstruosas, com tudo, a culpa de tua impenit\u00eancia baixo \u00e0 luz \u00e9 muit\u00edssima maior. Veja a esta m\u00e3e que arrasta a seu filho e o atira a Ganges. Esta outra lan\u00e7ando nos ardentes bra\u00e7os de Moloc. Esta pilha de madeira da que elevam chamas at\u00e9 o fogo. Queimam um cad\u00e1ver, o marido. Por\u00e9m logo vem a vi\u00fava que se lan\u00e7ar\u00e1 no meio de uma dan\u00e7a fren\u00e9tica sobre o monte ardente, e seus gritos de agonia os cobrir\u00e3o os alaridos fren\u00e9ticos dos espectadores. Todas estas cenas s\u00e3o horr\u00edveis. Sim! Mas n\u00e3o sabem nada de Deus, do que Deus espera do cora\u00e7\u00e3o e da vida. Ah! Poupe as censuras com que cobres aos pag\u00e3os por sua crueldade e sua lux\u00faria, e ponha onde se merece porque h\u00e1 luz e se lha resiste.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"> 3. V\u00eas, pois, que com freq\u00fc\u00eancia um crente em algumas de nossas congrega\u00e7\u00f5es pode ter mais luz que todos os pag\u00e3os juntos. Se isto \u00e9 verdade, o que se segue com respeito \u00e0 quantidade de culpa comparativa? \u00c9 inevit\u00e1vel que um pecador assim mere\u00e7a uma condena\u00e7\u00e3o mais terr\u00edvel e mais profunda que todo o mundo pag\u00e3o. Esta conclus\u00e3o pode parecer surpreendente, mas: podemos escapar dela? N\u00e3o podemos. \u00c9 t\u00e3o simples como uma demonstra\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica. Este \u00e9 o princ\u00edpio afirmado por Cristo quando disse: &#8220;Aquele servo que conhecendo a vontade de seu senhor, n\u00e3o se preparou, nem fez conforme a sua vontade, receber\u00e1 muito a\u00e7oites. Mas o que sem conhec\u00ea-la fez coisas dignas de a\u00e7oites, receber\u00e1 poucos, porque a todo aquele a quem se foi dado muito, muito se lhe exigir\u00e1; e ao que muito se lhe foi confiado mais se lhe pedir\u00e1.&#8221; Qu\u00e3o solenes e agudas s\u00e3o estas palavras e a aplica\u00e7\u00e3o desta doutrina em nossas congrega\u00e7\u00f5es! Poderia chamar a muitos pecadores neste lugar e mostrar-lhes que sem a menor d\u00favida sua culpa \u00e9 maior que a de todo o mundo pag\u00e3o. E contudo, quanto pouco se d\u00e1 conta \u00e0 gente disso!<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">N\u00e3o faz muito tempo um jovem infiel, educado neste pa\u00eds, escreveu desde as Ilhas Sandwich uma descri\u00e7\u00e3o magn\u00edfica e talvez justa das horr\u00edveis abomina\u00e7\u00f5es daquela gente, moralizando sobre aquelas enormidades e dando gra\u00e7as a Deus que havia nascido e havia ensinado em um pa\u00eds crist\u00e3o. Verdadeiramente! Podia ter-se poupado a censura que aplica \u00e0queles pag\u00e3os na escurid\u00e3o. Sua culpa pr\u00f3pria, ao seguir sendo um pecador impenitente baixo a luz da Am\u00e9rica crist\u00e3, era maior que a de todos os ind\u00edgenas daquelas ilhas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">E assim podemos poupar nossas express\u00f5es de horror diante das abomina\u00e7\u00f5es culp\u00e1veis da idolatria. Talvez voc\u00ea diga em teu cora\u00e7\u00e3o: &#8220;Por que permite Deus estas abomina\u00e7\u00f5es em nossos dias?&#8221; Sua culpa, na realidade, \u00e9 menor a daqueles que sabendo seu dever perfeitamente n\u00e3o o fazem. Deus passa por alto estes horrores porque s\u00e3o cometidos no meio de uma suma ignor\u00e2ncia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">4. Isto me faz comentar de novo que o mundo crist\u00e3o deve cessar em seus ultrajes e condena\u00e7\u00f5es dos pag\u00e3os. De todas as partes da terra a popula\u00e7\u00e3o da cristandade \u00e9 infinitamente mais culp\u00e1vel, de onde o evangelho \u00e9 predicado desde milhares de p\u00falpitos, de onde se louva a Deus em milhares de igrejas, de onde se conhece o dever e se conhece a Deus e n\u00e3o se faz caso nem de um nem de outro. Falemos, pois menos da degrada\u00e7\u00e3o dos pag\u00e3os, e