{"id":995,"date":"2008-12-16T19:33:58","date_gmt":"2008-12-16T21:33:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/?p=995"},"modified":"2010-12-16T19:34:36","modified_gmt":"2010-12-16T21:34:36","slug":"apelando-por-decisoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/?p=995","title":{"rendered":"Apelando por Decis\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Visando ao prop\u00f3sito de sermos satisfatoriamente pr\u00e1ticos e  \t\t\tcontempor\u00e2neos, nesta altura me conv\u00e9m levantar a quest\u00e3o se devemos  \t\t\tenvidar qualquer esfor\u00e7o para condicionar a reuni\u00e3o e as pessoas,  \t\t\tpara que estas recepcionem a nossa mensagem. \u00c9 neste ponto que se  \t\t\tencaixa a quest\u00e3o da m\u00fasica. Afinal, o pregador \u00e9 quem segura o leme  \t\t\tdo culto, e est\u00e1 dentro de sua al\u00e7ada, por conseguinte, controlar  \t\t\tesse aspecto. Nos nossos dias, essa pode ser uma quest\u00e3o  \t\t\textremamente penosa, e j\u00e1 conheci muitos ministros que se viram  \t\t\tenvolvidos em grandes dificuldades por causa da quest\u00e3o de coros, de  \t\t\tc\u00e2ntico de hinos e talvez de quartetos. Sucede que h\u00e1 templos que  \t\t\tcontam com cantores coristas ou solistas pagos, os quais talvez nem  \t\t\tsejam membros da Igreja, e nem mesmo se consideram crentes. Al\u00e9m  \t\t\tdisso, h\u00e1 o problema dos organistas. E, passando a um tipo mais  \t\t\tpopular de m\u00fasica, em algumas congrega\u00e7\u00f5es h\u00e1 intermin\u00e1veis c\u00e2nticos  \t\t\tde corinhos. E finalmente, em alguns pa\u00edses, existem indiv\u00edduos cuja  \t\t\tfun\u00e7\u00e3o especial consiste em conduzir os c\u00e2nticos, esfor\u00e7ando-se por  \t\t\tfazer as pessoas entrarem na correta atitude e condi\u00e7\u00e3o mental para  \t\t\tacolherem a mensagem que ouvir\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como poder\u00edamos avaliar todas essas coisas? Qual deveria ser a nossa  \t\t\tatitude diante delas? Meu coment\u00e1rio inicial \u00e9 que, uma vez mais,  \t\t\ttemos \u00e0 frente algo que cabe dentro da mesma categoria de algumas  \t\t\tdas coisas que j\u00e1 estivemos considerando. Trata-se de algo que foi  \t\t\therdado da era vitoriana. Nada se faz mais urgentemente necess\u00e1rio  \t\t\tdo que uma an\u00e1lise das inova\u00e7\u00f5es que surgiram no campo da adora\u00e7\u00e3o  \t\t\treligiosa durante o s\u00e9culo XIX &#8211; o qual para mim, quanto a esse  \t\t\tparticular, foi devastador. Quanto mais prontamente nos esquecermos  \t\t\tdo s\u00e9culo XIX e retrocedermos at\u00e9 ao s\u00e9culo XVIII, e mesmo mais, at\u00e9  \t\t\taos s\u00e9culos XVII e XVI, tanto melhor. O s\u00e9culo XIX com sua  \t\t\tmentalidade e perspectiva, \u00e9 o respons\u00e1vel pela grande maioria de  \t\t\tnossas dificuldades e problemas atuais. Foi naquele tempo que se  \t\t\tverificaram altera\u00e7\u00f5es fatais em tantos quadrantes, conforme podemos  \t\t\taveriguar. E ocupando posi\u00e7\u00e3o mui proeminente, entre as modifica\u00e7\u00f5es  \t\t\tque tiveram lugar, citamos a m\u00fasica em seus variegados estilos. Com  \t\t\tfreq\u00fc\u00eancia, e especialmente nas igrejas fora da tradi\u00e7\u00e3o episcopal,  \t\t\tas congrega\u00e7\u00f5es nem mesmo dispunham de \u00f3rg\u00e3o, antes daquela \u00e9poca  \t\t\tMuitos dos lideres evang\u00e9licos eram contr\u00e1rios ao uso do \u00f3rg\u00e3o. e  \t\t\tprocuravam justificar sua atitude com o respaldo das Escrituras; e  \t\t\tassim muitos deles eram contr\u00e1rios ao c\u00e2ntico de qualquer coisa  \t\t\texceto dos salmos. N\u00e3o vou avaliar as v\u00e1rias interpreta\u00e7\u00f5es  \t\t\tcontr\u00e1rias das Escrituras pertinentes ao assunto, e nem debater  \t\t\tquanto \u00e0 antig\u00fcidade do c\u00e2ntico de hinos; o que desejo frisar \u00e9 que  \t\t\tse por um lado o c\u00e2ntico de hinos tornou-se muito popular nos  \t\t\t\u00faltimos anos do s\u00e9culo XVII, e, mais particularmente. durante o  \t\t\ts\u00e9culo XVIII, por outro lado, a nova \u00eanfase emprestada \u00e0 m\u00fasica, que  \t\t\tocorreu em cerca dos meados do s\u00e9culo passado, fazia parte daquela  \t\t\tatitude de respeitabilidade, de pseudo-intelectualismo, que j\u00e1  \t\t\testive descrevendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais particularmente ainda, com freq\u00fc\u00eancia se verifica uma amea\u00e7a  \t\t\tbem real, uma esp\u00e9cie de &#8220;tirania do organista&#8221;. Isso se d\u00e1 porque o  \t\t\torganista encontra-se numa posi\u00e7\u00e3o em que ele ou ela pode exercer  \t\t\tconsider\u00e1vel controle. Munido de um instrumento poderoso, o  \t\t\torganista pode controlar o ritmo em que um hino \u00e9 entoado, e o  \t\t\tefeito varia de um a outro extremo, se ele o toca em ritmo apressado  \t\t\tou em ritmo lento. No minist\u00e9rio muitos pregadores t\u00eam tido  \t\t\tproblemas com organistas dif\u00edceis e especialmente com o tipo que  \t\t\test\u00e1 muito mais interessado pela m\u00fasica do que pela Verdade. Por  \t\t\tconseguinte, o pastor deve usar de muito crit\u00e9rio ao nomear um  \t\t\torganista, assegurando-se de antem\u00e3o que se trate de um verdadeiro  \t\t\tcrente. E se voc\u00ea tiver um coral em sua Igreja, ent\u00e3o dever\u00e1  \t\t\tinsistir sobre esse mesmo ponto, no tocante a cada membro. O  \t\t\tprimeiro desiderato n\u00e3o \u00e9 que os coristas tenham boa voz, e, sim,  \t\t\tque possuam car\u00e1ter crist\u00e3o, amem \u00e1 Verdade e se deleitem em  \t\t\tcant\u00e1-la. \u00c9 desse modo que podemos evitar a tirania do organista,  \t\t\tbem como sua irm\u00e3 g\u00eamea, a tirania do coral. No Pais de Gales, minha  \t\t\tterra de origem, havia uma express\u00e3o usada com freq\u00fc\u00eancia. Aludia  \t\t\tn\u00e3o tanto ao coral, mas ao c\u00e2ntico por parte da congrega\u00e7\u00e3o. Este  \t\t\tera conhecido como &#8220;o dem\u00f4nio dos c\u00e2nticos&#8221;. O que isso queria dizer  \t\t\t\u00e9 que essa pr\u00e1tica causava mais querelas e cismas nas Igrejas do que  \t\t\tpraticamente qualquer outra quest\u00e3o, e que os c\u00e2nticos ofereciam ao  \t\t\tdiabo mais freq\u00fcentes oportunidades de entravar e produzir roturas  \t\t\tna obra do que qualquer das outras atividades na vida da Igreja.  \t\t\tPor\u00e9m, independente disso, a m\u00fasica, em suas variadas formas, faz  \t\t\tsurgir no horizonte o problema todo do elemento de entretenimento, o  \t\t\tqual consegue insinuar-se e pode levar as pessoas a virem \u00e1s  \t\t\treuni\u00f5es para ouvir m\u00fasica, e n\u00e3o com o prop\u00f3sito de adorar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meu  \t\t\targumento \u00e9 que podemos estipular como regra bastante geral que  \t\t\tquanto maior for a aten\u00e7\u00e3o que se tenha dado a esse aspecto da  \t\t\tadora\u00e7\u00e3o &#8211; a saber, o tipo de edif\u00edcio, o cerimonial, os c\u00e2nticos,  \t\t\tmenor ser\u00e1 a espiritualidade prov\u00e1vel; e disso s\u00f3 se pode esperar  \t\t\tmenor calor, entendimento e interesses espirituais. Todavia, eu n\u00e3o  \t\t\testacaria aqui, mas faria uma pergunta, pois sinto que \u00e9 tempo de  \t\t\tcome\u00e7armos a fazer essa indaga\u00e7\u00e3o. Conforme eu j\u00e1 dissera noutra  \t\t\tconex\u00e3o, precisamos interromper determinados maus h\u00e1bitos que t\u00eam  \t\t\tpenetrado na vida das nossas Igrejas, transformando-se numa tirania.  \t\t\tJ\u00e1 me havia referido \u00e1 forma fixa e preestabelecida, bem como \u00e1s  \t\t\tpessoas que se disp\u00f5em a brincar com a Verdade e tentam modific\u00e1-la,  \t\t\tmas que resistem a qualquer tentativa de altera\u00e7\u00e3o na ordem do culto  \t\t\te nessa r\u00edgida forma preestabelecida. Portanto, sugiro que \u00e9 chegado  \t\t\to tempo de fazermos as seguintes perguntas: Por que se faz  \t\t\tnecess\u00e1ria toda essa \u00eanfase sobre a m\u00fasica? Por que isso tem  \t\t\tqualquer import\u00e2ncia, afinal? Enfrentemos essa quest\u00e3o; e por certo,  \t\t\tquando fazemos assim, chegamos for\u00e7osamente \u00e1 conclus\u00e3o de que  \t\t\taquilo que dever\u00edamos buscar e ter como alvo \u00e9 uma congrega\u00e7\u00e3o de  \t\t\tpessoas que entoam juntas louvores a Deus; e que a verdadeira fun\u00e7\u00e3o  \t\t\tde um \u00f3rg\u00e3o \u00e9 acompanh\u00e1-las. Compete-lhe servir de acompanhamento; e  \t\t\tn\u00e3o de ditador. Nunca dever\u00edamos permitir-lhe ocupar tal posi\u00e7\u00e3o.  \t\t\tSempre deve ser subserviente. Eu diria mesmo que o pregador, de modo  \t\t\tgeral, deveria escolher tanto as melodias quanto os hinos, porquanto  \t\t\t\u00e0s vezes verifica-se contradi\u00e7\u00e3o entre as duas coisas. Algumas  \t\t\tmelodias virtualmente contradizem a mensagem do hino, embora a  \t\t\tm\u00e9trica seja correta. Por conseguinte, o pregador tem o direito de  \t\t\tdirigir essas quest\u00f5es; e n\u00e3o podemos desistir desse direito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez voc\u00ea n\u00e3o esteja disposto a concordar comigo quando sugiro que  \t\t\tdever\u00edamos abolir de uma vez por todas os corais; mas por certo  \t\t\ttodos devem concordar que o ideal seria que todas as pessoas  \t\t\televassem suas vozes em louvor, adora\u00e7\u00e3o e venera\u00e7\u00e3o, regozijando-se  \t\t\tenquanto assim o fazem. Confio em que voc\u00ea tamb\u00e9m concordar\u00e1 que as  \t\t\ttentativas deliberadas para &#8220;condicionar&#8221; as pessoas s\u00e3o  \t\t\tdecididamente prejudiciais. Espero poder tratar disso na pr\u00f3xima  \t\t\tse\u00e7\u00e3o, raz\u00e3o por que, por enquanto, contento-me em dizer que essa  \t\t\ttentativa de &#8220;condicionar&#8221; as pessoas, suavizando-as; por assim  \t\t\tdizer, realmente milita contra a verdadeira prega\u00e7\u00e3o do Evangelho.  \t\t\tN\u00e3o se trata de mera imagina\u00e7\u00e3o ou teoria. Lembro-me de ter estado  \t\t\tem mui famosa confer\u00eancia religiosa onde a rotina invari\u00e1vel, em  \t\t\tcada reuni\u00e3o, e tamb\u00e9m no caso de cada orador, era a seguinte.  \t\t\tPedia-se de cada orador que estivesse presente na plataforma a certa  \t\t\thora. Ent\u00e3o seguiam-se literalmente quarenta minutos de c\u00e2nticos,  \t\t\tdirigidos por um artista, tudo salpicado com observa\u00e7\u00f5es  \t\t\tsupostamente humor\u00edsticas, pelo citado cavalheiro. N\u00e3o havia  \t\t\tqualquer leitura das Escrituras, havia uma ora\u00e7\u00e3o extremamente  \t\t\tbreve; e ent\u00e3o ordenavam ao orador que falasse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse \u00e9 um exemplo do que quero dizer por elemento de entretenimento.  \t\t\tRecordo-me que havia um solo de \u00f3rg\u00e3o, um solo de xilofone, e em  \t\t\tseguida um grupo vocal &#8211; lembro-me at\u00e9 do nome deles &#8211; Os Cantores  \t\t\tdo Jubileu Eureca, os quais ficavam mais ou menos simulando aquilo  \t\t\tsobre o que cantavam. Tudo isso se prolongava por quarenta minutos.  \t\t\tConfesso que senti imensa dificuldade para pregar depois disso.  \t\t\tTamb\u00e9m me senti compelido a modificar a minha mensagem, a fim de  \t\t\tenfrentar aquela situa\u00e7\u00e3o com que me defrontava. Eu sentia que o  \t\t\t&#8220;programa&#8221;, a forma fixa, dominava a situa\u00e7\u00e3o, e que cada indiv\u00edduo  \t\t\tali tornava-se parte integrante do entretenimento. Por essa raz\u00e3o \u00e9  \t\t\tque temos de ser t\u00e3o cuidadosos. Portanto, eu diria como uma regra  \t\t\tgeral: Conserve a m\u00fasica em seu devido lugar. Ela \u00e9 uma criada, uma  \t\t\tserva, e n\u00e3o lhe devemos permitir que domine ou controle as coisas,  \t\t\tem nenhum sentido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Menciono uma outra quest\u00e3o que pode parecer trivial &#8211; a despeito do  \t\t\tque algumas pessoas lhe t\u00eam dado imensa aten\u00e7\u00e3o. \u00c9 a quest\u00e3o se  \t\t\tdever\u00edamos manipular as luzes do edif\u00edcio em que estamos pregando, a  \t\t\tfim de tomar mais eficaz a prega\u00e7\u00e3o. Alguns lugares contam com  \t\t\tl\u00e2mpadas de diferentes cores instaladas em lugares estrat\u00e9gicos e,  \t\t\tconforme o serm\u00e3o vai prosseguindo, as luzes v\u00e3o sendo gradualmente  \t\t\tapagadas, at\u00e9 que, no fim, em certo caso particular, sobre o qual  \t\t\testou pensando, n\u00e3o h\u00e1 mais qualquer l\u00e2mpada acesa, exceto uma cruz  \t\t\tvermelha iluminada, suspensa por cima da cabe\u00e7a do pregador. Tudo \u00e9  \t\t\tapenas condicionamento psicol\u00f3gico; mas tais pr\u00e1ticas est\u00e3o sendo  \t\t\tjustificadas em termos de que elas facilitam a aceita\u00e7\u00e3o da Verdade  \t\t\tpor parte das pessoas. Todavia, poder\u00edamos deixar a quest\u00e3o nessa  \t\t\taltura, dizendo simplesmente que a quest\u00e3o que realmente se levanta  \t\t\taqui \u00e9 o ponto de vista de algu\u00e9m acerca da obra e do poder do  \t\t\tEsp\u00edrito Santo. Qu\u00e3o dif\u00edcil \u00e9 fazer tudo isso adaptar-se \u00e1 Igreja  \t\t\tdo Novo Testamento e \u00e0 sua adora\u00e7\u00e3o de natureza espiritual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, isso conduz, mui naturalmente, a uma outra quest\u00e3o  \t\t\timportant\u00edssima, a qual envolve a pergunta se, no t\u00e9rmino dum serm\u00e3o  \t\t\tpreparado segundo os moldes que estamos considerando, o pregador  \t\t\tdeveria fazer apelos para que as pessoas se decidissem ali mesmo.  \t\t\tV\u00e1rias express\u00f5es t\u00eam sido utilizadas, como &#8220;vir \u00e1 frente&#8221;, &#8220;vir ao  \t\t\taltar&#8221;, &#8220;ritual do arrependido&#8221;, &#8220;assento dos ansiosos&#8221;, etc., para  \t\t\tdescrever esse modo de proceder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse \u00e9 um assunto que nestes \u00faltimos anos tem ganhado consider\u00e1vel  \t\t\tproemin\u00eancia, raz\u00e3o pela qual precisamos tratar do mesmo. Seja como  \t\t\tfor, trata-se de um problema que todo pregador precisa arrostar. Eu  \t\t\tmesmo por muitas vezes j\u00e1 tive de enfrent\u00e1-lo. Algumas pessoas, em  \t\t\tdiversas ocasi\u00f5es, ao encerrar-se alguma reuni\u00e3o, t\u00eam-se aproximado  \t\t\tde mim a fim de me chamarem a aten\u00e7\u00e3o, passando-me \u00e1s vezes uma  \t\t\tverdadeira reprimenda, porque eu n\u00e3o fizera um apelo imediato para  \t\t\tque as pessoas se decidissem. Algumas dessas pessoas chegam mesmo ao  \t\t\textremo de afirmar que com isso eu cometo um pecado, que fora criada  \t\t\tuma oportunidade excelente pela minha pr\u00f3pria prega\u00e7\u00e3o, mas eu n\u00e3o  \t\t\tme aproveitara da mesma. E ent\u00e3o costumam dizer: &#8220;Tenho certeza de  \t\t\tque se o senhor ao menos tivesse feito um apelo, teria conseguido um  \t\t\tgrande n\u00famero de decis\u00f5es&#8221; &#8211; ou algo similar a esse argumento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em  \t\t\tadi\u00e7\u00e3o a isso, certo n\u00famero de ministros me tem dito, nos \u00faltimos  \t\t\tdez anos mais ou menos, que no fim do culto certas pessoas v\u00eam  \t\t\tdizer-lhes que eles n\u00e3o pregaram o Evangelho, simplesmente por n\u00e3o  \t\t\tterem feito um