{"id":981,"date":"2007-12-16T19:15:19","date_gmt":"2007-12-16T21:15:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/?p=981"},"modified":"2010-12-16T19:16:04","modified_gmt":"2010-12-16T21:16:04","slug":"a-verdadeira-submissao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/?p=981","title":{"rendered":"A verdadeira submiss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Submetam-se, pois, a Deus.&#8221; &#8211; Tiago 4:7.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tema  \t\t\tdesta mensagem \u00e9: O QUE CONSTITUI A VERDADEIRA SUBMISS\u00c3O&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m,  \t\t\tantes de entrar na discuss\u00e3o do tema quero fazer dois coment\u00e1rios,  \t\t\tintrodut\u00f3rios \u00e0 quest\u00e3o principal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. Se  \t\t\talgum dos crentes ouvintes est\u00e1 enganado com respeito a suas  \t\t\tesperan\u00e7as, e p\u00f4s uma base falsa \u00e0s mesmas, o erro fundamental em  \t\t\tseu caso \u00e9 que abra\u00e7ou o que cria que era o plano de salva\u00e7\u00e3o do  \t\t\tevangelho por motivos ego\u00edstas. Teu cora\u00e7\u00e3o ego\u00edsta n\u00e3o estava  \t\t\tquebrantado. Esta \u00e9 a causa do engano, se o est\u00e1s. Se teu ego\u00edsmo  \t\t\tn\u00e3o foi submetido voc\u00ea est\u00e1 enganado em tua esperan\u00e7a. Se voc\u00ea est\u00e1,  \t\t\ttua religi\u00e3o \u00e9 em v\u00e3o e em v\u00e3o a tua esperan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. O  \t\t\toutro coment\u00e1rio \u00e9 que se algu\u00e9m est\u00e1 enganado e tem uma falsa  \t\t\tesperan\u00e7a est\u00e1 no m\u00e1ximo perigo de reavivar sua antiga esperan\u00e7a  \t\t\tsempre que volta a despertar-se para considerar sua condi\u00e7\u00e3o. \u00c9 algo  \t\t\tmuito comum para estes que , depois de um per\u00edodo de ansiedade e  \t\t\tautoexame, descansam de novo sobre o antigo fundamento. A raz\u00e3o \u00e9  \t\t\tque seus h\u00e1bitos de mente se fixam nesta causa e, por tanto, pela  \t\t\tleis mentais, \u00e9 dif\u00edcil come\u00e7ar um novo curso. \u00c9 indispens\u00e1vel, por  \t\t\ttanto, se h\u00e1 de come\u00e7ar bem, que vejas claramente que at\u00e9 agora tem  \t\t\testado equivocado, de modo que n\u00e3o multipliques a classe de esfor\u00e7o  \t\t\tque tem te enganado at\u00e9 agora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem  \t\t\tn\u00e3o sabe que h\u00e1 muitos debaixo deste engano? Qu\u00e3o freq\u00fcente jaz uma  \t\t\tgrande parte da igreja fria e morta, at\u00e9 que come\u00e7a um avivamento?  \t\t\tEnt\u00e3o os vemos agitados, e se acham ocupados no que chamam de  \t\t\treligi\u00e3o, e renovam seus esfor\u00e7os e multiplicam suas ora\u00e7\u00f5es durante  \t\t\tuma temporada; e isto \u00e9 o que chamam ser avivados. Mas isto \u00e9 a  \t\t\tmesma classe de religi\u00e3o que tinham antes. Esta religi\u00e3o n\u00e3o dura  \t\t\tmais que o entusiasmo p\u00fablico. T\u00e3o pronto como o corpo da igreja  \t\t\tcome\u00e7a a diminuir seus esfor\u00e7os para a convers\u00e3o de pecadores, estes  \t\t\tindiv\u00edduos recaem em sua anterior mundanalidade, e chegam pronto ao  \t\t\tque eram antes de sua suposta convers\u00e3o, na medida que o seu orgulho  \t\t\te o temor das censuras da igreja os permitam. Quando volta o  \t\t\tavivamento renovam o ciclo; de modo que vivem em espasmos, uma e  \t\t\toutra vez, reavivados e voltando atr\u00e1s, alternativamente, toda sua  \t\t\tvida. A verdade \u00e9 que j\u00e1 estavam enganado desde o princ\u00edpio, por uma  \t\t\tconvers\u00e3o esp\u00faria, na qual o ego\u00edsmo n\u00e3o foi nunca quebrado; e  \t\t\tquanto mais multiplicam esta classe de esfor\u00e7os, mais seguro \u00e9 que  \t\t\tv\u00e3o ser perdidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vou  \t\t\tentrar agora diretamente na discuss\u00e3o do tema e a esfor\u00e7ar-me para  \t\t\tmostrar o que \u00e9 a verdadeira submiss\u00e3o do evangelho, na seguinte  \t\t\tordem:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">I.  \t\t\tMostrarei o que n\u00e3o \u00e9 a verdadeira submiss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">II.  \t\t\tMostrarei o que \u00e9 a verdadeira submiss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">I. Vou  \t\t\tdemostrar o que n\u00e3o \u00e9 a verdadeira submiss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. A  \t\t\tverdadeira submiss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 indiferen\u00e7a. N\u00e3o h\u00e1 dois coisas mais  \t\t\tdiferentes que a indiferen\u00e7a e a submiss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. N\u00e3o  \t\t\tconsiste em estar disposto a pecar, se for necess\u00e1rio, para a gl\u00f3ria  \t\t\tde Deus. Alguns sup\u00f5em que a verdadeira submiss\u00e3o inclui a id\u00e9ia de  \t\t\testar disposto a pecar para a gl\u00f3ria de Deus. Mas isto \u00e9 uma  \t\t\tequivoca\u00e7\u00e3o. O estar disposto a cometer pecado \u00e9 um estado mental. E  \t\t\to estar disposto a fazer o que seja para a gl\u00f3ria de Deus \u00e9 escolher  \t\t\tn\u00e3o pecar. A id\u00e9ia de pecar para a gl\u00f3ria de Deus \u00e9 absurda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3. N\u00e3o  \t\t\tconsiste em estar disposto a ser castigado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se  \t\t\testiv\u00e9ssemos no inferno, a verdadeira submiss\u00e3o requereria o estar  \t\t\tdisposto a ser castigado. Porque ent\u00e3o estar\u00edamos seguros de que era  \t\t\ta vontade de Deus que fossemos castigados. Portanto, se estiv\u00e9ssemos  \t\t\tem um mundo em que n\u00e3o tivesse provis\u00e3o para a reden\u00e7\u00e3o dos  \t\t\tpecadores, e por isso, nele, o castigo fosse inevit\u00e1vel, seria nosso  \t\t\tdever o estar dispostos a ser castigados. Se um homem cometeu um  \t\t\tassassinato, e n\u00e3o