contemplemos em nosso pr\u00f3prio lar o espet\u00e1culo da culpa dos crist\u00e3os. Ocupemo-nos de nossos pr\u00f3prios pecados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">5. Novamente, n\u00e3o devemos temer dizer o que todos podem ver, que a igreja nominal \u00e9 a parte mais culp\u00e1vel do cristianismo. N\u00e3o se pode por em d\u00favida um s\u00f3 momento que a igreja tem mais luz que os demais, por isso tem mais culpa. Naturalmente, falo da igreja nominal, n\u00e3o a igreja real que foi perdoada e limpada de seus pecados. Mas quanto a igreja nominal, pensemos nos pecados em que vivem e em sua corrup\u00e7\u00e3o. Pensemos tamb\u00e9m nos que deram para traz, que depois de ter conhecido os deleites da f\u00e9 voltaram a trocar as cascas vazias do prazer terreno. Sua culpa \u00e9 maior que a do mundo pag\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Diga, pois, tenha Deus piedade de minha alma? Todos temos que dize-lo, mas temos que agregar: se \u00e9 poss\u00edvel, porque quem pode dizer se pode ser perdoada uma culpa como a nossa? Pode Cristo orar por ti como orou pelos que lhe cravavam na cruz: &#8220;Pai, perdoa-os, porque n\u00e3o sabem o que fazem&#8221;? Pode dizer isto em favor seu, que n\u00e3o sabe o que est\u00e1s fazendo? \u00c9 terr\u00edvel! Onde temos a sonda com que medir a profundidade do oceano de tua culpa?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">De novo, se nossos filhos permanecem em pecado, temos que deixar de felicitar-nos de que n\u00e3o nasceram em terras de pag\u00e3os ou em escravid\u00e3o! Quantas vezes j\u00e1 disse! Quantas vezes tenho olhado a meus filhos e filhas, e tenho dado gra\u00e7as a Deus de que tivessem nascido para serem amados e cuidados, n\u00e3o para serem lan\u00e7ados a Moloc ou baixo \u00e0s rodas do carro de Juggernaut! Mas se vivem em pecado, temos que fazer alto em nossas auto felicita\u00e7\u00f5es de terem nascido em uma terra crist\u00e3 com luz e privil\u00e9gios. Se n\u00e3o se arrependem ser\u00e1 infinitamente pior para eles que se tivessem nascido nas trevas pag\u00e3s, porque o ter nascido na luz do evangelho s\u00f3 lhes servir\u00e1 para ir a uma condena\u00e7\u00e3o maior no inferno depois de todas as advert\u00eancias de que foram objeto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">N\u00e3o nos precipitemos, pois, a felicitar-nos como se esta grande luz de que desfrutamos n\u00f3s e nossos filhos fosse um grande bem para eles, mas se podemos fazer isto; podemos regozijarmos de que Deus far\u00e1 honra a si mesmo, sua miseric\u00f3rdia se pode e sua justi\u00e7a se deve. Deus ser\u00e1 honrado e n\u00f3s podemos gloriarmos nisto. Por\u00e9m, Oh, o pecador, o pecador! Quem pode medir a profundidade de sua culpa ou o terror de sua condena\u00e7\u00e3o final? Ser\u00e1 mais toler\u00e1vel para os pag\u00e3os que para eles.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">6. J\u00e1 \u00e9 hora de que entendamos bem este tema e nos demos em conta de suas conseq\u00fc\u00eancias. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que por mais morais que sejam nossos filhos s\u00e3o mais culp\u00e1veis que os pecadores dos pa\u00edses pag\u00e3os, pois ainda que t\u00eam mais luz n\u00e3o cedem a esta, baixo a qual vivem. Talvez nos felicitemos de sua moralidade, mas se vemos o caso em seu sentido real nossas almas h\u00e3o de gemer em agonia, pois temos de sentir a ang\u00fastia ante a culpa terr\u00edvel em que incorrem ao negar ao Senhor que os resgate, com o que anulam sua pr\u00f3pria salva\u00e7\u00e3o. Oh, se oramos alguma vez temos de verter nossas almas por nossos pr\u00f3prios filhos, como se nada pudesse satisfazer-nos ou deixar de persistir ou refreia a nosso inc\u00f4modo, para que as b\u00ean\u00e7\u00e3os da plena salva\u00e7\u00e3o se realizem em suas almas!