apelo. Isso lhes havia acontecido tanto em cultos  \t\t\tmatinais como em cultos noturnos. E j\u00e1 havia sucedido n\u00e3o somente  \t\t\tdurante cultos de evangeliza\u00e7\u00e3o, mas igualmente em outras reuni\u00f5es,  \t\t\tcujo intuito n\u00e3o \u00e9 primariamente evangel\u00edstico. N\u00e3o obstante, por  \t\t\tn\u00e3o ter havido qualquer &#8220;apelo&#8221;, haviam sido acusados de n\u00e3o terem  \t\t\tpregado o Evangelho. De certa feita conheci tr\u00eas homens, tr\u00eas  \t\t\tpastores, que virtualmente j\u00e1 tinham sido contratados para pastorear  \t\t\tem determinadas Igrejas, e que estavam a ponto de serem aceitos  \t\t\tquando algu\u00e9m, de repente, lhes fizera a pergunta: Eles costumavam  \t\t\tfazer um &#8220;apelo&#8221; no fim de cada serm\u00e3o? E posto que aqueles tr\u00eas  \t\t\thomens em particular haviam respondido na negativa, n\u00e3o foram  \t\t\taceitos, afinal, ficando cancelada a decis\u00e3o daquelas Igrejas. Isso  \t\t\tse tem tomado problema dos mais incisivos, como resultado de  \t\t\tdeterminadas coisas que v\u00eam acontecendo desde os fins da Segunda  \t\t\tGuerra Mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Novamente, \u00e9 importante que tenhamos os pensamentos claros acerca da  \t\t\thist\u00f3ria dessa quest\u00e3o. A abordagem hist\u00f3rica ser\u00e1 sempre  \t\t\tproveitosa. H\u00e1 muitos que n\u00e3o parecem ter consci\u00eancia do fato que  \t\t\ttudo isso, \u00e0 semelhan\u00e7a de muitas outras coisas que penetraram na  \t\t\tvida da Igreja, s\u00f3 o fizeram durante os \u00faltimos cem anos. Esse  \t\t\tcostume foi introduzido bastante cedo no s\u00e9culo passado, mais cedo  \t\t\tque outras coisas que tenho mencionado. Realmente foi introduzido  \t\t\tpor Charles G. Finney na d\u00e9cada de 1820. Foi ele quem deu in\u00edcio ao  \t\t\tchamado &#8220;assento dos ansiosos&#8221;, aquela &#8220;nova medida&#8221; atrav\u00e9s da qual  \t\t\tse apelava \u00e1s pessoas que se decidissem no mesmo instante. Tudo  \t\t\tfazia parte essencial de seu m\u00e9todo, abordagem e maneira de pensar;  \t\t\te naqueles dias a quest\u00e3o provocou muitas controv\u00e9rsias. Trata-se de  \t\t\tcontrov\u00e9rsia das mais importantes, al\u00e9m de ser interessante e  \t\t\tfascinante em extremo, Recomendo que os pregadores fa\u00e7am disso  \t\t\tmat\u00e9ria de leitura. Os dois maiores protagonistas desse debate foram  \t\t\tW. H. Nettleton e Finney. Nettleton foi um pregador muit\u00edssimo usado  \t\t\tem reuni\u00f5es de prega\u00e7\u00e3o. Viajava muito e era constantemente  \t\t\tconvidado a pregar nos templos de outros ministros. Jamais efetuara  \t\t\tum &#8220;apelo&#8221; para que as pessoas se decidissem imediatamente, mas era  \t\t\tgrandemente usado, e numerosas pessoas se convertiam sob seu  \t\t\tminist\u00e9rio agregando-se \u00e1s Igrejas locais. Seguia a doutrina  \t\t\tcalvinista, e punha em pr\u00e1tica as suas cren\u00e7as nesse particular. Mas  \t\t\tent\u00e3o surgiu Finney em cena, com o seu apelo direto \u00e0 vontade para  \t\t\tque as pessoas se decidissem ali mesmo. Isso provocou grande  \t\t\tcontrov\u00e9rsia entre os dois pontos de vista, e muitos ministros se  \t\t\tviram envoltos em imensas dificuldades, entre os dois conceitos. H\u00e1  \t\t\tuma fascinante narrativa sobre o epis\u00f3dio na autobiografia do Dr.  \t\t\tLyman Beecher, pai do Dr. Henrv Ward Beecher. Ele fora grande amigo  \t\t\tde Nettleton, e, a princ\u00edpio, p\u00f4s-se ao lado deste. Eventualmente,  \t\t\tentretanto, bandeou-se para a causa de Finney. O Dr. Charles Hodge e  \t\t\toutros dentre as grandes figuras de Princeton estiveram ativamente  \t\t\tengajados nessa discuss\u00e3o, como tamb\u00e9m J. W. Nevin, fundador da  \t\t\tTeologia Mercersberg.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa \u00e9 a hist\u00f3ria da origem dessa pr\u00e1tica, e importa que nos tomemos  \t\t\tinformados da mesma. N\u00e3o foi por acidente que tenha sido introduzida  \t\t\tpor Finney, porquanto, em \u00faltima an\u00e1lise, \u00e9 uma quest\u00e3o teol\u00f3gica.  \t\t\tAo mesmo tempo, sem embargo, n\u00e3o \u00e9 somente uma quest\u00e3o teol\u00f3gica; e  \t\t\tnunca nos dever\u00edamos esquecer que um arminiano como Jo\u00e3o Wesley,  \t\t\tal\u00e9m de outros, jamais empregou esse m\u00e9todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9  \t\t\tposs\u00edvel que a melhor maneira pela qual eu possa estimular outros a  \t\t\tpensar, conferindo-lhes alguma ajuda quanto a isso, \u00e9 declarar  \t\t\tfrancamente que n\u00e3o tenho seguido essa pr\u00e1tica em meu minist\u00e9rio. E  \t\t\tpermita-me dar-lhe alguns dos motivos que me t\u00eam influenciado quanto  \t\t\ta essa mat\u00e9ria. N\u00e3o procurarei declar\u00e1-los em qualquer ordem  \t\t\tsistem\u00e1tica e precisa, mas dou aqui uma ordem geral. O primeiro  \t\t\tmotivo \u00e9 que, sem d\u00favida, \u00e9 um erro exercer press\u00e3o direta sobre a  \t\t\tvontade. Desejo esclarecer o que digo. O homem constitui-se de  \t\t\tmente, afetos e vontade: e meu argumento \u00e9 que ningu\u00e9m deve fazer  \t\t\tpress\u00e3o direta sobre a vontade. Sempre dever\u00edamos avizinhar-nos da  \t\t\tvontade por interm\u00e9dio da mente, do intelecto, e ent\u00e3o, atrav\u00e9s das  \t\t\tafei\u00e7\u00f5es. A a\u00e7\u00e3o da vontade deveria ser determinada por essas  \t\t\tinflu\u00eancias A minha base b\u00edblica para assim asseverar \u00e9 a ep\u00edstola  \t\t\tde Paulo aos Romanos 6:11, onde o ap\u00f3stolo declara: &#8220;Mas gra\u00e7as a  \t\t\tDeus porque, outrora escravos do pecado, contudo viestes a obedecer  \t\t\tde cora\u00e7\u00e3o \u00e1 forma de doutrina a que fostes entregues&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Observemos a ordem dessas senten\u00e7as. Eles haviam &#8220;obedecido&#8221;, \u00e9  \t\t\tverdade; mas, de que maneira? &#8220;&#8230; de cora\u00e7\u00e3o &#8230;&#8221; Por\u00e9m, o que foi  \t\t\tque os levara a fazer isso, o que movera os seus cora\u00e7\u00f5es? Foi essa  \t\t\t&#8220;forma de doutrina&#8221;, que lhes fora anunciada. Ora, o que lhes fora  \t\t\tanunciado ou pregado fora a Verdade, e Verdade dirigida  \t\t\tprimariamente \u00e1 mente. Na medida em que a mente apreende ou  \t\t\tcompreende a Verdade, os afetos s\u00e3o acesos e movidos; e, dessa  \t\t\tmaneira, a vontade \u00e9 persuadida, da\u00ed resultando a obedi\u00eancia.  \t\t\tNoutras palavras, a obedi\u00eancia n\u00e3o resulta de alguma press\u00e3o direta  \t\t\tsobre a vontade, mas \u00e9 conseq\u00fc\u00eancia de uma mente iluminada e de um  \t\t\tcora\u00e7\u00e3o enternecido. Para mim, esse \u00e9 um ponto crucial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deixe-me desdobrar mais ainda a import\u00e2ncia dessa id\u00e9ia. Em prele\u00e7\u00e3o  \t\t\tanterior, aventurei-me a sugerir que o pr\u00f3prio grande Whitefield,  \t\t\tocasionalmente, caia no erro de desfechar um ataque direto sobre as  \t\t\temo\u00e7\u00f5es ou a imagina\u00e7\u00e3o; mas lamentamos qualquer tentativa para  \t\t\tfazer-se isso deliberadamente. Encontramos aqui um outro aspecto  \t\t\texato desse mesmo princ\u00edpio. Da mesma maneira que \u00e9 errado lan\u00e7ar um  \t\t\tataque contra as emo\u00e7\u00f5es, \u00e9 tamb\u00e9m errado desfechar um ataque contra  \t\t\ta vontade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na  \t\t\tprega\u00e7\u00e3o, cabe-nos expor a Verdade; e, como \u00e9 \u00f3bvio, isso ocupa  \t\t\tlugar proeminente e primacial para a mente. No momento em que nos  \t\t\tdesviamos dessa ordem de coisas, dessa norma, e nos aproximamos  \t\t\tdiretamente de qualquer dos outros elementos, estamos convidando  \t\t\tdificuldades; e o mais prov\u00e1vel \u00e9 que as arranjaremos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em  \t\t\tsegundo lugar, argumento que press\u00e3o demasiada sobre a vontade  \t\t\tinevitavelmente h\u00e1 algum deste elemento em toda a prega\u00e7\u00e3o, mas  \t\t\trefiro-me aqui \u00e0 press\u00e3o em excesso &#8211; ou press\u00e3o por demais direta,  \t\t\t\u00e9 algo perigoso, porquanto, no fim, poder\u00e1 produzir uma condi\u00e7\u00e3o na  \t\t\tqual aquilo que determinou a rea\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel de um indiv\u00edduo que  \t\t\t&#8220;veio \u00e0 frente&#8221;, n\u00e3o foi tanto a pr\u00f3pria Verdade, mas, talvez, a  \t\t\tpersonalidade do evangelista, ou ent\u00e3o algum vago temor geral, ou  \t\t\talguma outra forma de influ\u00eancia psicol\u00f3gica qualquer. Isso faz-nos  \t\t\trelembrar, uma vez mais, o papel da m\u00fasica nos cultos de prega\u00e7\u00e3o.  \t\t\tPodemos ficar embriagados de m\u00fasica &#8211; n\u00e3o h\u00e1 como duvidar sobre  \t\t\tisso. A m\u00fasica pode ter o efeito de criar um estado emocional tal  \t\t\tque a mente n\u00e3o mais funciona como deveria, n\u00e3o mais fazendo  \t\t\tdiscrimina\u00e7\u00f5es. J\u00e1 vi pessoas cantarem at\u00e9 atingirem um estado de  \t\t\tembriaguez no qual n\u00e3o mais tinham consci\u00eancia do que estavam  \t\t\tfazendo. O ponto importante \u00e9 que dever\u00edamos dar-nos conta de que os  \t\t\tefeitos produzidos dessa maneira n\u00e3o s\u00e3o produzidos pela Verdade, e,  \t\t\tsim, por um outro dentre esses diversos fatores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1  \t\t\talguns poucos anos passados, sucedeu deparar-me com uma  \t\t\textraordin\u00e1ria ilustra\u00e7\u00e3o exatamente desse particular. Meramente  \t\t\trepetirei algo que foi divulgado pela imprensa, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o  \t\t\testarei revelando segredo algum, e nem traindo qualquer confian\u00e7a.  \t\t\tCerta vez pediram a um evangelista da Inglaterra que dirigisse um  \t\t\tprograma de c\u00e2ntico de hinos no domingo \u00e0 noite pelo r\u00e1dio. Tal  \t\t\tprograma era levado ao ar, regularmente, por meia hora, todos os  \t\t\tdomingos. Diferentes Igrejas eram solicitadas a cuidar desse  \t\t\tprograma, de semana em semana. Ora, naquela ocasi\u00e3o particular, esse  \t\t\tbem conhecido evangelista estava realizando esse programa no Albert  \t\t\tHa\u00edl, de Londres. Tudo fora planejado conforme era costumeiro, com  \t\t\tmeses de anteced\u00eancia. Cerca de uma semana, mais ou menos, antes do  \t\t\tprograma ser levado a efeito, chegou em Londres um outro  \t\t\tevangelista; e, ao ouvir falar do fato o evangelista brit\u00e2nico  \t\t\tconvidou este Outro para pregar antes da meia hora de hinos ser  \t\t\tlevada ao ar. Assim fez o evangelista. E este foi avisado que teria  \t\t\tde parar sua prega\u00e7\u00e3o a certa hora, porquanto naquele momento  \t\t\testariam &#8220;no ar&#8221; para a radiodifus\u00e3o dos hinos cantados. Portanto, o  \t\t\tevangelista pregou e terminou sua prega\u00e7\u00e3o exatamente na hora  \t\t\tmarcada; e de imediato os hinos foram postos &#8220;no ar&#8221; por meia hora.  \t\t\tQuando tudo terminara, e n\u00e3o estavam mais no ar&#8221;, o evangelista  \t\t\tvisitante fez seu usual &#8220;apelo&#8221;, convidando as pessoas para que se  \t\t\tadiantassem \u00e0 frente. No dia seguinte esse evangelista foi  \t\t\tentrevistado por rep\u00f3rteres. e, entre outras perguntas, foi-lhe  \t\t\tindagado se estava satisfeito com o resultado de seu apelo.  \t\t\tImediatamente ele retrucou que n\u00e3o estava, que estava desapontado, e  \t\t\tque o n\u00famero de pessoas que atendera ao convite fora muito menor do  \t\t\tque estava acostumado a obter em Londres, bem como em outras  \t\t\tlocalidades. Ent\u00e3o foi-lhe feita a pr\u00f3xima pergunta \u00f3bvia, por um  \t\t\tdos jornalistas: &#8220;E ao que se pode atribuir o fato de que a rea\u00e7\u00e3o  \t\t\tfoi comparativamente pequena nesta ocasi\u00e3o?&#8217; Sem a menor hesita\u00e7\u00e3o,  \t\t\to evangelista respondeu que isto era bastante simples, pois  \t\t\tinfelizmente houvera uma interrup\u00e7\u00e3o de meia hora, para o c\u00e2ntico de  \t\t\thinos, entre o fim do seu serm\u00e3o e a realiza\u00e7\u00e3o do apelo. Isso,  \t\t\tdeclarou ele, era a explica\u00e7\u00e3o. Se ao menos lhe houvesse sido  \t\t\tpermitido que fizesse seu apelo imediatamente no fim de seu serm\u00e3o,  \t\t\tent\u00e3o o resultado teria sido muit\u00edssimo maior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o  \t\t\t\u00e9, realmente, um epis\u00f3dio iluminador e instrutivo? N\u00e3o comprova ele  \t\t\tque algumas vezes, afinal, o que produz os resultados, como ficou  \t\t\tclaro, n\u00e3o \u00e9 a Verdade, e nem a atua\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito? Pois eis que  \t\t\taquele pregador, pessoalmente, admitia que os &#8220;resultados&#8221; n\u00e3o  \t\t\tpodiam resistir ao teste de meia hora de c\u00e2ntico de hinos, admitia  \t\t\tque meia hora de c\u00e2ntico de hinos pode anular os efeitos de um  \t\t\tserm\u00e3o, sem importar quais tenham sido esses efeitos, pelo que os  \t\t\tresultados obtidos haviam sido desapontadores. Esse epis\u00f3dio serve  \t\t\tde \u00f3tima ilustra\u00e7\u00e3o do fato que a press\u00e3o direta sobre a vontade  \t\t\tpode produzir &#8220;resultados&#8221;, embora isso n\u00e3o tenha nenhum  \t\t\trelacionamento com a Verdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O  \t\t\tmeu terceiro argumento \u00e9 que a prega\u00e7\u00e3o da Palavra e os apelos para  \t\t\tque as pessoas se decidam s\u00e3o coisas que n\u00e3o deveriam ser separadas  \t\t\tem nossa mente. Isso requer mais algum esclarecimento. Foi um grande  \t\t\tprinc\u00edpio, enfatizado dentro do ensino reformado, que teve in\u00edcio no  \t\t\ts\u00e9culo XVI, que as ordenan\u00e7as jamais deveriam ser separadas da  \t\t\tprega\u00e7\u00e3o da Palavra. Os cat\u00f3licos romanos foram os culpados de tal  \t\t\tsepara\u00e7\u00e3o, com o resultado que as ordenan\u00e7as foram divorciadas da  \t\t\tPalavra e se tornaram entidades aut\u00f4nomas. De acordo com tal  \t\t\tdoutrina, o efeito e os resultados nas pessoas seriam produzidos,  \t\t\tn\u00e3o por interm\u00e9dio da prega\u00e7\u00e3o da Verdade, e, sim, atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o  \t\t\tdas ordenan\u00e7as, que agiriam ex opere operato. O ensinamento  \t\t\tprotestante, entretanto, condenou tal doutrina, ressaltando que as  \t\t\tordenan\u00e7as sob hip\u00f3tese alguma deveriam ser separadas da prega\u00e7\u00e3o,  \t\t\tpor ser essa a \u00fanica maneira de evitar no\u00e7\u00f5es semi-m\u00e1gicas e  \t\t\texperi\u00eancias esp\u00farias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meu  \t\t\targumento \u00e9 que o mesmo princ\u00edpio se aplica a essa quest\u00e3o de  \t\t\tconvites para que as pessoas se decidam, e tamb\u00e9m que a tend\u00eancia  \t\t\tcrescente vem sendo de p\u00f4r-se cada vez mais \u00eanfase sobre o &#8220;apelo&#8221; e  \t\t\tsobre as decis\u00f5es, considerando isso como algo que subsiste por si  \t\t\tmesmo. Lembro-me de ter estado em uma reuni\u00e3o evangel\u00edstica na qual  \t\t\teu, al\u00e9m de outros, sentimos que o Evangelho n\u00e3o fora pregado,  \t\t\tverdadeiramente. O Evangelho fora mencionado, mas certamente n\u00e3o  \t\t\tfora comunicado, n\u00e3o fora pregado; para minha admira\u00e7\u00e3o, entretanto,  \t\t\tgrande n\u00famero de pessoas se dirigiu \u00e0 frente em resposta ao apelo  \t\t\tfeito no fim. E a pergunta que imediatamente se levantou foi: o que  \t\t\tpoderia explicar uma coisa assim? No dia seguinte eu discutia sobre  \t\t\tessa quest\u00e3o com um amigo meu. Disse ele: &#8220;Nada h\u00e1 de dif\u00edcil a  \t\t\trespeito desse fen\u00f4meno: esses resultados nada t\u00eam a ver com a  \t\t\tprega\u00e7\u00e3o&#8221;. Ent\u00e3o insisti: &#8220;Bem, nesse caso, o que \u00e9 que acontece?