h\u00e1 outra maneira de garantir o bem p\u00fablico a  \t\t\tmenos que seja enforcado, \u00e9 seu dever estar disposto a que  \t\t\tenforquem-no para o bem p\u00fablico. Mas se tivesse outra maneira em que  \t\t\to assassino pudesse ficar vivo e restaurar o bem p\u00fablico, n\u00e3o seria  \t\t\tseu dever o estar disposto que enforquem-no. De modo que se  \t\t\testiv\u00e9ssemos num mundo somente debaixo da lei, onde n\u00e3o houvesse  \t\t\tplano para a salva\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o houvesse maneira de garantir a  \t\t\testabilidade de seu governo com o perd\u00e3o dos pecadores, seria o  \t\t\tdever de todo homem o estar disposto a ser castigado. Mas tal como o  \t\t\tmundo \u00e9, a verdadeira submiss\u00e3o n\u00e3o implica o estar disposto a ser  \t\t\tcastigado. Porque sabemos que n\u00e3o \u00e9 a vontade de Deus que todos  \t\t\tsejam castigados, sen\u00e3o ao contr\u00e1rio, sabemos que sua vontade \u00e9 que  \t\t\ttodos se arrependam e se submetam a Deus e sejam salvos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">II. Vou  \t\t\tmostrar o que \u00e9 a submiss\u00e3o aut\u00eantica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.  \t\t\tConsiste no perfeito consentimento e aceita\u00e7\u00e3o em todos os tratos e  \t\t\tdispensa\u00e7\u00f5es providenciais de Deus; tanto se referirem a n\u00f3s, aos  \t\t\toutros, ou ao universo. Algumas pessoas dizem que consentem e  \t\t\taceitam, de modo abstrato, o governo providencial de Deus. Mas se  \t\t\tentr\u00e1ssemos em conversa\u00e7\u00e3o com eles se pode ver que acham faltas nos  \t\t\tpresentes que Deus fez muitas coisas. Se perguntam porque permitiu  \t\t\tDeus que Ad\u00e3o pecasse. Ou porque permitiu que o pecado entrasse no  \t\t\tmundo em absoluto. Ou porque fez isto ou aquilo. Em todos os casos,  \t\t\tsupondo que n\u00e3o pud\u00e9ssemos indicar nenhuma raz\u00e3o que fosse  \t\t\ttotalmente satisfat\u00f3ria, a verdadeira submiss\u00e3o implica uma perfeita  \t\t\taquiesc\u00eancia em tudo o que Ele permitiu ou fez; e sentindo isto,  \t\t\tpelo que afeta a sua provid\u00eancia, tudo est\u00e1 bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A  \t\t\tverdadeira submiss\u00e3o implica a aquiesc\u00eancia ao preceito da lei moral  \t\t\tde Deus. O preceito geral da lei moral de Deus \u00e9: Amar\u00e1s ao Senhor  \t\t\tteu Deus, de todo teu cora\u00e7\u00e3o, e de toda tua alma, e de toda tua  \t\t\tfor\u00e7a, e amar\u00e1s a teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo.&#8221; Talvez alguns digam:  \t\t\tEu estou de acordo com este preceito e encontro que \u00e9 reto, e n\u00e3o  \t\t\ttenho nenhuma obje\u00e7\u00e3o a esta lei.&#8221; Aqui quero fazer cuidadosamente  \t\t\tuma distin\u00e7\u00e3o entre uma aprova\u00e7\u00e3o constitucional ou natural da lei  \t\t\tde Deus e a verdadeira submiss\u00e3o \u00e0 mesma. N\u00e3o h\u00e1 mente que de modo  \t\t\tnatural, pelo sentido comum do bom, n\u00e3o aprove esta lei. N\u00e3o h\u00e1  \t\t\tnenhum dem\u00f4nio no inferno que n\u00e3o a aprove. Deus constituiu a mente  \t\t\tde tal forma que \u00e9 imposs\u00edvel ser um ente moral sem aprovar esta  \t\t\tlei. Mas n\u00e3o \u00e9 esta a aquiesc\u00eancia da que estou falando. Uma pessoa  \t\t\tpode sentir esta aprova\u00e7\u00e3o em t\u00e3o alto grau que inclusive se deleite  \t\t\tnela, sem haver-se submetido verdadeiramente \u00e0 mesma. Tem duas  \t\t\tid\u00e9ias inclu\u00eddas na verdadeira submiss\u00e3o, sobre as quais desejo  \t\t\tchamar vossa aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(1) A  \t\t\tprimeira \u00e9 que a verdadeira aquiesc\u00eancia \u00e0 lei moral de Deus inclui  \t\t\ta obedi\u00eancia real. \u00c9 em v\u00e3o que uma crian\u00e7a diga que est\u00e1 conforme  \t\t\tcom os mandatos de seu pai, a menos que os obede\u00e7a realmente. \u00c9 em  \t\t\tv\u00e3o que um cidad\u00e3o diga que est\u00e1 de acordo com as leis de seu pa\u00eds,  \t\t\ta menos que as obede\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(2) A  \t\t\tid\u00e9ia principal da submiss\u00e3o \u00e9 ceder no que constitui o grande ponto  \t\t\tde controv\u00e9rsia. E se trata disto: que os homens se apartaram em seu  \t\t\tsupremo afeto de Deus e de seu reino, e estabeleceram seu interesse  \t\t\tpr\u00f3prio como objeto de considera\u00e7\u00e3o equivalente. Em vez de  \t\t\tprestar-se para fazer o bem, como Deus requer, adotaram a m\u00e1xima de  \t\t\tque a caridade bem entendida come\u00e7a consigo mesmo&#8221;. Este \u00e9 o  \t\t\tverdadeiro ponto em debate entre Deus e o pecador. O pecador procura  \t\t\tfomentar seu pr\u00f3prio interesse como seu objetivo supremo. Agora bem,  \t\t\ta primeira id\u00e9ia implicada na submiss\u00e3o \u00e9 o ceder neste ponto. Temos  \t\t\tque deixar de p\u00f4r nossos pr\u00f3prios interesses como supremos e deixar  \t\t\tque os interesses de Deus e de seu reino se levantem em nosso afeto  \t\t\tt\u00e3o acima de nossos interesses como o verdadeiro valor daquele \u00e9  \t\t\tsuperior a estes. O homem que n\u00e3o faz isto se rebela contra Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Suponhamos a um chefe de estado que se prop\u00f5e ao interesse geral e a  \t\t\tfelicidade da na\u00e7\u00e3o, e promulga leis sabiamente adaptadas para este  \t\t\tfim, e empreende este objetivo com todos seus recursos, e que logo  \t\t\trequer que todos seus s\u00faditos fa\u00e7am o mesmo. Logo suponhamos um  \t\t\tindiv\u00edduo que estabelece seus interesses privados em oposi\u00e7\u00e3o ao  \t\t\tinteresse geral. \u00c9 um rebelde contra o governo e contra todos os  \t\t\tinteresses que o governo trata de fomentar. Logo, a primeira id\u00e9ia  \t\t\tde submiss\u00e3o, pelo que afeta ao rebelde, \u00e9 ceder neste ponto e  \t\t\tseguir com o chefe e seus