<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Que nossa mente contemple a culpa deste filhos. As crian\u00e7as de nossas escolas dominicais conhecem melhor seu dever que todos os pag\u00e3os juntos. Esta crian\u00e7a vai sozinha e ora, mas ret\u00e9m seu cora\u00e7\u00e3o em vez de d\u00e1-lo a Deus, e sua m\u00e3e ora por ele e verte l\u00e1grimas, e contudo ele segue cometendo pecado e recusando aceitar ao Salvador. Mas se ele n\u00e3o o faz, ent\u00e3o ele comete mais pecado com essa recusa que todo o pecado de todo o mundo pag\u00e3o &#8211; sua culpa \u00e9 maior que a culpa de todos os assassinatos, que todos os afogamentos de crian\u00e7as e os aquentamentos das vi\u00favas, e as profundas crueldades e viol\u00eancia em todo o mundo pag\u00e3o. Toda esta combina\u00e7\u00e3o de culpa n\u00e3o ser\u00e1 igual a culpa do menino que conhece o seu dever, mas n\u00e3o rende seu cora\u00e7\u00e3o para este justo clamor.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">7. &#8220;O pag\u00e3o &#8211; disse o ap\u00f3stolo &#8211; peca sem lei, e portanto perecer\u00e1 sem a lei.&#8221; Em seu destino final ser\u00e1 apartado da presen\u00e7a de Deus; isto talvez ser\u00e1 tudo. Mas n\u00e3o ter\u00e3o que sofrer esta reflex\u00e3o: &#8220;Eu tinha a luz do evangelho e n\u00e3o quis submeter-me ao mesmo, conhecia meu dever, mas n\u00e3o o fiz.&#8221; Isto eles n\u00e3o podem dizer. Isto est\u00e1 reservado para aqueles que entram em nossos santu\u00e1rios e formam parte do altar familiar, e contudo n\u00e3o querem servir a seu Pai infinito.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">8. Um coment\u00e1rio final. Suponhamos que eu chame a um pecador desta congrega\u00e7\u00e3o, um filho de pais piedosos, e que chamo tamb\u00e9m a seu pai. Posso perguntar sobre o filho:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">&#8211; Que testemunho podes dar sobre este filho teu?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">&#8211; Tenho me esfor\u00e7ado para ensin\u00e1-lo os caminhos do Senhor.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">E assim mesmo interrogar ao menino, dizendo-o:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">&#8211; Filho, o que tem a dizer?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">&#8211; Conhe\u00e7o meu dever. O ouvi mil vezes. Sei que devo arrepender-me, mas n\u00e3o o fiz nunca.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Oh, se entend\u00eassemos este assunto e todas suas conseq\u00fc\u00eancias encheria isto o nosso peito de consterna\u00e7\u00e3o e pena! Nossas entranhas arderiam como um vulc\u00e3o. Haveria um grito de ang\u00fastia e terror ante a terr\u00edvel culpa e espantoso fim de tal pecador.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jovem, voc\u00ea vai marchar daqui com teus pecados? Se \u00e9 assim, que anjo pode medir tua culpa? Oh, quanto tempo leva Jesus com as m\u00e3os estendidas, sim, suas m\u00e3os sangrentas, suplicando-te que o veja e vivas! Mil vezes e em infinitas maneiras tenho te chamado, mas voc\u00ea tem recusado; tem estendido suas m\u00e3os, mas nem lhe tem olhado. Oh! Por que n\u00e3o te arrependes? Por que voc\u00ea n\u00e3o diz &#8220;basta&#8221;, j\u00e1 pequei o bastante? N\u00e3o posso seguir pecando mais! Oh, pecador! Por que queres viver assim? Queres ir ao inferno, sim, ao mais profundo inferno onde se pud\u00e9ssemos ach\u00e1-lo ter\u00edamos que buscar-te mil anos cruzando fileiras de esp\u00edritos perdidos, menos culp\u00e1veis que voc\u00ea, at\u00e9 poder chegar ao terr\u00edvel fundo em que voc\u00ea ter\u00e1 se afundado? Oh, pecador? Que inferno bastar\u00e1 para castigar uma culpa semelhante a sua!<\/p>\n<hr \/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Notas:\u00a0Fevereiro 4, 1846 TEXTO &#8211; &#8220;No passado Deus n\u00e3o levou em conta em conta essa ignor\u00e2ncia, mas agora ordena que todos, em todo lugar, se arrependam. 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