&#8221;  \t\t\tReplicou ele: &#8220;\u00c9 Deus quem est\u00e1 respondendo \u00e0s ora\u00e7\u00f5es de milhares  \t\t\tde pessoas que oram, pedindo tais resultados, ao redor do mundo; n\u00e3o  \t\t\t\u00e9 a prega\u00e7\u00e3o&#8221;. Minha conten\u00e7\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o deveria haver tal disjun\u00e7\u00e3o  \t\t\tentre o &#8220;apelo&#8221; e a prega\u00e7\u00e3o, da mesma maneira que n\u00e3o deve haver  \t\t\tsepara\u00e7\u00e3o entre as ordenan\u00e7as e a prega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Meu  \t\t\tquarto ponto \u00e9 que esse m\u00e9todo certamente envolve, implicitamente, a  \t\t\tid\u00e9ia de que os pecadores possuem um poder inerente de decis\u00e3o e de  \t\t\tauto-convers\u00e3o. Entretanto, isso n\u00e3o pode ser conciliado com o  \t\t\tensinamento escritur\u00edstico, segundo se v\u00ea em 1 Cor\u00edntios 2:14: &#8220;Ora,  \t\t\to homem natural n\u00e3o aceita as cousas do Espirito de Deus, porque lhe  \t\t\ts\u00e3o loucura; e n\u00e3o pode entend\u00ea-las porque elas se discernem  \t\t\tespiritualmente&#8221;. Ou como Ef\u00e9sios 2:1, que assevera: &#8220;Ele vos deu  \t\t\tvida, estando v\u00f3s mortos nos vossos delitos e pecados&#8221;. E ainda  \t\t\texistem muitos trechos semelhantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como meu quinto ponto, sugiro que nisso fica impl\u00edcito que o  \t\t\tevangelista, de alguma maneira, se encontra em posi\u00e7\u00e3o de manipular  \t\t\to Esp\u00edrito Santo e as Suas opera\u00e7\u00f5es. O evangelista precisa  \t\t\tmeramente aparecer e fazer o seu apelo, e inevitavelmente  \t\t\tseguir-se-\u00e3o resultados. Se houvesse algum fracasso ocasional, ou  \t\t\tuma ou outra reuni\u00e3o com pouca ou nenhuma rea\u00e7\u00e3o positiva, ent\u00e3o n\u00e3o  \t\t\texistiria tal problema; mas t\u00e3o freq\u00fcentemente, hoje em dia, os  \t\t\torganizadores s\u00e3o capazes de predizer o n\u00famero dos &#8220;resultados&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A  \t\t\tmaioria concordaria com o meu sexto ponto, o qual assegura que esse  \t\t\tm\u00e9todo tende por produzir uma superficial convic\u00e7\u00e3o de pecado, se \u00e9  \t\t\tque a produz. As pessoas com freq\u00fc\u00eancia reagem positivamente por  \t\t\tterem a impress\u00e3o de que, fazendo assim, receber\u00e3o certos  \t\t\tbenef\u00edcios. Lembro-me de ter ouvido falar a respeito de um homem  \t\t\timportante que era considerado como um dos convertidos de  \t\t\tdeterminada campanha. Entrevistaram-no e perguntaram por que viera \u00e0  \t\t\tfrente na campanha evangel\u00edstica do ano anterior. Sua resposta foi  \t\t\tque o evangelista dissera: &#8220;Se algu\u00e9m n\u00e3o quiser &#8216;perder o barco&#8217;, \u00e9  \t\t\tmelhor que venha \u00e0 frente&#8221;. E, como ele n\u00e3o queria &#8220;perder o barco&#8221;,  \t\t\tviera \u00e0 frente; e tudo quanto o entrevistador p\u00f4de arrancar dele \u00e9  \t\t\tque agora ele estava &#8220;no barco&#8221;. N\u00e3o tinha certeza sobre o  \t\t\tsignificado dessas palavras, nem do que se tratava realmente, e nem  \t\t\tparecia ter-lhe acontecido qualquer transforma\u00e7\u00e3o real durante o ano  \t\t\tque se passara desde ent\u00e3o. Mas l\u00e1 estava ele. Um ato de decis\u00e3o  \t\t\tpode ser t\u00e3o superficial assim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou  \t\t\tconsideremos uma outra ilustra\u00e7\u00e3o, extra\u00edda dentre as minhas  \t\t\tpr\u00f3prias experi\u00eancias. Na Igreja que pastoreei, no sul do Pais de  \t\t\tGales, eu costumava ficar na porta principal do templo ao  \t\t\tencerramento do culto de domingo \u00e0 noite para cumprimentar as  \t\t\tpessoas com um aperto de m\u00e3o. O incidente a que me reporto envolve  \t\t\tum homem que costumava vir \u00e0s nossas reuni\u00f5es todos os domingos \u00e0  \t\t\tnoite. Era um oper\u00e1rio, e tamb\u00e9m era alco\u00f3latra quase inveterado.  \t\t\tEmbebedava-se regularmente todos os s\u00e1bados \u00e0 noite, mas tamb\u00e9m  \t\t\tvinha regularmente ocupar um assento na galeria de nosso templo,  \t\t\ttodos os domingos \u00e1 noite. Naquela noite espec\u00edfica a que me refiro,  \t\t\taconteceu-me observar que, enquanto eu pregava, aquele homem estava  \t\t\tsendo obviamente tocado pela Palavra. Eu podia ver que ele chorava  \t\t\tcopiosamente, e desejei muito saber o que estava acontecendo com  \t\t\tele. Terminada a reuni\u00e3o, fui postar-me \u00e1 porta. Passados uns  \t\t\tmomentos, vi que aquele homem se aproximava, e imediatamente me vi a  \t\t\tbra\u00e7os com um tremendo conflito mental Deveria eu em face do que  \t\t\ttinha visto, dizer lhe uma palavra e convid\u00e1-lo a tomar uma decis\u00e3o  \t\t\tnaquela mesma noite, ou n\u00e3o deveria? Estaria eu interferindo com a  \t\t\tobra do Esp\u00edrito se assim agisse? Apressadamente resolvi que n\u00e3o  \t\t\tpediria a ele que ficasse mais um pouco, mas t\u00e3o-somente me despedi  \t\t\tdele como era de habito, e ele saiu Seu rosto revelava que estivera  \t\t\tchorando muito ele quase nem podia olhar- me no rosto. Na noite  \t\t\tseguinte, quando eu me encaminhava para uma reuni\u00e3o de ora\u00e7\u00e3o que  \t\t\tteria lugar na igreja, ao atravessar uma passarela por cima de uma  \t\t\tlinha de trem, notei que aquele homem vinha na minha dire\u00e7\u00e3o para  \t\t\tfalar comigo. Ele atravessou a rua a fim de vir dizer-me: &#8220;Sabe de  \t\t\tuma coisa, doutor? Se o senhor me tivesse convidado para demorar-me  \t\t\tmais um pouco, na noite passada, eu lhe teria atendido&#8221;. &#8220;Pois,  \t\t\tbem&#8221;, retruquei, &#8220;agora eu estou lhe fazendo um convite. Venha  \t\t\tcomigo&#8221;. &#8220;N\u00e3o, n\u00e3o&#8221;, ele se apressou a dizer, &#8220;mas se o senhor me  \t\t\ttivesse convidado na noite passada, eu teria atendido&#8221;. Ent\u00e3o eu lhe  \t\t\tdisse: &#8220;Meu caro amigo, se aquilo que lhe aconteceu na noite passada  \t\t\tn\u00e3o perdurou por vinte e quatro horas, ent\u00e3o n\u00e3o me interessa. Se  \t\t\tvoc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 pronto a vir comigo agora, conforme estava na noite  \t\t\tpassada, ent\u00e3o voc\u00ea ainda n\u00e3o tem a coisa certa e verdadeira. N\u00e3o  \t\t\timportando o que lhe tenha afetado na noite passada, era algo apenas  \t\t\ttempor\u00e1rio e passageiro, e voc\u00ea ainda n\u00e3o conseguiu, de fato,  \t\t\tperceber sua necessidade de Cristo&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o  \t\t\tcoisas dessa ordem que podem suceder, mesmo quando n\u00e3o se faz apelo  \t\t\tnenhum. Por\u00e9m, quando o costume \u00e9 fazer apelos, ent\u00e3o esse fen\u00f4meno  \t\t\t\u00e9 grandemente exagerado, e obtemos muitas convers\u00f5es esp\u00farias.  \t\t\tConforme eu tenho lembrado a voc\u00ea, o pr\u00f3prio Jo\u00e3o Wesley, o grande  \t\t\tarminiano, n\u00e3o apelava \u00e1s pessoas para que &#8220;viessem \u00e1 frente&#8221;. O que  \t\t\tse pode encontrar com grande freq\u00fc\u00eancia em seus di\u00e1rios, \u00e9 algo  \t\t\tparecido com o que aqui \u00e9 transcrito: &#8220;Preguei em tal lugar. Muitos  \t\t\tpareceram estar profundamente tocados, mas s\u00f3 Deus sabe qu\u00e3o  \t\t\tprofundamente&#8221;. Sem d\u00favida, essas palavras s\u00e3o muito significativas  \t\t\te importantes. Wesley era possuidor de entendimento espiritual, e  \t\t\tsabia que muitos fatores s\u00e3o capazes de afetar-nos. Mas, aquilo em  \t\t\tque ele realmente se interessava n\u00e3o era resultados imediatos e  \t\t\tvis\u00edveis, e sim, a obra regeneradora do Esp\u00edrito Santo. O  \t\t\tconhecimento do cora\u00e7\u00e3o humano, da psicologia humana, deveria  \t\t\tensinar-nos a evitar qualquer coisa que incremente a possibilidade  \t\t\tde alcan\u00e7armos resultados esp\u00farios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um  \t\t\toutro argumento &#8211; o s\u00e9timo &#8211; \u00e9 que assim fazendo estaremos  \t\t\tencorajando as pessoas a pensar que seu ato de vir\u00e1 frente, de  \t\t\talguma maneira, as salva. \u00c9 como se fora um ato que precisa ser  \t\t\tfeito imediatamente, como se fora uma a\u00e7\u00e3o capaz de salvar as  \t\t\tpessoas. Foi isso que aconteceu no caso daquele homem que sentia que  \t\t\tagora estava &#8220;no barco&#8221;, por ter vindo \u00e1 frente, embora n\u00e3o  \t\t\tentendesse coisa alguma do que estava fazendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, conforme j\u00e1 tenho sugerido, n\u00e3o ser\u00e1 essa uma pr\u00e1tica  \t\t\tbaseada, em \u00faltima an\u00e1lise, na desconfian\u00e7a acerca do Esp\u00edrito  \t\t\tSanto, de Seu poder e de Sua obra? N\u00e3o deixa ela subentendido que o  \t\t\tEsp\u00edrito Santo precisa ser ajudado, auxiliado e suplementado, a fim  \t\t\tde que a obra seja apressada, n\u00e3o podendo tudo ser deixado nas m\u00e3os  \t\t\tdo Esp\u00edrito? N\u00e3o posso ver como poder\u00edamos escapar dessa conclus\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou  \t\t\tent\u00e3o, colocando o problema sob outra luz &#8211; um nono ponto &#8211; n\u00e3o se  \t\t\tlevanta toda essa quest\u00e3o da doutrina da regenera\u00e7\u00e3o? Para mim, essa  \t\t\t\u00e9 a quest\u00e3o mais s\u00e9ria de todas. O que quero dar a entender \u00e9 o  \t\t\tseguinte (e o que aqui digo cobre este ponto tanto quanto o  \t\t\tanterior), que em face de ser essa uma obra do Esp\u00edrito Santo, e  \t\t\tdEle somente, ent\u00e3o ningu\u00e9m mais pode concretiz\u00e1-la no Seu lugar. A  \t\t\tobra verdadeira da convic\u00e7\u00e3o de pecado, da regenera\u00e7\u00e3o, da d\u00e1diva do  \t\t\tdom da f\u00e9 e da nova vida cabe, unicamente, ao Esp\u00edrito Santo. E  \t\t\tposto ser uma obra Sua, ela sempre ser\u00e1 uma obra completa; e sempre  \t\t\tser\u00e1 uma obra que se far\u00e1 vis\u00edvel. Sempre foi assim. Pode-se ver  \t\t\tisso, da maneira mais dram\u00e1tica, no dia de Pentecoste, em Jerusal\u00e9m,  \t\t\tconforme Atos 2. Enquanto Pedro ainda proferia o seu serm\u00e3o, os  \t\t\touvintes come\u00e7aram a clamar, sob convic\u00e7\u00e3o de pecado: &#8220;Que faremos,  \t\t\tirm\u00e3os?&#8221; Ora, Pedro estava pregando sob o poder do Esp\u00edrito Santo.  \t\t\tEle estava expondo e aplicando as Escrituras. E n\u00e3o se utilizou de  \t\t\tqualquer t\u00e9cnica, e nem deixou escoar-se qualquer intervalo entre o  \t\t\tserm\u00e3o e o apelo. De fato, nem ao menos Pedro teve a possibilidade  \t\t\tde terminar o seu serm\u00e3o. A poderosa obra de convic\u00e7\u00e3o prosseguia, e  \t\t\tfez-se vis\u00edvel da maneira como invariavelmente se faz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lembro-me de ter lido a narrativa de certo reavivamento que ocorreu  \t\t\tno Congo, em um livro intitulado Thgs is That (Isso \u00e9 Aquilo),  \t\t\tparticularizando um dos cap\u00edtulos escrito por um homem a quem  \t\t\tconheci pessoalmente. Ele j\u00e1 vinha atuando como mission\u00e1rio  \t\t\tevang\u00e9lico, no cora\u00e7\u00e3o da \u00c1frica, por vinte anos, e a cada reuni\u00e3o,  \t\t\tvirtualmente, fizera apelos ao povo para que viesse \u00e1 frente e se  \t\t\tdecidisse pelo Evangelho, em resposta \u00e1 sua mensagem. Pouqu\u00edssimos  \t\t\thaviam atendido, e ele estava de cora\u00e7\u00e3o partido de tristeza. Ele  \t\t\tpressionava os ouvintes e lhes fazia rogos, e fazia tudo quanto \u00e9  \t\t\thabitual entre os evangelistas; e, no entanto, n\u00e3o obtinha resposta  \t\t\tfavor\u00e1vel. Ent\u00e3o, de certa feita, ele teve de afastar-se para uma  \t\t\tparte distante do distrito do qual estava encarregado. Enquanto  \t\t\testava ausente, irrompeu um reavivamento na \u00e1rea central de seu  \t\t\tdistrito. A sua esposa lhe enviou uma mensagem, relatando o que  \t\t\testava sucedendo. A principio ele n\u00e3o gostou do que acontecia. N\u00e3o o  \t\t\talegrava ouvir falar acerca daquilo, porque tudo sucedera enquanto  \t\t\tele n\u00e3o estava presente &#8211; todos nos inclinamos a sermos culpados de  \t\t\ttal orgulho. N\u00e3o obstante, precipitou-se de volta, no intuito de  \t\t\tcontrolar o que sentia ser uma explos\u00e3o de emocionalismo ou alguma  \t\t\tesp\u00e9cie de &#8220;fogo f\u00e1tuo&#8221;. Tendo regressado, reuniu o povo no templo,  \t\t\te come\u00e7ou a pregar. Para seu completo espanto, e antes de estar a  \t\t\tmeio caminho de seu serm\u00e3o, as pessoas come\u00e7aram a vir\u00e1 frente, sob  \t\t\tprofunda convic\u00e7\u00e3o de pecado. Aquilo que ele tentara lev\u00e1-los a  \t\t\tfazer por vinte anos e n\u00e3o conseguira, agora faziam-no  \t\t\tespontaneamente. Por qu\u00ea? Porque o Esp\u00edrito Santo estava realizando  \t\t\ta obra. Sua atua\u00e7\u00e3o sempre se torna manifesta. Assim deve suceder,  \t\t\tnecessariamente, e assim sempre suceder\u00e1. Certamente isso n\u00e3o requer  \t\t\tdemonstra\u00e7\u00e3o e nem argumento em seu favor. A obra de Deus sempre se  \t\t\tpatenteia, quer na natureza, na cria\u00e7\u00e3o ou nas almas dos homens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1  \t\t\tpassei por muitas experi\u00eancias no que tange a esse aspecto da  \t\t\tquest\u00e3o. Mais adiante, direi alguma coisa sobre o romance da obra do  \t\t\tpregador e do ministro do Evangelho; e isso focaliza um dos aspectos  \t\t\tda mesma. Lembro-me de como, durante os negros dias da Segunda  \t\t\tGuerra Mundial, quando tudo era desencorajador em extremo &#8211; os  \t\t\tbombardeios haviam dispersado a nossa congrega\u00e7\u00e3o, e assim por  \t\t\tdiante &#8211; eu estava passando por um per\u00edodo de grande  \t\t\tdesencorajamento. De repente, recebi uma carta das \u00cdndias Orientais  \t\t\tHolandesas, que agora t\u00eam por nome Indon\u00e9sia. Fora enviada por um  \t\t\tsoldado holand\u00eas que me dizia que sua consci\u00eancia o havia espica\u00e7ado  \t\t\tde tal maneira que, finalmente, resolvera escrever-me para narrar o  \t\t\tque lhe havia sucedido dezoito meses antes. Esclarecia-me que viera  \t\t\t\u00e1 Inglaterra, com o Ex\u00e9rcito Livre Holand\u00eas. E enquanto estava  \t\t\taquartelado em Londres, viera aos nossos cultos por diversas vezes.  \t\t\tNaqueles dias, ficara convencido sobre o fato de que jamais fora um  \t\t\tcrente verdadeiro, embora tivesse pensado que o era. Depois disso,  \t\t\tpassou por um negro per\u00edodo de convic\u00e7\u00e3o de pecado e de desamparo  \t\t\tespiritual; mas, eventualmente, pudera ver com clareza a Verdade e  \t\t\tdesde ent\u00e3o muito se regozijava. Nunca viera contar-me o que se  \t\t\tpassara consigo, por diversas raz\u00f5es; mas agora me participava de  \t\t\ttudo em sua carta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Minha rea\u00e7\u00e3o a essas coisas \u00e9 a seguinte. Que importa se eu vier a  \t\t\tsaber ou n\u00e3o do resultado da prega\u00e7\u00e3o? Naturalmente, isso tem seu  \t\t\tvalor, do \u00e2ngulo que serve de encorajamento para o obreiro crist\u00e3o.  \t\t\tMas n\u00e3o t\u00eam valor algum, do ponto de vista da pr\u00f3pria obra. A obra  \t\t\tfoi realizada, e ela se patenteou, e continuava a manifestar-se na  \t\t\tvida daquele soldado antes mesmo dele haver-me escrito. E \u00e9 isso que  \t\t\trealmente importa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gra\u00e7as a Deus, tenho constatado a repeti\u00e7\u00e3o dessa experi\u00eancia nestes  \t\t\t\u00faltimos tempos. Tendo-me aposentado de um pastorado ativo, e podendo  \t\t\tviajar por muitos lugares, por restar-me mais tempo, tenho  \t\t\tencontrado pessoas, em v\u00e1rios lugares da Gr\u00e3-Bretanha, que me v\u00eam  \t\t\tdizer que se converteram enquanto me ouviam pregando. De nada eu  \t\t\tsoubera antes desses epis\u00f3dios, mas eles tinham acontecido h\u00e1 muitos  \t\t\tanos, no passado. Por exemplo, eu pregava no templo de certo  \t\t\tpregador, h\u00e1 exatamente dezoito meses passados. Enquanto me  \t\t\tapresentava \u00e0 sua congrega\u00e7\u00e3o, ele narrou em breves pinceladas a sua  \t\t\thist\u00f3ria espiritual, e, para minha total surpresa, fiquei sabendo  \t\t\tque eu havia desempenhado um papel vital na mesma. Aquele homem fora  \t\t\tum profissional muito bem qualificado, que deixara a sua profiss\u00e3o e  \t\t\tse tornara o pastor daquela Igreja. Ele contou aos circunstantes  \t\t\tcomo, em uma quente noite de ver\u00e3o, no m\u00eas de junho, ao andar sem  \t\t\trumo por uma rua de Londres, ouviu o som de c\u00e2nticos que provinham  \t\t\tda Capela de Westminster. Entrou e permaneceu ali at\u00e9 o fim da  \t\t\treuni\u00e3o. &#8220;Sa\u00ed dali&#8221;, declarou ele, &#8220;um novo homem, nascido de novo,  \t\t\tregenerado&#8221;. Antes daquela oportunidade ele fora completamente  \t\t\tignorante sobre tais coisas; e, na verdade, inclinara-se por  \t\t\tdesprez\u00e1-las e elimin\u00e1-las de suas cogita\u00e7\u00f5es. Ora, aquela era a  \t\t\tprimeira vez que eu ouvia falar de tais acontecimentos, embora tudo  \t\t\ttivesse ocorrido em 1964. Por\u00e9m, que importa isso? O importante \u00e9  \t\t\tque, visto ser o Esp\u00edrito aquele que realiza tal obra, trata-se de  \t\t\tuma obra real, s\u00f3lida; e ela sempre tende por manifestar-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passo agora a firmar como meu d\u00e9cimo ponto que nenhum pecador chega  \t\t\trealmente a &#8220;decidir-se em prol de Cristo&#8221;. Esse voc\u00e1bulo,  \t\t\t&#8220;decidir-se&#8221;, a mim sempre me pareceu bastante errado. Com  \t\t\tfreq\u00fc\u00eancia tenho ouvido pessoas usarem express\u00f5es que me parecem  \t\t\tperturbadoras, que me deixam muito infeliz. Geralmente usam-nas em  \t\t\tsua ignor\u00e2ncia, e com a melhor das inten\u00e7\u00f5es. Posso pensar em um  \t\t\tidoso cavalheiro que costumava dizer o seguinte: &#8220;Meus amigos, eu me  \t\t\tdecidi ao lado de Cristo faz quarenta anos, e nunca me arrependi  \t\t\tdisso&#8221;. Qu\u00e3o terr\u00edvel \u00e9 dizer, &#8220;Nunca me arrependi!&#8221; Mas esse \u00e9 o  \t\t\ttipo de declara\u00e7\u00e3o que fazem as pessoas que t\u00eam sido criadas no  \t\t\tEvangelho debaixo desse ensinamento e desse m\u00e9todo. Um pecador nunca  \t\t\t&#8220;se decide&#8221; em favor de Cristo; o pecador &#8220;foge&#8221; para Cristo, em  \t\t\ttotal desamparo e desespero, dizendo &#8211;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Infrator, \u00e0 fonte corro,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lava-me, Senhor, ou morro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ningu\u00e9m vem verdadeiramente a Cristo, a menos que se atire nEle como  \t\t\tseu \u00fanico ref\u00fagio e esperan\u00e7a, seu \u00fanico meio de escape das  \t\t\tacusa\u00e7\u00f5es da pr\u00f3pria consci\u00eancia e da condena\u00e7\u00e3o ante a santa lei de  \t\t\tDeus. Nenhuma outra coisa \u00e9 satisfat\u00f3ria. Se um homem qualquer  \t\t\tdisser que, tendo pensado sobre a quest\u00e3o e havendo considerado  \t\t\ttodos os lados envolvidos, terminou por decidir-se ao lado de  \t\t\tCristo, e se o fez sem qualquer emo\u00e7\u00e3o ou sentimento, n\u00e3o poderei  \t\t\taceit\u00e1-lo como homem que foi regenerado. Como um coitado que est\u00e1 se  \t\t\tafogando n\u00e3o simplesmente &#8220;se decide&#8221; a pegar na corda que lhe \u00e9  \t\t\tatirada, mas agarra-se a ela pois esta \u00e9 sua \u00fanica escapat\u00f3ria,  \t\t\tassim tamb\u00e9m o pecador convicto n\u00e3o simplesmente &#8220;se decide&#8221; em  \t\t\tfavor de Cristo. Tal express\u00e3o \u00e9 inteiramente impr\u00f3pria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, uma vez mais temos de defrontar-nos com o argumento  \t\t\tbaseado em &#8220;resultados&#8221;. Mas, &#8220;Veja o que acontece&#8221;, dizem muitos.  \t\t\tAo que me parece, esse \u00e9 um argumento que pode ser respondido de  \t\t\tdiversos modos. Um deles \u00e9 que n\u00f3s, protestantes que somos, n\u00e3o  \t\t\tdever\u00edamos lan\u00e7ar m\u00e3o do argumento jesu\u00edtico de que o fim justifica  \t\t\tos meios. No entanto, esse argumento sobre resultados eq\u00fcivale a  \t\t\tisso, efetivamente. Mas, dever\u00edamos aprofundar-nos mais, examinando  \t\t\tos resultados e as reivindica\u00e7\u00f5es que s\u00e3o feitas. Qual porcentagem  \t\t\tdessas &#8220;decis\u00f5es&#8221; perdura? J\u00e1 ouvi evangelistas dizerem que nunca  \t\t\tesperam que se firme mais de uma d\u00e9cima parte dessas decis\u00f5es. Eles  \t\t\tafirmam isso abertamente. O que ent\u00e3o exerceu influ\u00eancia sobre os  \t\t\trestantes? E se algu\u00e9m disser que s\u00f3 importam aqueles dez por cento,  \t\t\tpor representarem o resultado da opera\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, ent\u00e3o  \t\t\treplicarei que isso teria acontecido mesmo na aus\u00eancia de qualquer  \t\t\t&#8220;convite para virem \u00e1 frente&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Indo mais adiante, \u00e9 imprescind\u00edvel que saibamos fazer a distin\u00e7\u00e3o  \t\t\tentre resultados imediatos e resultados remotos. Para fins de  \t\t\targumenta\u00e7\u00e3o, vamos admitir que se verifique certo n\u00famero de  \t\t\tresultados imediatos. Apesar disso, teremos de levar em conta os  \t\t\tefeitos e resultados remotos dessa maneira de proceder &#8211; o efeito  \t\t\tsobre a vida da Igreja local, bem como sobre a vida das Igrejas em  \t\t\tgeral. A despeito de tudo quanto nos tem sido dito acerca de  \t\t\tresultados fenomenais e espantosos, durante os \u00faltimos vinte anos,  \t\t\tdificilmente poder-se-ia contestar que o n\u00edvel geral de aut\u00eantica  \t\t\tespiritualidade, na vida das nossas Igrejas, tem atravessado um  \t\t\tser\u00edssimo decl\u00ednio. Ora, esse \u00e9 o efeito remoto, o qual \u00e9  \t\t\tdiametralmente contr\u00e1rio \u00e0quilo que sempre aconteceu em tempos de  \t\t\treavivamento e despertamento espiritual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outrossim, nas