s\u00faditos obedientes em fomentar o bem  \t\t\tp\u00fablico. Agora bem, a lei de Deus requer de modo absoluto que  \t\t\tsubordinemos nossa felicidade pr\u00f3pria \u00e0 gl\u00f3ria de Deus e o bem do  \t\t\tuniverso. Enquanto n\u00e3o fazemos isto, somos inimigos de Deus e do  \t\t\tuniverso, e filhos do inferno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E o  \t\t\tevangelho requer o mesmo que a lei. \u00c9 surpreendente quantos  \t\t\tmantiveram que \u00e9 reto que o homem procure diretamente sua pr\u00f3pria  \t\t\tsalva\u00e7\u00e3o e fa\u00e7a de sua pr\u00f3pria felicidade o grande objeto de sua  \t\t\tatividade. Mas \u00e9 evidente que a lei de Deus \u00e9 diferente nisto, e que  \t\t\trequer que cada um ponha os interesses de Deus em lugar supremo. E o  \t\t\tevangelho requer o mesmo que a lei. De outro modo, Jesus Cristo  \t\t\tseria ministro do pecado, e haveria vindo ao mundo levantar as armas  \t\t\tcontra o governo de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 f\u00e1cil  \t\t\tmostrar com a B\u00edblia que o evangelho requer uma benevol\u00eancia  \t\t\tdesinteressada, o amor a Deus e amor ao homem, o mesmo que a lei. A  \t\t\tprimeira passagem que vou a citar \u00e9: Buscai primeiramente o reino de  \t\t\tDeus e sua justi\u00e7a.&#8221; O que significa isto? \u00c9 estranho que  \t\t\trecentemente haja sido citado este texto para demostrar que \u00e9 reto  \t\t\tbuscar primeiro a pr\u00f3pria salva\u00e7\u00e3o ou nossa felicidade, e fazer dela  \t\t\to objeto prim\u00e1rio de nossos objetivos. Mas este n\u00e3o \u00e9 o significado.  \t\t\tRequer que cada um procure fazer da prosperidade do reino de Deus  \t\t\tseu primeiro objetivo. Eu entendo que indica o dever de procurar a  \t\t\tsantidade e n\u00e3o nossa pr\u00f3pria felicidade. A felicidade est\u00e1  \t\t\trelacionada com a santidade, mas n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa, sen\u00e3o que o  \t\t\tbuscar a santidade ou obedi\u00eancia a Deus e o honr\u00e1-lo e glorific\u00e1-lo  \t\t\t\u00e9 muito diferente de buscar de modo supremo nossa pr\u00f3pria  \t\t\tfelicidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra  \t\t\tpassagem \u00e9: Quer comeis ou bebeis, ou fa\u00e7ais o que seja, fa\u00e7a-o tudo  \t\t\tpara a gl\u00f3ria de Deus.&#8221; Sem d\u00favida! O que? N\u00e3o podemos nem ainda  \t\t\tcomer ou beber para nosso prazer? N\u00e3o. Temos que satisfazer nossos  \t\t\tapetites naturais para a comida, mas subordinando-o \u00e0 gl\u00f3ria de  \t\t\tDeus. Isto \u00e9 o que requer o evangelho, pois o apostolo o escreveu \u00e0  \t\t\tigreja crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra  \t\t\tpassagem \u00e9: N\u00e3o atente cada um somente para o que \u00e9 seu, mas cada  \t\t\tqual tamb\u00e9m para o que \u00e9 dos outros.&#8221; Mas \u00e9 em v\u00e3o eu tentar citar  \t\t\ttodas as passagens que ensinam isto. Pode ver-se em quase todas as  \t\t\tp\u00e1ginas da B\u00edblia alguma passagem que significa o mesmo, que nos  \t\t\trequer que olhemos antes n\u00e3o nosso pr\u00f3prio bem, sen\u00e3o o benef\u00edcio  \t\t\tdos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E de  \t\t\tnovo: Em verdade vos digo que ningu\u00e9m h\u00e1, que tenha deixado casa, ou  \t\t\tirm\u00e3os, ou irm\u00e3s, ou pai, ou m\u00e3e, ou mulher, ou filhos, ou campos,  \t\t\tpor amor de mim e do evangelho, que n\u00e3o receba cem vezes tanto, j\u00e1  \t\t\tno presente, em casas, irm\u00e3os, irm\u00e3s, m\u00e3es, filhos e campos, com  \t\t\tpersegui\u00e7\u00f5es, e no mundo por vir a vida eterna.&#8221; Aqui alguns  \t\t\ttrope\u00e7am e dizem: Aqui tem uma recompensa apresentada como motivo.  \t\t\tMas cuidado! O que voc\u00ea vai fazer, abandon\u00e1-lo tudo por amor \u00e0  \t\t\trecompensa? N\u00e3o; se trata de abandon\u00e1-lo por amor a Cristo e ao  \t\t\tevangelho; e a conseq\u00fc\u00eancia ser\u00e1 como se disse. Esta \u00e9 uma distin\u00e7\u00e3o  \t\t\timportante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No  \t\t\tcap\u00edtulo 13 de Cor\u00edntios, Paulo da uma descri\u00e7\u00e3o plena do amor  \t\t\tdesinteressado, sem ele n\u00e3o se \u00e9 nada em religi\u00e3o. \u00c9 not\u00e1vel o que  \t\t\tdiz, quanto pode fazer uma pessoa e, com tudo, se n\u00e3o h\u00e1 amor, n\u00e3o  \t\t\tser nada. Ainda que eu falasse as l\u00ednguas dos homens e dos anjos, e  \t\t\tn\u00e3o tivesse amor, seria como o metal que soa, ou como o sino que  \t\t\ttine. Ainda que eu tivesse o Dom de profecia, e conhecesse todos os  \t\t\tmist\u00e9rios e toda a ci\u00eancia, e ainda que eu tivesse toda a f\u00e9, de  \t\t\tmaneira tal que transportasse os montes, e n\u00e3o tivesse amor, nada  \t\t\tseria. E ainda que distribu\u00edsse toda a minha fortuna para o sustento  \t\t\tdos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e  \t\t\tn\u00e3o tivesse amor, nada disso me aproveitaria.&#8221; Ent\u00e3o, a verdadeira  \t\t\tbenevol\u00eancia do evangelho tem estas caracter\u00edsticas: O amor \u00e9  \t\t\tpaciente, \u00e9 benigno. O amor n\u00e3o inveja, n\u00e3o se vangloria, n\u00e3o se  \t\t\tensoberbece. N\u00e3o se porta inconvenientemente, n\u00e3o busca os seus  \t\t\tpr\u00f3prios interesses, n\u00e3o se irrita, n\u00e3o suspeita mal. O amor n\u00e3o se  \t\t\talegra com a injusti\u00e7a, mas se regozija com a verdade. Tudo sofre,  \t\t\ttudo cr\u00ea, tudo espera, tudo suporta.&#8221; Notemos isto bem. N\u00e3o tem o  \t\t\tego\u00edsmo como fim, sen\u00e3o que busca a felicidade dos outros como seu  \t\t\tgrande objetivo. Sem esta classe de benevol\u00eancia, sabemos que n\u00e3o se  \t\t\ttem uma part\u00edcula de religi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes  \t\t\tde seguir adiante desejo mencionar v\u00e1rias obje\u00e7\u00f5es a este ponto de  \t\t\tvista que podem aparecer na mente de voc\u00eas. O fa\u00e7o de modo especial  \t\t\tporque alguns podem trope\u00e7ar aqui e, depois de tudo, chegar a id\u00e9ia  \t\t\tde que \u00e9 reto fazer que nossa religi\u00e3o consista em procurar nossa  \t\t\tpr\u00f3pria salva\u00e7\u00e3o como o grande objetivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Obje\u00e7\u00e3o  \t\t\t1. Por que se d\u00e3o as amea\u00e7as da Palavra de Deus, se obram o ego\u00edsmo  \t\t\tinfluenciado pelo temor da ira que vir\u00e1?&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode-se  \t\t\tdar muitas respostas a esta obje\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resposta. O homem est\u00e1 constitu\u00eddo de forma que pelas leis de seu  \t\t\tser teme a dor. As amea\u00e7as das Escrituras, portanto, respondem a  \t\t\tv\u00e1rios prop\u00f3sitos. Um deles \u00e9 captar a aten\u00e7\u00e3o da mente ego\u00edsta para  \t\t\tque examine as raz\u00f5es que tem para amar e obedecer a Deus. Quando o  \t\t\tEsp\u00edrito Santo obt\u00e9m nossa aten\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o desperta a consci\u00eancia do  \t\t\tpecador e, o faz considerar e decidir sobre as raz\u00f5es e o dever de  \t\t\tsubmeter-se a Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Obje\u00e7\u00e3o  \t\t\t2. Havendo-nos dado Deus esta capacidade para sentir o prazer e a  \t\t\tdor, est\u00e1 mal ser influenciados por eles?&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resposta. N\u00e3o est\u00e1 bem nem mal. Esta sensibilidade n\u00e3o tem car\u00e1ter  \t\t\tmoral. Se tivesse tempo esta noite o consideraria em detalhe. Na  \t\t\tmoral h\u00e1 uma classe a a\u00e7\u00f5es que caem baixo a denomina\u00e7\u00e3o de  \t\t\tconsidera\u00e7\u00f5es prudenciais. Por exemplo: Suponhamos que estou \u00e0 beira  \t\t\tde um precip\u00edcio, onde caso algu\u00e9m se lance quebrar\u00e1 a cabe\u00e7a. Se me  \t\t\tadvertem. Agora bem, se n\u00e3o considero o aviso e me lan\u00e7o e destruo a  \t\t\tminha vida, isto ser\u00e1 um pecado. Mas o fazer caso do aviso,  \t\t\tsimplesmente, n\u00e3o \u00e9 uma virtude. N\u00e3o h\u00e1 virtude em evitar um perigo,  \t\t\tainda que muitas vezes \u00e9 pecaminoso n\u00e3o evit\u00e1-lo. \u00c9 pecaminoso que o  \t\t\thomem desafie a ira de Deus. Mas o temer o inferno n\u00e3o \u00e9 santo, como  \t\t\tn\u00e3o \u00e9 o temor de quebrar a cabe\u00e7a se cair no precip\u00edcio. \u00c9  \t\t\tsimplesmente um ditado da pr\u00f3pria constitui\u00e7\u00e3o natural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Obje\u00e7\u00e3o  \t\t\t3. N\u00e3o nos diz a B\u00edblia que \u00e9 nosso imediato dever o buscar nossa  \t\t\tpr\u00f3pria felicidade?&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resposta. N\u00e3o \u00e9 pecaminoso buscar nossa pr\u00f3pria felicidade segundo  \t\t\tseu valor real. Ao contr\u00e1rio, \u00e9 um dever real o faz\u00ea-lo. E quem o  \t\t\tdescuida comete pecado. Outra resposta \u00e9 que ainda que \u00e9 reto o  \t\t\tbuscar a pr\u00f3pria felicidade, e as leis da mente requerem que  \t\t\ttenhamos em conta nossa pr\u00f3pria felicidade, com tudo, nossa  \t\t\tconstitui\u00e7\u00e3o mental n\u00e3o indica que o procurar nossa felicidade como  \t\t\to bem supremo seja reto. Suponhamos que algu\u00e9m dissesse que devido a  \t\t\tnossa constitui\u00e7\u00e3o mental n\u00e3o indicasse que o procurar nossa  \t\t\tfelicidade como o bem supremo seja reto. Suponhamos que algu\u00e9m  \t\t\tdissesse que devido a nossa constitui\u00e7\u00e3o requis\u00e9ssemos alimento, por  \t\t\ttanto, \u00e9 reto busc\u00e1-lo como o bem supremo, Estaria isto bem? De modo  \t\t\talgum; pois a B\u00edblia pro\u00edbe de modo expresso uma coisa semelhante e  \t\t\tdiz: Quer comeis ou bebeis, ou fa\u00e7ais o que seja, fa\u00e7a-o tudo para a  \t\t\tgl\u00f3ria de Deus.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Obje\u00e7\u00e3o  \t\t\t4. A felicidade de cada um est\u00e1 posta principalmente em seu poder; e  \t\t\tse cada um buscasse sua pr\u00f3pria felicidade, a felicidade de todos  \t\t\tficaria assegurada ao m\u00e1ximo que isto \u00e9 poss\u00edvel.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta  \t\t\tobje\u00e7\u00e3o \u00e9 preciosa. Nego a conclus\u00e3o em conjunto porque:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(1) As  \t\t\tleis da mente s\u00e3o tais que \u00e9 imposs\u00edvel que algu\u00e9m seja feliz quando  \t\t\tfaz de sua pr\u00f3pria felicidade o supremo objetivo. A felicidade  \t\t\tconsiste na satisfa\u00e7\u00e3o dos desejos virtuosos. Mas para serem  \t\t\tsatisfeitos, a coisa obtida dever ser a desejada. Para ser feliz,  \t\t\tportanto, os desejos que dever\u00e3o ser satisfeitos devem ser retos, e  \t\t\tportanto, devem ser desejos desinteressados. Se teus desejos  \t\t\tterminam em voc\u00ea mesmo; por exemplo, se desejas a convers\u00e3o de  \t\t\tpecadores com o objetivo de aumentar tua pr\u00f3pria felicidade, quando  \t\t\tos pecadores s\u00e3o convertidos isto n\u00e3o te faz feliz, porque isto n\u00e3o  \t\t\t\u00e9 o desejo terminado. A lei da mente, pois, faz que seja imposs\u00edvel,  \t\t\tse cada indiv\u00edduo persegue sua pr\u00f3pria felicidade, que ele a  \t\t\tobtenha. Para ser mais definido. Duas coisas s\u00e3o indispens\u00e1veis para  \t\t\ta verdadeira felicidade. Primeiro, deve haver desejos virtuosos. Se  \t\t\to desejo n\u00e3o \u00e9 virtuoso, a consci\u00eancia protestar\u00e1 contra ele, e  \t\t\tportanto, a satisfa\u00e7\u00e3o dar\u00e1 lugar \u00e0 dor. Segundo, este desejo deve  \t\t\tser satisfeito ao conseguir seu objeto. O objeto deve ser desejado  \t\t\tpor si mesmo, do contr\u00e1rio a satisfa\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria completa, ainda  \t\t\tque se obtivesse o objeto. Se o objeto