reuni\u00f5es de pastores e em conversa particular com  \t\t\tmuitos ministros, tenho averiguado que, de modo geral, os ministros  \t\t\tacham que seus problemas aumentaram, e n\u00e3o que diminu\u00edram, em anos  \t\t\trecentes. J\u00e1 mencionei o caso de ministros que nem ao menos t\u00eam sido  \t\t\tconvidados por certas Igrejas, por esse motivo. E j\u00e1 teci  \t\t\tcoment\u00e1rios sobre outros que s\u00e3o criticados pelos pr\u00f3prios membros  \t\t\tde suas respectivas Igrejas porque n\u00e3o costumam fazer um &#8220;apelo&#8221; no  \t\t\tfim de cada culto. Essa pr\u00e1tica parece haver introduzido uma nova  \t\t\tesp\u00e9cie de mentalidade, uma carnalidade que se expressa na forma de  \t\t\tum doentio interesse pelos n\u00fameros. Isso tamb\u00e9m tem criado um desejo  \t\t\tpelo que \u00e9 emocionante, uma quase impaci\u00eancia diante da mensagem,  \t\t\tporquanto todos est\u00e3o esperando pelo &#8220;convite&#8221;, ap\u00f3s a prega\u00e7\u00e3o,  \t\t\tpara que vejam os resultados. Ora, esse estado de coisas, por certo,  \t\t\t\u00e9 muito s\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta altura, vem participar do quadro geral um outro elemento.  \t\t\tConforme eu j\u00e1 dissera, exprime um fato aquela declara\u00e7\u00e3o de que os  \t\t\torganizadores dessa esp\u00e9cie de atividade s\u00e3o capazes de predizer,  \t\t\tcom extraordin\u00e1ria precis\u00e3o, o n\u00famero de decis\u00f5es e resultados que  \t\t\tprovavelmente conseguir\u00e3o. T\u00eam at\u00e9 mandado imprimir seus c\u00e1lculos  \t\t\tantes da campanha ter in\u00edcio, e geralmente n\u00e3o erram por grande  \t\t\tmargem em suas estimativas. Ora, isso \u00e9 algo perfeitamente  \t\t\tinconceb\u00edvel em conex\u00e3o com a obra do Esp\u00edrito Santo. Ningu\u00e9m sabe o  \t\t\tque o Esp\u00edrito Santo haver\u00e1 de fazer. &#8220;O vento sopra onde quer Nada  \t\t\tpode ser predito, nada pode ser antecipado. Os maiores pregadores e  \t\t\tsantos, com freq\u00fc\u00eancia, t\u00eam tido cultos dif\u00edceis e est\u00e9reis quanto  \t\t\taos resultados num\u00e9ricos, e t\u00eam deplorado esse fato. E mesmo em  \t\t\tper\u00edodos de reavivamento, h\u00e1 dias e reuni\u00f5es em que coisa alguma  \t\t\tacontece, em absoluto; mas no dia seguinte, talvez, eis que ocorre  \t\t\tum avassalador derramamento de poder. Por conseguinte, o pr\u00f3prio  \t\t\tfato que se pode mais ou menos antecipar e predizer o que  \t\t\tprovavelmente suceder\u00e1, serve de indica\u00e7\u00e3o de que tal m\u00e9todo n\u00e3o se  \t\t\tmolda ao que sempre caracterizou a obra do Esp\u00edrito. Por outro lado,  \t\t\tconfio que tenha ficado claro que, em tudo quanto acabo de dizer,  \t\t\tn\u00e3o estou pondo em d\u00favida os motivos ou a sinceridade daqueles que  \t\t\tse utilizam desses m\u00e9todos, e nem que n\u00e3o tenham havido convers\u00f5es  \t\t\tgenu\u00ednas, pois preocupei-me t\u00e3o somente em mostrar por quais raz\u00f5es  \t\t\teu mesmo n\u00e3o tenho empregado essa t\u00e9cnica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, voc\u00ea perguntar\u00e1, o que se deveria fazer? Eu mesmo situo a  \t\t\tquest\u00e3o nestes termos. O apelo deve fazer parte integrante da  \t\t\tpr\u00f3pria Verdade, da pr\u00f3pria mensagem. Enquanto voc\u00ea estiver  \t\t\tproferindo um serm\u00e3o, deveria estar fazendo constantes aplica\u00e7\u00f5es da  \t\t\tmensagem, sobretudo, como \u00e9 natural, na \u00faltima fase, quando chegarem  \t\t\t\u00e1 aplica\u00e7\u00e3o final e ao cl\u00edmax do serm\u00e3o. Mas o apelo deve fazer  \t\t\tparte da mensagem; deve ser assim, inevitavelmente. O serm\u00e3o deve  \t\t\tter a capacidade de fazer os homens perceberem ser essa a \u00fanica  \t\t\tcoisa que pode ser feita. O apelo deve estar impl\u00edcito ao longo de  \t\t\ttodo o corpo do serm\u00e3o, bem como em tudo quanto o pregador faz. E eu  \t\t\tdiria, sem qualquer hesita\u00e7\u00e3o, que um apelo distinto, separado e  \t\t\tespecial no fim do serm\u00e3o, ap\u00f3s certo intervalo, ou ap\u00f3s um hino, s\u00f3  \t\t\tdeveria ser feito se o pregador tiver plena consci\u00eancia de alguma  \t\t\timposi\u00e7\u00e3o avassaladora do Esp\u00edrito de Deus para que ele assim fa\u00e7a.  \t\t\tSe alguma vez eu sentir tal coisa, f\u00e1-la-ei; mas somente ent\u00e3o. E  \t\t\tmesmo num caso desses, a maneira pela qual o farei n\u00e3o ser\u00e1  \t\t\tconvidando as pessoas para que venham \u00e1 frente. Simplesmente  \t\t\tparticiparei aos presentes que me ponho \u00e1 disposi\u00e7\u00e3o para conversar  \t\t\tcom qualquer pessoa que queira entrevistar-me, no fim da reuni\u00e3o ou  \t\t\tem qualquer outra oportunidade. De fato, acredito que o ministro  \t\t\tsempre deveria anunciar, de alguma maneira ou forma, que ele est\u00e1  \t\t\tpronto para conversar com qualquer pessoa que queira conversar com  \t\t\tele a respeito de sua alma e de seu destino eterno. Isso pode ser  \t\t\tdito por meio de um cart\u00e3o posto em cada assento &#8211; assim tenho agido  \t\t\teu mesmo &#8211; embora voc\u00ea possa faz\u00ea-lo usando qualquer outro esquema.  \t\t\tFa\u00e7a-se dispon\u00edvel, deixe bem claro que est\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos  \t\t\tinteressados, e assim voc\u00ea descobrir\u00e1 que as pessoas que sentiram a  \t\t\tconvic\u00e7\u00e3o de pecado, vir\u00e3o falar com voc\u00ea porque se sentem  \t\t\tinfelizes. N\u00e3o \u00e9 infreq\u00fcente que elas receiam voltar para casa do  \t\t\tmesmo jeito. J\u00e1 vi casos de pessoas que, depois de estarem a meio  \t\t\tcaminho de casa, voltaram para conversar comigo, na igreja, por n\u00e3o  \t\t\tpoderem tolerar o senso de convic\u00e7\u00e3o de pecado e de infelicidade; a  \t\t\tagonia delas era grande demais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou  \t\t\tent\u00e3o, se tiverem encontrado a salva\u00e7\u00e3o e agora se rejubilam nela,  \t\t\thaver\u00e3o de querer revelar-lhe o acontecido. Cada pessoa far\u00e1 isso no  \t\t\tseu pr\u00f3prio tempo; permita-lhe a liberdade de faz\u00ea-lo. N\u00e3o procure  \t\t\tfor\u00e7ar tais coisas. Essa \u00e9 uma obra do Esp\u00edrito Santo de Deus. A  \t\t\tobra dEle \u00e9 completa, e tamb\u00e9m \u00e9 duradoura; e, por essas raz\u00f5es, n\u00e3o  \t\t\tnos devemos impacientar e ansiar \u00e1 cata de resultados. N\u00e3o estou  \t\t\tdizendo que essa \u00e2nsia seja desonesta, mas digo que ela \u00e9 um erro.  \t\t\tPrecisamos aprender a confiar no Esp\u00edrito, dependendo da Sua atua\u00e7\u00e3o  \t\t\tinfal\u00edvel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Visando ao prop\u00f3sito de sermos satisfatoriamente pr\u00e1ticos e contempor\u00e2neos, nesta altura me conv\u00e9m levantar a quest\u00e3o se devemos envidar qualquer esfor\u00e7o para condicionar a reuni\u00e3o e as pessoas, para que&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[24],"tags":[],"class_list":["post-995","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-david-martim-lloyd-jones"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/995","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=995"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/995\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=995"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=995"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.levandoapalavra.com\/123\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=995"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}