desejado \u00e9 um meio para um  \t\t\tfim, a satisfa\u00e7\u00e3o depender\u00e1 de obter o fim por este meio. Mas se a  \t\t\tcoisa foi desejada como fim, ou por si mesma, sua obten\u00e7\u00e3o produzir\u00e1  \t\t\tsatisfa\u00e7\u00e3o sem mescla. A mente deve, deseja, pois n\u00e3o sua pr\u00f3pria  \t\t\tfelicidade, porque por este caminho n\u00e3o pode ser nunca alcan\u00e7ada,  \t\t\tsen\u00e3o que o desejo deve terminar em algum outro objeto que seja  \t\t\tdesejado por si mesmo, a conseq\u00fc\u00eancia da qual seria a satisfa\u00e7\u00e3o, e  \t\t\tisto resultaria na felicidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(2) Se  \t\t\tcada um perseguisse sua pr\u00f3pria felicidade como seu bem supremo, os  \t\t\tinteresses dos distintos indiv\u00edduos entrariam em conflito e se  \t\t\tdestruiria a felicidade de todos. Isto \u00e9 o que se v\u00ea em todas as  \t\t\tpartes. Esta \u00e9 a raz\u00e3o de todas as fraudes, viol\u00eancia, opress\u00e3o e  \t\t\tmaldade na terra e no inferno. \u00c9 porque cada um persegue seu pr\u00f3prio  \t\t\tinteresse que os interesses de um chocam com os de outro. O  \t\t\tverdadeiro modo de assegurar nossa pr\u00f3pria felicidade n\u00e3o \u00e9  \t\t\tpersegui-la como um fim, sen\u00e3o perseguir outro objeto, que quando \u00e9  \t\t\tobtido, possa proporcionar-nos completa satisfa\u00e7\u00e3o: a gl\u00f3ria de Deus  \t\t\te o bem do universo. A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 se \u00e9 reto desejar e perseguir  \t\t\tnossa felicidade, sen\u00e3o se \u00e9 reto fazer de nossa felicidade nosso  \t\t\tobjetivo supremo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Obje\u00e7\u00e3o  \t\t\t5. A felicidade consiste na satisfa\u00e7\u00e3o dos desejos virtuosos. Ent\u00e3o  \t\t\ta coisa a que me dirijo \u00e9 satisfazer o desejo virtuoso. N\u00e3o \u00e9 isto  \t\t\tapontar a minha pr\u00f3pria felicidade?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resposta. A mente n\u00e3o aponta \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o do desejo, sen\u00e3o \u00e0  \t\t\tconseq\u00fc\u00eancia da coisa desejada. Suponhamos que voc\u00ea v\u00ea um mendigo,  \t\t\tao qual voc\u00ea d\u00e1 um p\u00e3o. Teu objetivo \u00e9 aliviar ao mendigo. Este \u00e9 o  \t\t\tobjeto desejado, e quando o d\u00e1, teu desejo est\u00e1 satisfeito e voc\u00ea \u00e9  \t\t\tfeliz. Mas se ao aliviar ao mendigo o objetivo era tua pr\u00f3pria  \t\t\tfelicidade, ent\u00e3o o aliviar ao pobre n\u00e3o satisfar\u00e1 teu desejo, e  \t\t\tvoc\u00ea n\u00e3o ter\u00e1 satisfa\u00e7\u00e3o dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim  \t\t\tpois, tanto a lei como o evangelho requerem benevol\u00eancia  \t\t\tdesinteressada como a \u00fanica condi\u00e7\u00e3o abaixo da qual o homem possa  \t\t\tser feliz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vez  \t\t\tresolvidas estas obje\u00e7\u00f5es, voltemos agora a o que \u00e9 a verdadeira  \t\t\tsubmiss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3. A  \t\t\tverdadeira submiss\u00e3o implica aquiesc\u00eancia ao castigo da lei de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Novamente fa\u00e7o a distin\u00e7\u00e3o que fiz antes. N\u00e3o estamos neste mundo  \t\t\tsimplesmente debaixo do governo da lei nua. Este mundo \u00e9 uma  \t\t\tprov\u00edncia do imp\u00e9rio de Jeov\u00e1, e est\u00e1 em uma rela\u00e7\u00e3o peculiar com o  \t\t\tgoverno de Deus. Se rebelou; e logo foi feita uma provis\u00e3o nova e  \t\t\tespecial, pela qual Deus nos oferece miseric\u00f3rdia. As condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o  \t\t\tque obede\u00e7amos os preceitos da lei e nos submetamos \u00e0 justi\u00e7a do  \t\t\tcastigo. \u00c9 um governo pela lei, com o evangelho, agregado ao mesmo.  \t\t\tO evangelho requer a mesma obedi\u00eancia que a lei. Sustem os  \t\t\tmerecimentos do pecado e requer que o pecador reconhe\u00e7a a justi\u00e7a do  \t\t\tcastigo. Se o pecador estivesse meramente debaixo da lei requereria  \t\t\tque se submetesse ao castigo. Mas o homem n\u00e3o est\u00e1, e nunca esteve,  \t\t\tmesmo desde a ca\u00edda, debaixo do governo da mera lei, sen\u00e3o que  \t\t\tsempre conheceu mais ou menos claramente que se oferece-o  \t\t\tmiseric\u00f3rdia. Portanto, nunca se requereu que esteja disposto a ser  \t\t\tcastigado. \u00c9 neste aspecto que a submiss\u00e3o ao evangelho difere da  \t\t\tsubmiss\u00e3o \u00e0 lei. Debaixo da lei s\u00f3, a submiss\u00e3o consistiria em sua  \t\t\taceita\u00e7\u00e3o de ser castigado. Neste mundo a submiss\u00e3o consiste na  \t\t\taquiesc\u00eancia \u00e0 justi\u00e7a do castigo, e enquanto a si mesmo, a admitir  \t\t\tque merece a eterna ira de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4. A  \t\t\tverdadeira submiss\u00e3o implica aquiesc\u00eancia \u00e0 soberania de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O dever  \t\t\tde todo soberano \u00e9 ver que seus s\u00faditos se submetam a seu governo. E  \t\t\t\u00e9 seu dever o promulgar leis tais que cada indiv\u00edduo, se as obedece  \t\t\tperfeitamente, v\u00e1 fomentar o bem p\u00fablico no maior grau poss\u00edvel. E  \t\t\tpor ele, se algu\u00e9m recusa obedecer, \u00e9 seu dever tomar ao indiv\u00edduo  \t\t\trebelde pela for\u00e7a e fazer que se submeta ao interesse p\u00fablico da  \t\t\tmelhor maneira poss\u00edvel. Se n\u00e3o quer submeter-se ao bem p\u00fablico de  \t\t\tmodo volunt\u00e1rio tem que faz\u00ea-lo de modo involunt\u00e1rio. O governo tem  \t\t\tque finaliz\u00e1-lo enforcado, ou de alguma maneira coloc\u00e1-lo como  \t\t\texemplo de sofrimento; ou tamb\u00e9m se o bem p\u00fablico admite  \t\t\tmiseric\u00f3rdia, mostr\u00e1-lo miseric\u00f3rdia de tal maneira que isto sirva  \t\t\tpara o interesse geral. Agora bem, Deus \u00e9 um soberano, e a submiss\u00e3o  \t\t\tque requer \u00e9 justa. Ele descuidaria seus deveres como governante se  \t\t\tn\u00e3o o requeresse, e como voc\u00ea recusou obedecer este requerimento,  \t\t\tagora tem que colocar-se em sua m\u00e3o para que disponha de voc\u00ea, para  \t\t\to tempo e a eternidade, na maneira que melhor fomente os interesses  \t\t\tdo universo. Voc\u00ea perdeu todo direito que tinha a uma por\u00e7\u00e3o de  \t\t\tfelicidade no universo ou a favor de Deus. E o que se requer de  \t\t\tvoc\u00ea, agora, posto que n\u00e3o podes render obedi\u00eancia pelo passado, \u00e9  \t\t\treconhecer a justi\u00e7a de sua lei, e deixar teu destino futuro inteiro  \t\t\te incondicionalmente a sua disposi\u00e7\u00e3o, para o tempo e a eternidade.  \t\t\tVoc\u00ea ter\u00e1 que se submeter com tudo o que tem e com tudo o que \u00e9.  \t\t\tVoc\u00ea perdeu tudo e dever\u00e1 entregar tudo a sua disposi\u00e7\u00e3o, na forma  \t\t\tem que Ele te chame, para favorecer os interesses de seu reino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5.Finalmente requer submiss\u00e3o aos termos do evangelho. Os termos do  \t\t\tevangelho s\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(1)  \t\t\tArrependimento, pena no cora\u00e7\u00e3o pelo pecado, justificar a Deus e  \t\t\ttomar sua parte contra de voc\u00ea mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(2) F\u00e9,  \t\t\tperfeita confian\u00e7a em Deus, tal que te fa\u00e7a colocar-lhe corpo e  \t\t\talma, o que t\u00eam e \u00e9s, em suas m\u00e3os, para que fa\u00e7a contigo o que  \t\t\tcreia ser bom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(3)  \t\t\tSantidade, ou benevol\u00eancia desinteressada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(4)  \t\t\tReceber a salva\u00e7\u00e3o como pura gra\u00e7a \u00e0 qual n\u00e3o voc\u00ea n\u00e3o tem direito  \t\t\talgum de acordo com a justi\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(5)  \t\t\tReceber a Cristo como teu mediador e advogado, tua expia\u00e7\u00e3o, teu rei  \t\t\te mestre, e em todos os cargos nos quais Ele se apresenta a voc\u00ea na  \t\t\tPalavra de Deus. Em resumo, deve dar tua plena aquiesc\u00eancia \u00e0 forma  \t\t\tde salva\u00e7\u00e3o designada por Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conclus\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">I. V\u00eas,  \t\t\tpois, que h\u00e1 muitas esperan\u00e7as falsas na igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A causa  \t\t\t\u00e9 que muitas pessoas abra\u00e7am o que consideram o evangelho, sem  \t\t\trender obedi\u00eancia a lei. Estas tend\u00eancias sempre se manifestaram  \t\t\tentre os homens. H\u00e1 uma certa classe que sust\u00e9m o evangelho e recusa  \t\t\ta lei; e outra classe que aceita a lei e descuida o evangelho. Os  \t\t\tantinomianos desejam libertar-se da lei por completo. Sup\u00f5em que a  \t\t\tregra do evangelho \u00e9 diferente da lei; enquanto que a verdade \u00e9 que  \t\t\ta regra de vida \u00e9 a mesma em ambos, e ambos requerem benevol\u00eancia  \t\t\tdesinteressada. Agora bem, se uma pessoa pensa que baixo o evangelho  \t\t\tpode evitar que a gl\u00f3ria de Deus seja seu objetivo supremo, e em vez  \t\t\tde amar a Deus com todo seu cora\u00e7\u00e3o alma e for\u00e7a, pode fazer de sua  \t\t\tpr\u00f3pria salva\u00e7\u00e3o seu objeto supremo, suas esperan\u00e7as s\u00e3o falsas.  \t\t\tAbra\u00e7ou outro evangelho, que n\u00e3o \u00e9 o evangelho em absoluto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">II. O  \t\t\ttema mostra como temos que enfrentar-nos com a obje\u00e7\u00e3o comum, que a  \t\t\tf\u00e9 em Cristo implica fazer de nossa salva\u00e7\u00e3o nosso objetivo ou  \t\t\tmotivo supremo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resposta. O que \u00e9 a f\u00e9? N\u00e3o \u00e9 crer que voc\u00ea ser\u00e1 salvo, sen\u00e3o crer  \t\t\tna palavra de Deus com respeito a seu filho. N\u00e3o se revela em parte  \t\t\talguma que voc\u00ea ser\u00e1 salvo. Ele revelou o ato de que Jesus Cristo  \t\t\tveio ao mundo para salvar os pecadores. O que voc\u00ea chama f\u00e9 \u00e9 mais  \t\t\tpropriamente esperan\u00e7a. A expectativa confiada de que voc\u00ea ser\u00e1  \t\t\tsalvo \u00e9 uma infer\u00eancia do ato de f\u00e9; e uma infer\u00eancia que t\u00eam o  \t\t\tdireito a ter quando voc\u00ea \u00e9 consciente de obedecer a lei e crer no  \t\t\tevangelho. Isto \u00e9, quando voc\u00ea exerce os sentimentos requeridos na  \t\t\tlei e o evangelho t\u00eam o direito a confiar em Cristo para tua  \t\t\tsalva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">III. \u00c9  \t\t\tum erro supor que se desesperar pela miseric\u00f3rdia \u00e9 essencial para a  \t\t\tverdadeira submiss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isto se  \t\t\tv\u00ea claro do fato que, baixo ao evangelho, todo mundo sabe que \u00e9 a  \t\t\tvontade de Deus que toda alma que exer\u00e7a benevol\u00eancia desinteressada  \t\t\tseja salva. Suponhamos que um homem vem e me pergunta: O que devo  \t\t\tfazer para ser salvo?&#8221; E eu o digo: Se voc\u00ea esperar ser salvo deve  \t\t\tentrar em desespero de chegar a ser salvo.&#8221; O que pensaria? Que  \t\t\tautor inspirado nunca deu uma resposta ou instru\u00e7\u00e3o assim? N\u00e3o, a  \t\t\tresposta inspirada \u00e9: Amar\u00e1s ao Senhor seu Deus de todo teu  \t\t\tcora\u00e7\u00e3o.&#8221; Arrependa-se&#8221; Creia no evangelho&#8221;, e assim sucessivamente.  \t\t\tTem algo aqui que implique desespero?&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9  \t\t\tverdade que os pecadores \u00e0s vezes se desesperam antes de obter a  \t\t\tverdadeira paz. Mas qual \u00e9 o motivo? N\u00e3o \u00e9 porque o desespero seja  \t\t\tessencial para a verdadeira paz, sen\u00e3o devido a sua ignor\u00e2ncia ou  \t\t\taos ensinamentos falsos que se deu a eles ou haver compreendido mal  \t\t\ta verdade. Muitos pecadores ansiosos se desesperam porque chegaram \u00e0  \t\t\tfalsa impress\u00e3o de que pecaram mais al\u00e9m do dia da gra\u00e7a, ou que  \t\t\tcometeram o pecado imperdo\u00e1vel, ou que seus pecados s\u00e3o graves de  \t\t\tmodo peculiar e a provis\u00e3o do evangelho n\u00e3o os alcan\u00e7a. Alguns se  \t\t\tdesesperam por esta raz\u00e3o: sabem que h\u00e1 miseric\u00f3rdia e que est\u00e1  \t\t\tdisposta para ser-lhes concedida t\u00e3o pronto como cumpram com os  \t\t\trequisitos, mas acham que todos seus esfor\u00e7os para a verdadeira  \t\t\tsubmiss\u00e3o s\u00e3o em v\u00e3o. Se sentem orgulhosos e obstinados, e n\u00e3o podem  \t\t\tdar seu pr\u00f3prio consentimento aos termos da salva\u00e7\u00e3o. Talvez a  \t\t\tmaioria de indiv\u00edduos que se submetem, em efeito, chegam a um ponto  \t\t\tem que o d\u00e3o por perdido. Mas \u00e9 necess\u00e1rio isto? Esta \u00e9 a pergunta.  \t\t\tAgora, como se v\u00ea, n\u00e3o \u00e9 nada mais que sua pr\u00f3pria maldade que os  \t\t\tleva ao desespero. Est\u00e3o mal dispostos a lan\u00e7ar m\u00e3o da miseric\u00f3rdia  \t\t\tque se ofereceu-lhes. Seu desespero, pois, em vez de ser essencial  \t\t\tpara a verdadeira submiss\u00e3o baixo o evangelho \u00e9 incompat\u00edvel com  \t\t\tele, e ningu\u00e9m pode abra\u00e7ar o evangelho neste estado. \u00c9 uma  \t\t\tincredulidade horr\u00edvel, pois \u00e9 o pecado do desespero; e dizer que \u00e9  \t\t\tessencial para a verdadeira submiss\u00e3o \u00e9 dizer que o pecado \u00e9  \t\t\tessencial para a verdadeira submiss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">IV. A  \t\t\tverdadeira submiss\u00e3o \u00e9 aquiesc\u00eancia a todo o governo de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9  \t\t\taquiesc\u00eancia a seu governo providencial, a seu governo moral, ao  \t\t\tpreceito de sua lei e ao castigo de sua lei, de modo que o indiv\u00edduo  \t\t\tadmita que mere\u00e7a um grande e eterno peso de condena\u00e7\u00e3o de maneira  \t\t\tmuito elevada; e a submiss\u00e3o \u00e9 aos termos da salva\u00e7\u00e3o do evangelho.  \t\t\tBaixo o evangelho n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m que tenha o dever de estar disposto  \t\t\ta ser condenado. \u00c9 totalmente incongruente com seu dever o estar  \t\t\tdisposto a ser condenado. O homem que se submete \u00e0 lei pura e  \t\t\tconsciente em ser condenado, esta tanto em rebeli\u00e3o como antes;  \t\t\tporque um dos requerimentos de Deus \u00e9 que temos que obedecer ao  \t\t\tevangelho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">V. O  \t\t\tchamar ao pecador para que esteja disposto a ser castigado \u00e9 um  \t\t\tgrande erro por muitas raz\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 por  \t\t\tde lado o evangelho, e coloc\u00e1-lo baixo outro governo do que existe.  \t\t\tP\u00f5e diante dele uma vis\u00e3o parcial do car\u00e1ter de Deus, ao qual lhe  \t\t\trequer que se submeta. Esconde os verdadeiros motivos da submiss\u00e3o.  \t\t\tApresenta n\u00e3o ao Deus real e verdadeiro, sen\u00e3o a um ser distinto. \u00c9  \t\t\tpraticar um engano nele, mantendo a id\u00e9ia de que Deus deseja sua  \t\t\tcondena\u00e7\u00e3o e deve submeter-se a ela; porque Deus deu seu solene  \t\t\tjuramento de que n\u00e3o deseja a morte do pecador sen\u00e3o que se  \t\t\tarrependa e viva. \u00c9 uma cal\u00fania contra Deus, e \u00e9 acus\u00e1-lo de  \t\t\tpreju\u00edzo. Todo homem baixo ao evangelho sabe que Deus deseja que os  \t\t\tpecadores sejam salvos e \u00e9 imposs\u00edvel esconder este fato. A  \t\t\tverdadeira base sobre a qual deve-se colocar para a salva\u00e7\u00e3o \u00e9 que  \t\t\tn\u00e3o se deve buscar a pr\u00f3pria salva\u00e7\u00e3o, sen\u00e3o a gl\u00f3ria de Deus; n\u00e3o  \t\t\tse deve sustentar a id\u00e9ia de que Deus deseja ou intenciona que ele  \t\t\tv\u00e1 ao inferno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que  \t\t\tdiziam os ap\u00f3stolos aos pecadores quando lhes perguntavam o que  \t\t\tdeviam fazer para ser salvos? O que lhes disse Pedro no dia de  \t\t\tPentecostes? O que disse Paulo no c\u00e1rcere? Que se arrependam e  \t\t\tabandonassem seu ego\u00edsmo e cressem no evangelho. Isto \u00e9 o que os  \t\t\thomens devem fazer para serem salvos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1  \t\t\toutra dificuldade ao tentar converter os homens, submetendo-os ao  \t\t\tcastigo voluntariamente. \u00c9 tentar convert\u00ea-los pela lei, pondo de  \t\t\tlado o evangelho. \u00c9 tentar faz\u00ea-los santos sem as influencias  \t\t\tapropriadas para faz\u00ea-los santos. Paulo tentou este m\u00e9todo,  \t\t\tconscientemente, e encontrou que nunca d\u00e1 resultado. No cap\u00edtulo  \t\t\tsete de Romanos nos d\u00e1 os resultados de seu pr\u00f3prio caso. O levou a  \t\t\tconfessar que a lei era santa e boa e que havia que obedec\u00ea-la; e  \t\t\taqui ficou aflito, gritando: &#8220;O bom que quero fazer, n\u00e3o fa\u00e7o, sen\u00e3o  \t\t\to mal que n\u00e3o quero fazer, isto fa\u00e7o.&#8221; Precisamente, aqui o amor de  \t\t\tDeus ao enviar a seu Filho Jesus Cristo se apresenta na mente e faz  \t\t\ta obra. No seguinte cap\u00edtulo explica: &#8220;Porque, aquilo que a Lei fora  \t\t\tincapaz de fazer por estar enfraquecida pela carne, Deus o fez,  \t\t\tenviando seu pr\u00f3prio Filho, \u00e0 semelhan\u00e7a do homem pecador, como  \t\t\toferta pelo pecado. E assim condenou o pecado na carne, a fim de que  \t\t\tas justas exig\u00eancias da Lei fossem plenamente satisfeitas em n\u00f3s,  \t\t\tque n\u00e3o vivemos segundo a carne, mas segundo o Esp\u00edrito.&#8221; Toda a  \t\t\tb\u00edblia testifica que \u00e9 s\u00f3 a influ\u00eancia do evangelho que pode levar  \t\t\tos pecadores a obedecer a lei. A lei nunca pode faz\u00ea-lo. O apartar  \t\t\tda alma os motivos que constituem a ess\u00eancia do evangelho nunca  \t\t\tconverter\u00e1 o pecador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sei que  \t\t\th\u00e1 algumas pessoas que cr\u00eaem que se converteram dessa maneira, e que  \t\t\tse submeteram \u00e0 lei de modo absoluto, sem influ\u00eancia alguma do  \t\t\tevangelho. Por\u00e9m, se escapou deles por um s\u00f3 momento que Cristo  \t\t\tmorreu pelos pecadores, e que devem arrepender-se e crer se querem  \t\t\tser salvos? Estes motivos devem ter tido sua influ\u00eancia, pois em  \t\t\ttanto que pensavam que olhavam a lei pura esperavam que se cressem  \t\t\tseriam salvos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Suponho  \t\t\tque o erro de tentar converter aos homens pela lei se acha aqui; na  \t\t\tantiga no\u00e7\u00e3o de Hopkins que os homens, para serem salvos, deviam  \t\t\testar dispostos a serem condenados. Esta id\u00e9ia prescinde do fato que  \t\t\teste mundo est\u00e1, e tem estado desde a ca\u00edda, sempre baixo \u00e0  \t\t\tdispensa\u00e7\u00e3o da miseric\u00f3rdia. Se estiv\u00e9ssemos baixo ao governo da  \t\t\tmera lei, a verdadeira submiss\u00e3o a Deus requereria isto. Mas os  \t\t\thomens n\u00e3o est\u00e3o baixo \u00e0 lei neste sentido, nem nunca estiveram;  \t\t\tporque imediatamente depois da ca\u00edda Deus revelou a Ad\u00e3o a  \t\t\tintima\u00e7\u00f5es ou ind\u00edcios da miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 uma  \t\t\tobje\u00e7\u00e3o que pode fazer-se e que vou contestar de antem\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Obje\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 o oferecimento de miseric\u00f3rdia no evangelho de tal  \t\t\tforma que pode produzir uma religi\u00e3o ego\u00edsta?&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resposta. A oferta de miseric\u00f3rdia pode ser pervertida, como  \t\t\tqualquer outra coisa boa, e com ele dar lugar a uma religi\u00e3o  \t\t\tego\u00edsta. E Deus sabia que podia ser assim quando revelou o  \t\t\tevangelho. Mas observe-se: Nada pode ser mais apropriado para  \t\t\tsubmeter o cora\u00e7\u00e3o rebelde do homem que esta mesma demonstra\u00e7\u00e3o da  \t\t\tbenevol\u00eancia de Deus na oferta de miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Houve  \t\t\tum pai que tinha um filho rebelde e obstinado ao qual tratou de  \t\t\tsubmet\u00ea-lo por meio de castigos. Amava a seu filho e desejava que  \t\t\tfosse virtuoso e obediente. Mas o filho parecia endurecer seu  \t\t\tcora\u00e7\u00e3o contra seus esfor\u00e7os repetidos. Ao final o pobre pai estava  \t\t\tt\u00e3o desanimado que caiu em choro compulsivo: &#8220;Meu filho! Meu filho!  \t\t\tO que poso fazer? Posso salv\u00e1-lo? O que mais posso fazer?&#8221; O filho  \t\t\tolhava os castigos com a maior indiferen\u00e7a, mas quando viu as  \t\t\tl\u00e1grimas do pai rodar por suas bochechas, e ouviu seus solu\u00e7os de  \t\t\tang\u00fastia, caiu tamb\u00e9m em l\u00e1grimas e gritou: A\u00e7oite-me, A\u00e7oite-me!  \t\t\tA\u00e7oite-me, mas n\u00e3o chores!&#8221; Agora o pai havia achado a maneira de  \t\t\tsubmeter aquele cora\u00e7\u00e3o endurecido como uma pedra. Em vez de  \t\t\taplicar-lhe a vara de ferro da lei, o apresentou a sua alma; e qual  \t\t\tfoi o resultado? O derrotou numa submiss\u00e3o hip\u00f3crita? N\u00e3o, a vara  \t\t\tfazia isto. As l\u00e1grimas de amor do pai quebrantaram seu cora\u00e7\u00e3o e o  \t\t\tsubmeteram de modo verdadeiro \u00e0 vontade do pai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mesmo  \t\t\tocorre com os pecadores. O pecador desafia a ira do Deus  \t\t\tTodo-Poderoso, e se endurece para receber os golpes do raio de  \t\t\tJeov\u00e1; mas quando v\u00ea o amor do cora\u00e7\u00e3o do Pai Celestial, se h\u00e1 algo  \t\t\tque ainda possa faz\u00ea-lo aborrecer-se e desprender-se de si mesmo,  \t\t\tisto o far\u00e1 ver a Deus manifestar-se em carne, baixando-se a tomar a  \t\t\tforma humana, pendurado na cruz, e derramando l\u00e1grimas, suor e  \t\t\tsangue de sua alma e morrendo na cruz. \u00c9 isto adequado para fazer  \t\t\thip\u00f3critas? N\u00e3o, o cora\u00e7\u00e3o do pecador se derrete e grita: &#8220;Oh, fa\u00e7a  \t\t\tqualquer outra coisa, posso resisti-lo; mas o amor do bendito Jesus  \t\t\tme constrange.&#8221; \u00c9 pr\u00f3prio da mesma natureza da mente o ser  \t\t\tinfluenciada desta maneira. Portanto, em vez de ter medo de mostrar  \t\t\to amor de Deus aos pecadores, este \u00e9 o \u00fanico modo de submet\u00ea-los e  \t\t\tfaz\u00ea-los verdadeiramente submissos e verdadeiramente benevolentes. A  \t\t\tlei faz hip\u00f3critas, mas s\u00f3 o evangelho pode atrair sua alma ao  \t\t\tverdadeiro amor a Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Notas:\u00a0Artigos Pr\u00e1ticos sobre o Cristianismo \u2013 Art. II. 1837<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Submetam-se, pois, a Deus.&#8221; &#8211; Tiago 4:7. O tema desta mensagem \u00e9: O QUE CONSTITUI A VERDADEIRA SUBMISS\u00c3O&#8221; Por\u00e9m, antes de entrar na discuss\u00e3o do tema quero fazer dois coment\u00e1rios,&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[4],"class_list":["post-981","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-charles-g-finney","tag-lideranca"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/981","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=981"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/981\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=981"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=981"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=981"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}